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MARAVILHOSA, Rio de Janeiro, Brazil
Diante de tanta contradição da vida, aprendi que devo ter alto astral acima de qualquer coisa!Eu nunca imaginei que seria pedagoga. Não me preparei para isso. Ela chegou sem que eu preparasse o seu caminho e por isso fiquei tão apaixonada. Essa é para mim a profissão mais linda e digna que existe... Sem sonharmos e idealizarmos algo melhor, nunca poderemos alcançar um diferencial.Essa é minha ideologia e não posso deixar que apaguem por não acreditarem que existe solução para a educação do nosso país,"Não,podemos viver sem ideologias, ter sucesso sem acreditar em valores fortes, concretos,lutar por nossos objetivos sem acreditar que eles serão alcançados,almejar uma vida de realizações soterrando nossas verdadeiras crenças.Tenha suas ideologias muito bem definidas e paute sua vida sobre elas. Não tenha medo do que os outros vão pensar se você está realmente convicto no que acredita ser o certo,não tenha medo de fracassar embasado nelas, aprenda que neste mundo nada é absolutamente ruim ou bom e que sempre,terá que defender suas escolhas e pagar por elas." Eu estou consciente pela escolha que fiz na minha vida profissional,e você?

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Este espaço é algo criado por mim para dividir, com todos que, assim como eu, adoram de fato o que fazem dentro da educação, um pouco do que pesquiso na internet e também do que tenho de material voltado à esta área que de fato sou louca de paixão.

Peço desculpas pela demora em atualizar os conteúdos.

No mais, a todos que visitam este blog, espero que até o momento tudo que há de conteúdo esteja sendo agradável.

Com carinho,

Lu Moraes
contato: luciana.moraesmaluf@gmail.com
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“Ninguém começa a ser educador numa certa terça-feira às quatro horas da tarde. Ninguém nasce educador ou marcado para ser educador. A gente se faz educador, a gente se forma, como educador, permanentemente, na prática e na reflexão sobre a prática”

(Paulo Freire, em “A educação na cidade”)

“Ser professor é um privilégio. Ser professor é semear em terreno sempre fértil e se encantar com a colheita. Ser professor é ser condutor de almas e de sonhos, é lapidar diamantes" Gabriel Chalita

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Eu fico com a pureza da resposta das crianças: a vida é bonita.
Viver e não ter a vergonha de ser feliz.
Cantar e... cantar e ...cantar a eterna beleza de ser aprendiz.
Eu sei que a vida devia ser bem melhor. E será.
Mas issoo impede que eu repita: é bonita, é bonita, é bonita!
(Gonzaguinha).

"Há os que adquirem conhecimento pelo valor do conhecimento - e isto é vaidade de baixo nível. Mas há os que desejam tê-lo para edificar outros - e isto é amor. E há outros que o desejam para que eles mesmos sejam edificados - e isto é sabedoria." - (Bernardo de Claraval)
"Todas as postagens que não são de minha autoria é dado o devido crédito e citado a fonte, até porque quando se copia algo de alguem a intenção não é fazer plágio, e sim divulgar as informações para um maior número de pessoas favorecendo assim o conhecimento."
Lucia Araújo/cc: Luciana Moraes
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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

HISTÓRIA DA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA NO BRASIL (15 DE NOVEMBRO DE 1889 )

Marechal Deodoro da Fonseca 

No final da década de 1880, a monarquia brasileira estava numa situação de crise, pois representava uma forma de governo que não correspondia mais às mudanças sociais em processo.
Fazia-se necessário a implantação de uma nova forma de governo que fosse capaz de fazer o país progredir e avançar nas questões políticas, econômicas e sociais.

Crise da Monarquia

A crise do sistema monárquico brasileiro pode ser explicada através de algumas questões:
  • Interferência de D.Pedro II nos assuntos religiosos, provocando um descontentamento na Igreja Católica;
  • Críticas feitas por integrantes do Exército Brasileiro, que não aprovavam a corrupção existente na corte. Além disso, os militares estavam descontentes com a proibição, imposta pela Monarquia, pela qual os oficiais do Exército não podiam se manifestar na imprensa sem uma prévia autorização do Ministro da Guerra;
  • A classe média (funcionário públicos, profissionais liberais, jornalistas, estudantes, artistas, comerciantes) estava crescendo nos grandes centros urbanos e desejava mais liberdade e maior participação nos assuntos políticos do país. Identificada com os ideais republicanos, esta classe social passou a apoiar o fim do império;
  • Falta de apoio dos proprietários rurais, principalmente dos cafeicultores do Oeste Paulista, que desejavam obter maior poder político, já que tinham grande poder econômico;
Diante das pressões citadas, da falta de apoio popular e das constantes críticas que partiam de vários setores sociais, o imperador e seu governo encontravam-se enfraquecidos e frágeis. Doente, D.Pedro II estava cada vez mais afastado das decisões políticas do país. Enquanto isso, o movimento republicano ganhava força no Brasil.

A Proclamação da República

No dia 15 de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca, com o apoio dos republicanos, demitiu o Conselho de Ministros e seu presidente. Na noite deste mesmo dia, o marechal assinou o manifesto proclamando a República no Brasil e instalando um governo provisório.

Após 67 anos, a monarquia chegava ao fim. No dia 18 de novembro, D.Pedro II e a família imperial partiam rumo à Europa. Tinha início a República Brasileira com o Marechal Deodoro da Fonseca assumindo provisoriamente o posto de presidente do Brasil. A partir de então, o pais seria governado por um presidente escolhido pelo povo através das eleições. Foi um grande avanço rumo a consolidação da democracia no Brasil.

fonte: História do Brasil



Segunda Versão:

O processo histórico em que se desenvolveu o fim do regime monárquico brasileiro e a ascensão da ordem republicana no Brasil perpassa por uma série de transformações onde visualizamos a chegada dos militares ao poder. De fato, a proposta de um regime republicano já vivia uma longa história manifestada em diferentes revoltas onde a opção republicana dava seus primeiros sinais. Entre tantas tentativas de transformação, a Revolução Farroupilha (1835-1845) foi a última a levantar-se contra a monarquia.

Podemos destacar a importância do processo de industrialização e o crescimento da cafeicultura enquanto fatores de mudança sócio-econômica. As classes médias urbanas e os cafeicultores do Oeste paulista buscavam ampliar sua participação política através de uma nova forma de governo. Ao mesmo tempo, os militares que saíram vitoriosos da Guerra do Paraguai se aproximaram do pensamento positivista, defensor de um governo republicano centralizado.

Além dessa demanda por transformação política, devemos também destacar como a campanha abolicionista começou a divulgar uma forte propaganda contra o regime monárquico. Vários entusiastas da causa abolicionista relacionavam os entraves do desenvolvimento nacional às desigualdades de um tipo de relação de trabalho legitimado pelas mãos de Dom Pedro II. Dessa forma, o fim da monarquia era uma opção viável para muitos daqueles que combatiam a mão-de-obra escrava.

Até aqui podemos ver que os mais proeminentes intelectuais e mais importantes membros da elite agro-exportadora nacional não mais apoiavam a monarquia. Essa perda de sustentação política pode ser ainda explicada com as conseqüências de duas leis que merecem destaque. Em 1850, a lei Eusébio de Queiroz proibiu a tráfico de escravos, encarecendo o uso desse tipo de força de trabalho. Naquele mesmo ano, a Lei de Terras preservava a economia nas mãos dos grandes proprietários de terra.

O conjunto dessas transformações ganhou maior força a partir de 1870. Naquele ano, os republicanos se organizaram em um partido e publicaram suas idéias no Manifesto Republicano. Naquela altura, os militares se mobilizaram contra os poderes amplos do imperador e, pouco depois, a Igreja se voltou contra a monarquia depois de ter suas medidas contra a presença de maçons na Igreja anuladas pelos poderes concedidos ao rei.

No ano de 1888, a abolição da escravidão promovida pelas mãos da princesa Isabel deu o último suspiro à Monarquia Brasileira. O latifúndio e a sociedade escravista que justificavam a presença de um imperador enérgico e autoritário, não faziam mais sentido às novas feições da sociedade brasileira do século XIX. Os clubes republicanos já se espalhavam em todo o país e naquela mesma época diversos boatos davam conta sobre a intenção de Dom Pedro II em reconfigurar os quadros da Guarda Nacional.

A ameaça de deposição e mudança dentro do exército serviu de motivação suficiente para que o Marechal Deodoro da Fonseca agrupasse as tropas do Rio de Janeiro e invadisse o Ministério da Guerra. Segundo alguns relatos, os militares pretendiam inicialmente exigir somente a mudança do Ministro da Guerra. No entanto, a ameaça militar foi suficiente para dissolver o gabinete imperial e proclamar a República.

O golpe militar promovido em 15 de novembro de 1889 foi reafirmado com a proclamação civil de integrantes do Partido Republicano, na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro. Ao contrário do que aparentou, a proclamação foi conseqüência de um governo que não mais possuía base de sustentação política e não contou com intensa participação popular. Conforme salientado pelo ministro Aristides Lobo, a proclamação ocorreu às vistas de um povo que assistiu tudo de forma bestializada.
 
Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola

domingo, 16 de maio de 2010

17 de maio, dia da internet!!!

Dia da Internet: a serviço da inclusão digital
Criado em 2005, 17 de maio se transformou na data para promover a expansão de usuários da rede. Em 2010, mais de 20 países realizam ações locais.

Segundo dados do Painel IBOPE/NetRatings, em dezembro de 2005, o Brasil contava com 12,2 milhões de internautas domiciliares ativos, com média de aproximadamente 18 horas de navegação por mês. A mesma pesquisa indica que em dezembro de 2009, quatro anos depois, o número de usuários cresceu vertiginosos 234%. Passou para 28,5 milhões de brasileiros que navegam pela Internet de casa, com uma média de 30 horas/mês. O tempo de navegação aumentou 167% em quase meia década.

Os números indicam uma tendência definitiva. Seja no Brasil ou em qualquer outro país do mundo, é evidente a importância que a Internet passou a ter no dia-a-dia das pessoas. Vivemos em um mundo cada vez mais conectado e as redes sociais são um bom exemplo disso. Orkut, Facebook, Twitter e tantas outras são acessadas diariamente por pessoas de todo o planeta. Novas amizades, contatos profissionais e formas de se relacionar não são mais exclusividade do mundo presencial das ruas. As relações entre as pessoas já podem ser estabelecidas e sustentadas somente no mundo virtual.



 

Nos últimos quatro anos, portanto, o mundo presenciou um grande avanço em relação ao uso das tecnologias. No entanto, a maior parcela da população do planeta ainda não tem acesso à rede, seja por questões financeiras, falta de interesse ou conhecimento. Segundo a Internet World Stats, em dezembro de 2009, 73,4% da população mundial ainda não acessava a web.

É pela mudança desse cenário que, desde 2005, a Associação de Usuários de Internet, entidade espanhola sem fins lucrativos constituída em Madri, se preocupa com a necessidade de expansão de usuários da rede e pensa numa forma de levar ao público, de maneira geral, os benefícios e o conforto que a utilização da Internet traz.

Foi com esse objetivo que nasceu o Dia da Internet, há meia década, por iniciativa da associação espanhola. No mesmo ano de 2005, durante a II Cúpula Mundial da Sociedade da Informação, realizada em Tunis, as Nações Unidas aprovaram o dia 17 de maio como Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação, compartilhando metas idênticas às do Dia da Internet.


O que é o Dia da Internet?


É um projeto em rede que surge da sociedade, pela sociedade e para a sociedade, e está aberto à participação voluntária e gratuita de todos os países do mundo. Um dos aspectos principais do evento é a liberdade para cada uma das nações comemorarem o seu Dia da Internet e pensarem em ações locais que possam incluir a parcela da população que ainda não tem acesso à cultura digital.


Dia da Internet 2010 no Brasil e no mundo


Segundo o site oficial do Dia da Internet, estão programados mais de quatrocentos eventos em 23 diferentes países para o 17 de maio deste ano. Cada Nação organiza o evento ao seu modo. Serão realizadas ações solidárias, concursos, conferências e cursos de formação mundo afora. No Brasil, a responsável pelas ações do Dia da Internet é a Internauta Brasil, organização não-governamental que atua com a inclusão digital.

O projeto idealizado pela organização é o "Quem tem medo de computador?", em que pais e avós de alunos de telecentros da prefeitura de São Paulo que ainda não foram incluídos na cultura digital serão apresentados ao computador por meio de noções básicas de manuseio de programas e de navegação em rede.

O público aprenderá a fazer trabalhos e difundi-los pela web com a abertura de contas de e-mails. Depois da realização do curso, haverá uma mesa redonda na qual serão discutidos temas como a realização do Dia da Internet, a importância da Internet na vida das pessoas e os benefícios que uma sociedade conectada conquista a partir da possibilidade de comunicação em rede entre as pessoas.

Os benefícios que a Internet pode oferecer para a Educação

O EducaRede Brasil também organiza ações integradas ao Dia da Internet. A primeira é o lançamento no Brasil da segunda edição da pesquisa Geração Interativa, realizada com crianças e adolescentes de 6 a 18 anos de idade.

O objetivo do estudo é conhecer em detalhe o uso e a valorização das telas digitais (Internet, celular, televisão e videogame) entre a população dessa faixa etária, assim como o impacto desse uso no âmbito da família e da escola. A pesquisa serve de base para educadores, pais e adultos de uma forma geral entenderem a geração que já nasceu teclando.

A pesquisa será aplicada por meio de um questinário on line que os estudantes respondem em suas escolas. Cada escola recebe uma senha de acesso para ser utilizada por todos os alunos. Para receber a senha, a escola deve preencher um formulário na Internet, disponível, a partir de 20 de maio, na página do Gerações Interativas.

A segunda ação é um chat sobre
REA - Recursos Educacionais Abertos com Carolina Rossini, pesquisadora da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e coordenadora do Projeto REA no Brasil. A entrevista on line será realizada no dia 17/05, às 16 h. Para participar, acesse a seção Bate-papo do EducaRede no dia e horário marcados. 

Você sabe o que é REA? Segundo Bianca Santana, pesquisadora da Casa da Cultura Digital, "recursos educacionais abertos é uma comunidade internacional que trata os materiais educacionais como bens de toda a humanidade. A ideia é que planos de aula, softwares, artigos, livros e todo o material que contribua para o ensino e a aprendizagem possa estar disponível na Internet para todas as pessoas usarem livremente, estejam elas onde estiverem".

Santana complementa: "Imagine só um adolescente no sertão de Pernambuco pegar um material que um professor da USP colocou na Internet e estudar junto com os colegas?". Ouça o podcast (acima) com Bianca Santana e conheça mais sobre o REA.
 
Por José Alves 

sexta-feira, 23 de abril de 2010

DIA INTERNACIONAL DO LIVRO (23/04)

Pois é, penso que quase ninguém sabe que hoje é o dia internacional do livro. Então vamos lá né, já que fui acometida por uma inflamação no dedo do pé direito e mal consigo andar, pois dói demais e ao parar ele continua a doer e eu não estou dentro do viradão e curtindo a Preta, o Marcelo D2 e  outros sons irados na Praça XV, exposições e tudo mais que esse viradão esta disponibilizando para nós cariocas, só me resta postar algo sobre este dia tão importante quanto o viradão.


O Dia Internacional do Livro teve a sua origem na Catalunha, uma região semi-autônoma da Espanha,
A data começou a ser celebrada em 7 de outubro de 1926, em comemoração ao nascimento deMiguel de Cervantes. No ano de 1930, a data comemorativa foi trasladada para 23 de abril, dia do falecimento de Cervantes.

Em 1996, a Unesco instituiu 23 de abril como oDia mundial do livro e do Direito de autor.

Nada mais justo do viradão estar se iniciando hoje. 23 de abril.

Para quem esta participando do Viradão, curtão tudo, e torça, para que até domingo eu consiga fazer parte desse grupo e poder visitar algumas exposiçoes...

bj a todos
Lu

segunda-feira, 19 de abril de 2010

POR QUE O DIA DO ÍNDIO É 19 DE ABRIL?


Em 1940  a Funai realizou, na cidade de Patzcuaro, no México, o I congresso Indigenista Internacional, com objetivo de debater assuntos relacionados às sociedades indígenas de cada país. Foram convidados representantes de todos os países do continente americano.
Os índios, principal motivo do evento, receberam o convite de honra, entretanto, por terem sido, ao longo de sua história, perseguidos e traídos pela sociedade envolvente, optaram por manterem-se afastados. Vários e insistentes convites foram feitos na tentativa de faze-lo participar do congresso. Ao fim de alguns dias, na medida em que se inteiravam dos reais propósitos da reunião, de sua importância para a luta por garantias de seus direitos, resolveram participar de forma efetiva nas reuniões de Patzcuaro.
Esse momento, por sua importância na história do indigenismo das Américas, motivou os Congressistas a deliberarem no sentido de instituir o dia 19 de Abril como o “Dia do Índio”.
O I Congresso Indigenista Interamericano foi um evento importante, não só por ter instituído o “Dia do Índio”, mas principalmente por ter deliberado a criação do Instituto Indigenista Internacional, com sede no México, cuja finalidade é zelar péla garantia dos direitos indígenas nas Américas. Ao Instituto Indigenista Interamericano encontram-se ligado os Institutos Indigenista Nacionais.
O governo brasileiro, por questão de política interna, não aderiu de imediato às deliberações desse Congresso, somente em 1943, graças aos apelos e intervenções formulados pelo Marechal Rondon é que o então Presidente da República, Getúlio Vargas, determinou a adesão do Brasil ao Instituto Indigenista Interamericano, como também instituiu o dia 19 de abril como o “Dia do Índio”, por meio do Decreto - Lei N.° 5. 540.

 "Se por um lado é importante ter uma data para que a sociedade nacional comemore e reflita sobre as sociedades indígenas, por outro lado é lamentável que as atenções estejam voltadas para esses povos por apenas um dia ou uma semana. O ideal é a conscientização nacional de que o Brasil é um país pluriético e que é preciso construir um cotidiano de convivência pacífica, de respeito e aprendizado mútuo."

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A HISTÓRIA DA CRIANÇA - DA IDADE MÉDIA AOS TEMPOS MODERNOS O SURGIMENTO DO SENTIMENTO DA INFÂNCIA

Estava dando uma olhada nos artigos que possuo a um determinado tempo e com isso a mente começou a pensar em inúmeras coisas de uma só vez. Como mãe e praticamente pedagoga, não tenho como não pensar em crianças. Na delicaza que possue, na forma com que mudam de fato o ambiente em que estão. Como transformam a vida de pais, mãe, avós...  Daí vi uma reportagem em que uma mãe abandonou na rua sua filha, ainda bebê perto do lixo, a sorte dessa criança é que uma outra mulher a resgatou do triste destino. Ao retornar para a visualização dos meus artigos empoeirados me deparei com o artigo que segue abaixo e pensei: "Pq não postá-la e compartilhar com todos, a história da criança desde a idade média, e perceber que ainda, infelizmente, existe atitudes que não mudaram em quase nada."
Espero que goste da leitura!

Este texto apresenta as idéias desenvolvidas por Ariès sobre a concepção da infância ao longo dos tempos. Partindo da Idade Média, o autor analisa como a criança era vista pela sociedade medieval que a ignorava enquanto criança  e o surgimento e posterior  desenvolvimento de certos sentimentos em relação a criança pequena. Ariès aprofunda-se  no estudo das sociedades e mostra-nos o surgimento dos mecanismos  que conduziram a mudanças de atitude com relação a criança e o posterior surgimento do que pode si chamar de  “sentimento da infância”.

 Na Idade Média  esse sentimento não existia. Quando  a criança não precisava mais do apoio constante da mãe ou da ama, ela já ingressava na vida adulta, isto é, passava a conviver com os adultos em suas reuniões e festas. Essa infância muito curta fazia com que as crianças ao completarem  cinco ou sete anos já ingressasse no mundo dos adultos sem absolutamente nenhuma transição. Ela era considerada um adulto em pequeno tamanho, pois executava as mesmas atividades dos mais velhos.  Era como se a criança pequena não existisse. A infância, nesta época, era vista como um estado de transição para a vida adulta.  O indivíduo só passava a existir quando podia se misturar e participar da vida adulta. Não se dispensava um tratamento especial para as crianças, o que tornava sua sobrevivência difícil. Segundo Moliére, grande gênio do teatro, contemporâneo daquela época, a criança muito pequena,  demasiado frágil ainda para se misturar à vida dos adultos, “não contava”, porque podia desaparecer. A morte de crianças era encarada com naturalidade. “perdi dois filhos pequenos, não sem tristeza, mais sem desespero”, afirmava Montaigne.  

Todas as  criança, a partir dos sete anos de idade, independente de sua condição social, eram colocadas em famílias estranhas para aprenderem os serviços domésticos.  Os trabalhos domésticos não eram considerados degradantes e constituíam uma forma comum de educação tanto para os ricos como para os pobre.

O primeiro sentimento que surge em relação a infância é a “paparicação”. Ele surge no meio familiar, na companhia das crianças pequenas. As pessoas não hesitam mais em admitir o prazer provocado pelas maneiras das crianças pequenas, o prazer que sentem em paparicá-las.  Com o tempo esse hábito expandiu-se e não só mais entre os bem-nascidos  mais, também, já junto ao povo ele pôde  ser observado. A criança por sua ingenuidade, gentileza e graça, se torna uma fonte de distração e de relaxamento para os adultos.

Esse hábito provoca reações críticas as mais diversas. No fim do século XVI e sobretudo no século XVII, alguns considerável insuportável a atenção que se dispensava então às crianças. Exasperavam-se com a maneira como paparicavam as crianças. Esse sentimento de exasperação era tão novo quanto a própria paparicação.

O segundo sentimento da infância a surgir e desenvolver-se foi a tomada de consciência da inocência e da fraqueza da infância. Este veio de uma fonte exterior a família. Foram os eclesiásticos, os homens da lei e os moralistas do século XVII que primeiro deram-se conta da necessidade de uma atenção especial a infância. Eles recusavam-se a considerar as crianças como brinquedos encantadores. Viam nelas, frágeis criaturas de Deus que era preciso ao mesmo tempo preservar e disciplinar. Esse sentimento depois passa para a família. No século XVIII a família passa a reunir os dois elementos antigos associados a um terceiro e novo elemento: a preocupação com a higiene e a saúde física.

Esta aproximação pais-crianças, gerou um sentimento de família e de infância que outrora não existia, e a criança tornou-se o centro das atenções, pois a família começou a se organizar em torno dela.  No início do século XVII, foram multiplicadas as escolas com a finalidade de aproximá-las das famílias, impedindo desse modo, o afastamento pais-criança. Neste século também foi criando para a criança um traje especial que a distinguia dos adultos.   

A afetividade, a especialização de um traje para os meninos e a incorporação de castigos corporais entre as crianças formaram os primeiros sentimentos de infância e introduziram os primeiros mecanismos de distinção entre a criança e o adulto, levando ao início do reconhecimento da infância como um estágio de desenvolvimento merecedor de tratamento especial.

Nos séculos XVI e XVII os escolares eram vistos como pertencentes ao mesmo mundo picaresco dos soldados, criados, e de um modo geral, dos mendigos. Foi necessário a pressão dos educadores para separar o escolar do adulto  boêmio.

A noção de criança bem educada não existia no século XVI, formou-se no século XVII através de visões reformadoras dessa  elite de pensadores  e moralistas que ocupavam funções eclesiásticas ou governamentais. Com essa preocupação a criança bem educada seria preservada das rudezas e da imoralidade, que se tornariam traços específicos das camadas populares e dos moleques.  

Os moralistas  e educadores conseguiram impor seu sentimento grave de uma infância longa graças ao sucesso das instituições escolares e as práticas de educação que eles orientaram e disciplinaram.

Os verdadeiros inovadores foram os reformadores escolásticos do século XV, o cardeal d’Estouteville,  Gerson, os organizadores dos colégios e pedagogias e, finalmente, acima de tudo, os jesuítas, oratorianos e os jansenistas do século XVII.

Durante muito tempo a escola ficou alheia a repartição e à distinção das idades. Seu objetivo  essencial não era a educação da infância. Ela era uma espécie de escola técnica destinada a instrução dos clérigos, jovens ou velhos. Era  comum ver-se adultos e, até mesmo ancião, junto com crianças pequenas formando uma só turma.

A partir do século XV, e sobretudo nos séculos XVI e XVII, apesar da persistência da atitude medieval de indiferença à idade, o colégio iria dedicar-se essencialmente à educação e a formação da juventude, inspirado-se em elementos de psicologia (Cordier, na Ratio dos jesuítas e na literatura pedagógica de Port-Royal). 

Percebemos que a disciplina escolar teve sua origem na disciplina eclesiástica ou religiosa. Essa característica, a introdução da disciplina, é a diferença essencial entre a escola da Idade Média e o colégio dos tempos Modernos.

A partir do século XVIII, a escola única foi substituída por um sistema de ensino duplo, em que cada ramo correspondia não a uma idade, mas a uma condição social: O liceu ou o colégio para os burgueses (secundário) e a escola para o povo (primário). 




Marcelo Uchoa













sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Apartheid

Ontem fez 20 anos da libertação do lider Nelson Mandela, muitos jovens infelizmente não sabem quem foi esse lider que lutou toda a sua vida contra o preconceito aos negros. E para comemorar essa data especial, estou postando algo sobre Mandela. No meu outro blog (endereço acima), você poderá ver a biografia dessa cara que veio ao mundo para fazer a diferença.

Boa leitura!!!
Mandela  quando estava preso por lutar contra o apartheid na África do Sul

Apartheid (significa "vidas separadas" em africano) 
O apartheid foi estabelecido oficialmente na África do Sul em 1948 pelo Nationalist Party (Partido dos Nacionalistas) que ascendeu ao poder e bloqueou a política integracionista que vinha sendo praticada pelo governo central.

O Nationalist Party representava os interesses das elites brancas, especificamente da minoria boere. Após 1948, o sistema de segregação racial atingiu o auge. Foram abolidos definitivamente alguns direitos políticos e sociais que ainda existiam em algumas províncias sul-africanas.

As diferenças raciais foram juridicamente codificadas de modo a classificar a população de acordo com o grupo social a que pertenciam. A segregação assumiu enorme extensão permeando todos os espaços e relações sociais. Os casamentos entre brancos e negros foram proibidos.

Os negros não podiam ocupar o mesmo transporte coletivo usado pelos brancos, não podiam residir no mesmo bairro e nem realizar o mesmo trabalho, entre outras restrições. Os brancos passaram a controlar cerca de 87% do território do país, o que sobrava se compunha de territórios independentes, mas paupérrimos, deixados aos grupos sociais não-brancos.

Declínio do apartheid

O apartheid é o único caso histórico de um sistema onde a segregação racial assumiu uma dimensão institucional. Essa situação permite definir o governo sul-africano como uma ditadura da raça branca.

Na década de 1970, o governo da África do Sul tentou em vão encontrar fórmulas que pudessem assegurar certa legitimidade internacional. Porém, tanto a ONU (Organização das Nações Unidas) como a Organização da Unidade Africana, votaram inúmeras resoluções condenando o regime.

No transcurso dos anos 70, a África do Sul presenciou inúmeras e violentas revoltas sociais promovidas pela maioria negra, mas duramente reprimidas pela elite branca. Sob o governo de linha dura, liderado por Peter. W. Botha (1985-1988), tentou-se eliminar os opositores brancos ao governo e as revoltas raciais foram duramente reprimidas.

Porém, as revoltas sociais se intensificaram bem como as pressões internacionais. Em 1989, Frederic. W. de Klerk, assumiu a presidência. Em 1990, o novo presidente conduz o regime sul-africano a uma mudança que põe fim ao apartheid. Neste mesmo ano, o líder negro Nelson Mandela, que desde 1964 cumpria pena de prisão perpétua, é posto em liberdade. Nas primeiras eleições livres, ocorridas em 1993, Mandela é eleito presidente da África do Sul e governa de 1994 a 1999.
 
Nem especial, nem regular, nem pra "normais", nem pra "deficientes"...apenas educação, porque chegará o dia que educação será uma coisa só.

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