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MARAVILHOSA, Rio de Janeiro, Brazil
Diante de tanta contradição da vida, aprendi que devo ter alto astral acima de qualquer coisa!Eu nunca imaginei que seria pedagoga. Não me preparei para isso. Ela chegou sem que eu preparasse o seu caminho e por isso fiquei tão apaixonada. Essa é para mim a profissão mais linda e digna que existe... Sem sonharmos e idealizarmos algo melhor, nunca poderemos alcançar um diferencial.Essa é minha ideologia e não posso deixar que apaguem por não acreditarem que existe solução para a educação do nosso país,"Não,podemos viver sem ideologias, ter sucesso sem acreditar em valores fortes, concretos,lutar por nossos objetivos sem acreditar que eles serão alcançados,almejar uma vida de realizações soterrando nossas verdadeiras crenças.Tenha suas ideologias muito bem definidas e paute sua vida sobre elas. Não tenha medo do que os outros vão pensar se você está realmente convicto no que acredita ser o certo,não tenha medo de fracassar embasado nelas, aprenda que neste mundo nada é absolutamente ruim ou bom e que sempre,terá que defender suas escolhas e pagar por elas." Eu estou consciente pela escolha que fiz na minha vida profissional,e você?

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Este espaço é algo criado por mim para dividir, com todos que, assim como eu, adoram de fato o que fazem dentro da educação, um pouco do que pesquiso na internet e também do que tenho de material voltado à esta área que de fato sou louca de paixão.

Peço desculpas pela demora em atualizar os conteúdos.

No mais, a todos que visitam este blog, espero que até o momento tudo que há de conteúdo esteja sendo agradável.

Com carinho,

Lu Moraes
contato: luciana.moraesmaluf@gmail.com
msn: pedlumoraes@hotmail.com

“Ninguém começa a ser educador numa certa terça-feira às quatro horas da tarde. Ninguém nasce educador ou marcado para ser educador. A gente se faz educador, a gente se forma, como educador, permanentemente, na prática e na reflexão sobre a prática”

(Paulo Freire, em “A educação na cidade”)

“Ser professor é um privilégio. Ser professor é semear em terreno sempre fértil e se encantar com a colheita. Ser professor é ser condutor de almas e de sonhos, é lapidar diamantes" Gabriel Chalita

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Eu fico com a pureza da resposta das crianças: a vida é bonita.
Viver e não ter a vergonha de ser feliz.
Cantar e... cantar e ...cantar a eterna beleza de ser aprendiz.
Eu sei que a vida devia ser bem melhor. E será.
Mas issoo impede que eu repita: é bonita, é bonita, é bonita!
(Gonzaguinha).

"Há os que adquirem conhecimento pelo valor do conhecimento - e isto é vaidade de baixo nível. Mas há os que desejam tê-lo para edificar outros - e isto é amor. E há outros que o desejam para que eles mesmos sejam edificados - e isto é sabedoria." - (Bernardo de Claraval)
"Todas as postagens que não são de minha autoria é dado o devido crédito e citado a fonte, até porque quando se copia algo de alguem a intenção não é fazer plágio, e sim divulgar as informações para um maior número de pessoas favorecendo assim o conhecimento."
Lucia Araújo/cc: Luciana Moraes

domingo, 15 de agosto de 2010

'O mundo de Sofia' na Bienal

Norueguês Jostein Gaarder participou de mesa na noite deste sábado (14).

Autor diz que pais o aconselharam a parar de pensar para não enlouquecer.

O Mundo de Sofia, esse livro me fez voltar ao segundo de semestre de 2006, quando iniciava a graduação de pedagogia.  Foi o primeiro livro da qual o inesquecível, profº Pires, nos passou para resenha-lo por inteiro. A reação da turma foi assustadora, pois o livro não era fininho e o que era resenha? rsrsrs...

Passado o susto inicial, a leitura do livro solicitado pelo mestre, tornou-se muito agradável. Possui uma escrita fácil, ideal para iniciantes, nada de palavras complicadas, as explicações existêntes eram de fácil compreensão. Enfim, o livro é um fofo, até mesmo para aqueles que não se identificam com a filosofia.

O autor desse maravilhoso livro esteve presente em uma mesa redonda realizada neste sábado (14) na Bienal do Livro de São Paulo.

Lançado há quase 20 anos, “O mundo de Sofia” continua sendo o livro mais conhecido do autor, vendendo mais de 30 milhões de exemplares em todo o mundo. “Quando eu escrevi ‘O mundo de Sofia’, achei que seria um livro para poucas pessoas. Eu acho que subestimei o quão universal são as questões existenciais apresentadas no livro”, lembra.

“O sucesso foi surreal”, continua. “Viajei por todo o mundo, ganhei prêmios de literatura, até imperadores estavam falando comigo. Mas o mais importante foi que isso abriu espaço para meus outros livros serem publicados”.

Gaarder diz ainda que “O mundo de Sofia”, que já virou filme na Noruega – assim como livros seus como “A garota da floresta” – vai ganhar uma versão cinematográfica em Hollywood. “É muito bom porque vai atingir mais pessoas ainda”, comemora.

O escritor também falou sobre o viés filosófico que permeia o volume, a descoberta de seu talento para a escrita e do novo "O castelo nos pirineus", livro que define como uma "tragédia erótica".

"['O castelo nos pirineus'] é um encontro entre o espiritismo e a ciência. É um confronto geral. Aqui no Brasil, capital do espiritismo, é mais relevante ainda. Ele admitiu que confrontou a mente racional com essa abordagem espiritualista, mas se abriu para a ideia de que nossos corpos irão desaparecer. "Talvez tenhamos alma e espíritos que irão sobreviver", disse, ao falar sobre a história que retrata o encontro de um homem cético e uma mulher mística.

"Tive de dar vida e inteligência à mulher para criar essa personagem. Então fiquei mais aberto a essa dualidade."

Gaardner afirmou que credita o sucesso de "O mundo de Sofia" (livro cujas vendas somam mais de 30 milhões de exemplares pelo mundo) à abordagem básica que a história faz da filosofia. "Quando escrevi 'O mundo de Sofia' tentei trazer a filosofia de volta aonde ela começou. Parava as pessoas no mercado e fazia perguntas. Acho que por ter ensinado filosofia por muitos anos, usei essa experiência na escrita."

Pare de pensar

O escritor revelou que descobriu o talento para a escrita ainda criança - e que não foi encorajado "a pensar" pelos adultos. 

"Comecei a escrever aos 11 anos de idade. Subitamente acordei e me senti parte de um universo mágico. Perguntei a meus pais, professores: 'vocês não acham estranho que a gente esteja vivo?'. Me senti diferente de outras pessoas, me senti um curinga. Que não é nenhum dos quatro naipes. Por isso virei escritor, por vingança", disse.

"E perguntei novamente: vocês acham que mundo é normal? E eles disseram: sim, e achamos que você deve parar de pensar de nesse tipo de coisa. Você vai ficar louco."

Para Gaarder, as perguntas que deveriam começar a ser feitas atualmente são sobre o meio-ambiente e o aquecimento global. “Acho que os líderes entendem bastante nossos problemas ambientais, o segredo é abrir os olhos do público. Agora eu quero escrever um ‘O mundo de Sofia’ sobre o meio-ambiente, mostrar às pessoas a maneira que estamos tratando nosso pobre planeta”, conta.

Se dizendo otimista em relação ao futuro (“ser pessimista é imoral, é muito fácil”, reclama), ele propõe uma nova abordagem para as responsabilidades dos seres humanos em relação ao meio-ambiente. “Nós já vimos um momento em que a humanidade se reuniu em torno de uma causa, foi na Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 1948. Agora está na hora de criarmos uma Declaração Universal dos Deveres Humanos”.

 Jostein Gaarder, autor de “O mundo de Sofia” fonte: G1

 


sábado, 14 de agosto de 2010

COMO ESTUDAR

Slid de como estudar
View more presentations from Luciana Moraes.

Este slid foi elaborado em grupo na faculdade. Resolvi dividi-lo com vocês, espero que gostem!
bjinhos
Lu

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

17 a 20 de agosto na PUC Rio



  
ENTRADA FRANCA!!!


O tema da XIV Mostra PUC-Rio deste ano é "Baia Nossa de Guanabara: Desafios e Possibilidades. Ele surgiu da necessidade de se mobilizar as sociedades carioca e fluminense para a importância da Baía,  e dos ecossistemas que a influeciam, no sentido de revitalizá-los e trazerem vida às águas da Baía, juntamente com as águas marítimas que confluem com as águas fluviais dos mais de 40 rios que deságuam na Guanabara. 


 

  • Propiciar uma maior integração entre o Meio Acadêmico, a Iniciativa Privada, os Órgãos de Governo e as Agências de Fomento Científico;
  • Estimular estudantes universitários a conhecer a realidade do Mercado, no qual vão se inserir;
  • Possibilitar a identificação de oportunidades de cooperação e aperfeiçoamento entre os participantes;
  • Criar oportunidades de financiamento que subsidiem a criação de microempreendimentos;
  • Estimular uma maior responsabilidade social no agir profissional;
  • Promover a formação integral da pessoa.  

 A Mostra PUC é aberta à visitação de toda a sociedade, não sendo necessário pré-credenciamento ou pagamento de qualquer taxa.

Para que você possa organizar seu roteiro de visitas, recomendamos uma visita ao site do evento quando estará definida a programação de palestras e workshops, além das atividades culturais.

Caso seu interesse seja inscrição para estágios e trainees, não se esqueça de trazer consigo algumas cópias de seu currículo.


LIVRE ACESSO

O 16º Congresso Internacional de Educação a Distância divulgou a relação de mini-cursos que serão realizados em 31 de agosto, primeiro dia do evento. A programação completa pode ser consultada no site:


O sebrae está com inscrições abertas para cursos a distância gratuitos, com destaque para o novo, de empreendedorismo. Mais informações no site:


Está no ar o 20º Ciclo dos cursos gratuítos a distância da Secretaria Nacional de Segurança Pública - Senasp. São mais de 50 opções de cursos. As inscrições podem ser feitas através do site:

ambientes virtuais exigem atenção às tecnologias

Crescimento da oferta de EAD no país gera demanda por novidades na área da tecnologia, com a construção de  ambientes e ferramentas para a aprendizagem a distância

A tecnologia aliada ao processo de aprendizagem veio para ficar. Hoje há aulas formatadas para mp4. De repente, as pessoas  vão assistir aula no celular. Os notebooks estão cada vez menores. É um novo modo de vida, e a necessidade de mobilidade das pessoas faz com que a tecnologia avance cada dia mais para levar a informação até onde elas estão.

fonte: caderno de educação

VENHA DEBATER O PRESENTE E O FUTURO DA EDUCAÇÃO



O Sinepe Rio mais uma vez proporciona um rico panorama de reflexões com o 7º Congresso Rio de Educação, nos dias 27 e 28 de agosto, no Sheraton Rio, no Leblon. O evento segue a fórmula de sucesso de 2009: três grandes conferências na sexta-feira e, no sábado, oficinas pedagógicas abordando ampla variedade de questões da área educacional.

Na lista de palestrantes, intelectuais e escritores respeitados e destacados na mídia nacional, como o filósofo Gabriel Chalita, a psicóloga Rosely Sayão e o sociólogo Demétrio Magnoli. No segundo dia, em 16 painéis temáticos, experientes e conceituados especialistas debatem novas ideias para gestão escolar, aperfeiçoamento dos profissionais de ensino e atualização de práticas educacionais.

ATRAÇÕES

  • Palestras especiais de Demétrio Magnoli, Gabriel Chalita e Rosely Sayão
  • Oficinas desenhadas para tratar de todo o universo da educação
  • Mesas-redondas sobre temas polêmicos e busca de novos caminhos
  • Apresentação de novas técnicas de ensino e gestão escolar
  • Estandes de empresas ligadas à educação com o que há de mais moderno no setor
  • Troca de experiências e confraternização de educadores de diferentes locais
LOCALIZAÇÃO

Sheraton Rio Hotel & Resort
Avenida Niemeyer, 121 - Leblon - Rio de Janeiro - RJ

Conheça os pacotes e faça já sua inscrição online. É muito simples, visite o site. 


COTAS NAS UNIVERSIDADES

Pesquisa divulgada pela ong Educafro mostra que, hoje, quase 150 instituições de ensino superior públicas no país adotam algum tipo de medida afirmativa. O crescimento da adesão ao sistema, no entanto, ainda está longe de tornar a adoção de cotas, criação bônus e outras ações, unanimidade entre educadores e estudantes.

No ano de 2000, quando atuava no Rio de Janeiro, Frei Davi, representante da ONG Educação e Cidadania de Afro-descendentes e Carentes (Educafro), se reuniu com a comunidade negra para discutir a política de cotas nas universidades do país. Da reunião, observou-se que 8 em cada 10 participantes foram contra a proposta. Na ocasião, o educador estimou que, em 2015, cerca de 25 universidades i instituições públicas de ensino superior teriam adotado a política para ingresso de alunos. Cinco anos antes, o que se percebe é que a meta foi ultrapassada em tempo bem menor do que estimado. De acordo com uma pesquisa realizada pela ONG, em 2010, quase 150 universidades e demais instituíções superiores de ensino já adotam ações afirmativas em todo o Brasil.

Hoje, 148 universidades do país possuem algum tipo de ação afirmativa na seleção dos alunos. No Rio, são 16 instituições...

Há quem se manisfesta contra as cotas, pois temem que as instituições públicas de alguma maneira perca a sua qualidade.

 

reportagem completa: folha dirigida/ caderno de educação

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Mais de 35% acreditam que a educação forma bons cidadãos

Índice de Valores Humanos de Educação é de 0,54 no Brasil.
Dado avalia vivências de alunos, professores e famílias nas escolas.

Quase 36% (35,7%) dos brasileiros acreditam que a educação tem a finalidade de formar bons cidadãos, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). O dado faz parte do terceiro caderno do Relatório de Desenvolvimento Humano Brasileiro 2009/2010, divulgado nesta terça-feira (10).
O Relatório de Desenvolvimento Humano Brasileiro 2009/2010 apresenta políticas de valor nas áreas de família, escolas e trabalho, ou seja, traz propostas do que o cidadão pode fazer nesses âmbitos para um cotidiano melhor. O documento deve ser encaminhado a universidades e órgãos do governo para estimular, segundo Flávio Comim, economista do Pnud Brasil e coordenador do Relatório, uma discussão aberta sobre os aspectos levantados.

 No setor da educação, o levantamento perguntou aos alunos, famílias e professores qual a finalidade do estudo. Para 30,5% dos entrevistados, a educação é importante para conseguir um emprego. Já 23,3% das pessoas acreditam que os estudos formam uma boa pessoa; e 10,5% acreditam que a educação é importante para uma boa vida.

"A educação é uma variável com poder de transformação social, então perguntamos para cada um desses grupos [alunos, famílias e professores] qual a finalidade da educação. Se apenas para conseguir um emprego, ou se contribui para o desenvolvimento do cidadão", diz Comim.

Relatório

O primeiro caderno do Relatório de Desenvolvimento Humano Brasileiro 2009/2010 foi o Brasil Ponto a Ponto, que pretendia estimular o debate sobre o que a população espera de mudanças para uma vida efetivamente melhor. Já o segundo foi o Mostre Seu Valor, que ajudou a definir os valores mais importantes para a população brasileira.
Esses estudos foram fundamentais, segundo Comim, para a elaboração das questões que seriam respondidas na constituição do IVH, o Índice de Valores Humanos. O indicador, que é inédito, também divulgado nesta terça, pretende traçar o perfil da população brasileira nas áreas de saúde, educação e trabalho, segundo a percepção da própria população.
O IVH-Educação avalia as vivências dos alunos, famílias e professores nas escolas do país, abrangendo tanto instituições públicas quanto particulares, sem distinção. O IVH-Educação no Brasil é de 0,54. Sul e Sudeste têm as melhores vivências no setor, com índice de 0,55. Centro-Oeste tem IVH-Educação de 0,54; Nordeste, de 0,53; e Norte, 0,47.
O Índice de Valores varia de 0 a 1, sendo maior o valor mais próximo de 1. O cálculo é baseado em entrevistas feitas pelo Instituto Paulo Montenegro, ligado ao Ibope, com mais de 2 mil pessoas. A pesquisa foi feita de forma amostral em 148 cidades.

Espaço atrativo nas escolas

O relatório utiliza a percepção da população para apontar medidas que melhorem as vivências nas escolas. Segundo Flávio Comim, entre os caminhos sugeridos estão a melhoria no espaço físico das escolas, para favorecer a experiência coletiva entre os estudantes.
"O material traz práticas, orientações de como a família pode contribuir para reduzir a violência e melhorar a relação com a escola. Uma das soluções propostas é organizar tempos e espaços para permitir que os pais estejam mais presentes e envolvidos na rotina dos filhos. A família é fundamental para o desempenho das crianças na escola", diz o economista.
Para promover melhores relações e resultados nas escolas, o relatório propõe medidas simples, como chamadas pelo nome, atividades esportivas e jogos cooperativos. "Tudo isso resgata a inclusão, a diversão e desperta o interesse do aluno pelo ambiente escolar. Estamos abrindo caminhos, apontando soluções. Cabe a nós informar", afirma.
fonte: G1

O futuro do livro: e-readers e fórum do livro digital

Evento pré-Bienal do Livro discute novas plataformas de leitura e como será o mercado editorial daqui para frente. Na feira, visitantes poderão manipular e-readers

A tecnologia móvel tende a diminuir a produção de livros, que serão substituídos por e-readers, como o iPad e o Klinde, que já conhecemos. É o que dizem os teóricos sobre o futuro do livro impresso. A leitura não cessará, mas haverá outras plataformas para a transmissão do conhecimento por escrito, e adaptadas a novas necessidades. Ainda que muitos prevejam a "morte anunciada" do papel, a Bienal Internacional do Livro entende que apreender essas novas tecnologias e inseri-las no contexto do mercado editorial é importante para que não haja perdas nem para os editores, nem para os leitores. Esse é o motivo do Fórum Internacional do Livro Digital, que precede a feira literária de São Paulo e está atrelado à sua programação oficial. Ele acontece nos dias 10 e 11 de agosto no auditório Elis Regina, no Parque Anhembi.  

A primeira palestra será do americano Mike Shatzkin, fundador e CEO da The Idea Logical Company, expert em toda cadeia produtiva do livro (redação, edição, agenciamento, venda, marketing, produção e gestão). No blog The Shatzkin Files, ele publica textos sobre o impacto da mudança digital no mercado de livros. No segundo dia, o britânico John B. Thompson falará sobre a transformação da indústria editorial do livro. Ele é autor de Books in the Digital Age (Livros na Era Digital ainda não traduzido para o português) e professor de sociologia da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Thompson pesquisa a sociologia da mídia e da cultura moderna, a organização social das indústrias da mídia e o impacto social e político de tecnologias de informação e comunicação. Para fechar o fórum, o convidado é Jean Paul Jacob, engenheiro eletrônico brasileiro que profetizou o fim do livro, a exemplo do que já havia feito na década de 1980, quando decretou o fim do vinil diante do aparecimento de CDs e DVDs. É pesquisador emérito da IBM e cientista consultor residente na Universidade da Califórnia, em Berkeley, nos Estados Unidos.

AP Photo/Apple Inc.
iPad, um dos e-readers que os visitantes poderão manipular na Bienal do Livro
 
Na Bienal propriamente dita, a tecnologia e cultura digitais estarão presentes em debates e no espaço digital da Impresa Oficial do Estado de São Paulo. Lá, os visitantes poderão manipular cerca de 50 equipamentos de leitura digital e de navegação pela Internet, os e-readers. O estande terá conexão wi-fi e o acesso será livre, sem restrição de tempo. Além dos livros da Imprensa Oficial, será possível consultar títulos de outras editoras. Entre as atividades culturais, três mesas abordarão a produção literária no ambiente digital e o próprio livro virtual. No dia 19, às 15h, a mesa "Diversão virtual" terá Angela-Lago e Marisa Lajolo em debate sobre futuro do livro infantil na era digital. No mesmo dia, às 19h, "Literatura em miniatura" traz escritores experimentais que conversarão sobre o microconto e do impacto de blogs e Twitter sobre a ficção contemporânea (com Marcelino Freire, Fabrício Carpinejar, Verônica Stigger e Michel Laub). No dia 21, às 13h, o tema é "O romance fora da página", em que Ana Maria Machado (autora infanto-juvenil), Moacyr Scliar (autor de romances inspirados na Bíblia) e Contardo Calligaris (psicanalista que mergulhou na ficção) discutem para onde vai a subjetividade do escritor e do leitor.

Fórum Internacional do Livro Digital
Local:
Auditório Elis Regina, Complexo Parque Anhembi
10 de agosto
20h –
Abertura oficial do Fórum Internacional do Livro Digital.
20h – 21h30 – Palestra ― O futuro do livro impresso num mundo digital, de Mike Shatzikin. 11 de agosto
8h30 – 10h
– Palestra ― Os livros na Era Digital, de John B. Thompson.
18h00 – 19h30 — Palestra ― O Futuro já não é mais o que era!, de Jean Paul Jacob.
Inscrições: digital@cbl.org.br
fonte: revista época

domingo, 8 de agosto de 2010

Caderno: memórias de uma formação

Os registros dos alunos ajudam no processo de aprendizagem e podem ser úteis para os professores planejarem as aulas.

 Fernando José de Almeida


O caderno é um objeto de reconhecida importância nas ações do cotidiano de muitas pessoas - e também na formação delas durante toda a vida. Sua origem é remota. Vale lembrar que a palavra caderno vem de codex, termo latino que significa "registro, tábua de escrever". Eram chamados de códice tanto os livros nos quais se listavam as receitas e as despesas de uma família, por exemplo, como os volumes nos quais ficavam documentadas as leis elaboradas pelos imperadores romanos.

Em tempos mais recentes, lembro-me que, nos anos 1950, os cadernos serviam para que os donos de armazém apontassem as despesas fiadas dos clientes (meu pai, por exemplo, pagava as dívidas que a família fazia religiosamente todo fim de mês). Era também em pequenos cadernos - as cadernetas - que o bancário relacionava as economias que cuidadosamente guardávamos no nosso cofrinho e depois depositávamos na poupança. Toda mulher ou homem que tem irmã, esposa ou filha sabe que cadernos também eram muito usados por elas para escrever confidências - os famosos diários.

Em qualquer um dos exemplos citados, o caderno é útil para guardar memórias (das dívidas, das leis, das experiências vividas). E, nas escolas, para que servem? Igualmente, são usados - ou deveriam ser - para arquivar as memórias da formação do aluno, o processo vivido por ele em busca do conhecimento, as dúvidas e as descobertas feitas durante as aulas, em livros, nas discussões com o professor e nos trabalhos em grupo. Quando eu era estudante, os cadernos eram sóbrios, com folhas pautadas com linhas e nada mais. Com o tempo, eles se tornaram objetos de consumo, com capas fantasiosas que vendem paisagens, personagens, times de futebol, cursinhos pré-universitários e refrigerantes. Prateado, dourado ou com cores berrantes, esse objeto - imprescindível no material escolar - deve ser visto como um arquivo: o lugar onde está o repertório do estudante, as informações, os dados, os conteúdos, as impressões e as opiniões sobre os temas trabalhados em classe.

Crianças e jovens que usam os cadernos para anotar as aulas já têm, a princípio, duas grandes vantagens em relação aos demais: certamente ficam mais atentos ao que acontece na classe para fazer as anotações necessárias (não se trata de copiar o que está no quadro) e têm uma base para estudar em casa em época de trabalhos e provas. Aprender supõe ter a capacidade de documentar as aulas, as leituras realizadas, as dúvidas, os debates feitos em classe e as tarefas.

Vale lembrar que a aprendizagem é o desenvolvimento de um processo de criação de ganchos, nos quais se amarram as informações novas com as já conhecidas - e lembradas! E o caderno nada mais é do que um dos lugares mais eficientes para armazenar os dados necessários para que o conhecimento seja permanentemente construído.

Os benefícios desse material não são somente dos alunos: o professor deve usá-los para analisar a maneira como ensina e ter mais repertório de informações sobre como a turma aprende. O coordenador pedagógico, por sua vez, também pode se valer da leitura atenta desses para ajudar o professor a fazer o planejamento das aulas futuras e elaborar um plano de formação para a equipe, como mostra reportagem da revista NOVA ESCOLA GESTÃO ESCOLAR de agosto/setembro.

Acompanhar, orientar e avaliar os escritos dos estudantes é uma forma de ajudá-los a se organizar, de saber se evoluíram e no que é preciso focar as aulas. Utilizar os resultados da apreciação atenta das anotações para melhorar a maneira de ensinar é um passo significativo para fortalecer e aprimorar a formação continuada na escola.


Será que existe professor(a) ideal?

Luis Carlos de Menezes

Visitando escolas, encontro casos de excelência no trabalho coletivo de professores, assim como de atuações individuais excepcionais. No entanto, ao dar destaque a eles, tenho sido questionado por alguns leitores sobre eventuais idealizações de minha parte. Segundo eles, os personagens de meus exemplos provavelmente não teriam o mesmo desempenho se encarassem condições adversas, como violência, indisciplina e problemas de infraestrutura ou de ordem material.

Em respeito a essa preocupação, reitero que não falo de professores notáveis, com superpoderes e capazes de qualquer proeza, em qualquer situação. É preferível valorizar o trabalho de profissionais que fazem o possível nas circunstâncias que enfrentam, com os recursos de que dispõem.

Idealizações são artificiais, como as imagens tão comuns em propagandas de carro de luxo, que mostram ao volante um jovem atlético, sorridente e ousado, mesmo quando se sabe que a maioria dos proprietários é mais velha, séria e cautelosa. A intenção é facilitar a venda, associando esse virtual comprador ao produto.

A Educação, porém, não deve estar a serviço dos valores do mercado, e sim da sociedade. Logo, as qualidades que destacam professores nada têm de publicitárias. Eu as encontro em educadores que gosto de ver no comando das salas de aula brasileiras. Vejamos quais são, em minha opinião, essas caracteristícas:

- Lucidez para não esperar alunos ideais, que já cheguem motivados, atentos e com os pré-requisitos desejados. Esses professores trabalham com os que de fato recebem e, na medida de suas possibilidades, enfrentam os desafios que se apresentam. Por isso, quase nunca se decepcionam ou se frustram.

- Respeito próprio para não aceitarem condições impróprias de trabalho, nem se limitarem a reclamar delas. Ao contrário, eles buscam transformá-las por saberem que um ambiente mais satisfatório para eles será também mais efetivo para o aprendizado de seus alunos.

- Comprometimento com a formação dos estudantes de forma que, além de ministrarem suas disciplinas, também se articulem com colegas e coordenadores em torno de ações educativas conjuntas. Sem isso, não se efetivaria o projeto pedagógico da escola.

- Consciência do próprio valor e da importância dos conhecimentos e das competências que promovem. Por isso, esses profissionais não se acomodam com o que já sabem, mas buscam aperfeiçoamento didático e cultural permanente. A partir dessa atitude, de recusa à passividade, esses docentes também rejeitam gestões pedagógicas burocráticas.

- Solidariedade para quem necessita de mais atenção, como alunos e colegas de trabalho em situação difícil.

- Coragem para intervir quando é preciso tomar decisões complicadas, como mediar conflitos, mostrando que a atitude justa não é de indiferença ou neutralidade.

Professores que mesclam, em parte ou integralmente, essas qualidades, realmente existem e constituem uma referência de conduta importante nas escolas em que trabalham. Por isso, as instituições que os recebem são privilegiadas. Esses profissionais não são geniais ou perfeitos, mas nunca paro de aprender com eles. Também não me canso de citá-los em conversas informais, palestras e nesta coluna.

Mas não é necessário, e nem sequer possível, reunir todos eles em um único tipo ideal. Além disso, minha seleção é muito variada e inclui gente expansiva e tímida, jovem e madura, comunicativa e reservada, simples ou descolada.

Você sabe que não se fazem estátuas de educadores assim, mas eles podem ser encontrados ensinando em qualquer escola, na sua, inclusive. E, quem sabe, usando seus sapatos.

"Pouco serve idealizar educadores. Porém é possível apontar qualidades de gente de verdade, que faz um bom trabalho em condições reais."


Sobre estrutura familiar e aprendizagem

 Para a pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), não há o modelo ideal. Um lar com pai e mãe não é garantia de atenção à criança

É bem provável que você já tenha lido ou ouvido alguém em sua escola dizer que determinado aluno não aprende porque vem de uma família desestruturada. A ideia, extremamente preconceituosa, deve ser deixada de lado na opinião da psicanalista Belinda Mandelbaum, docente e coordenadora do Laboratório de Estudos da Família, Relações de Gênero e Sexualidade do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP). Ela defende que pais separados, casais homossexuais, mães solteiras, avós responsáveis por netos e tantas outras configurações compõem núcleos que podem até fugir do idealizado pela sociedade, mas têm plenas condições de obter sucesso na Educação de crianças e jovens sob sua responsabilidade. Para isso, é importante a colaboração do professor no sentido de combater os estigmas.

"Nunca houve um modelo definitivo de família. Ela muda constantemente com a sociedade", afirma Belinda. Para a especialista, o essencial é o estudante ter em casa alguém que exerça os papéis materno e paterno - mesmo que seja uma pessoa só. Os educadores que compreendem essa realidade melhoram o relacionamento da escola com os responsáveis, são capazes de fazer os estudantes se sentirem acolhidos e ainda aprendem a identificar os verdadeiros problemas que os afetam. "É necessário saber o que angustia de fato a criança. E isso só ocorre se for estabelecido um diálogo honesto e livre de preconceito entre os envolvidos na Educação dela."
 
 A estrutura familiar mudou?
BELINDA MANDELBAUM
Ela se transforma continuamente durante a história para acompanhar as alterações sociais, econômicas e culturais. Muitos fatores afetam sua configuração, a forma de seus membros se relacionarem e seu modo de ser e de educar os filhos. Nunca houve um modelo definitivo, principalmente na cultura ocidental.

Na nossa sociedade, o que tem influenciado essa evolução?
BELINDA A situação econômica, por exemplo. Anos atrás, após um período de forte desemprego, muitas famílias de composição nuclear - pai, mãe e filhos que habitam uma unidade doméstica independente - perderam a renda e se mudaram para a casa dos avós. No fim dos anos 1990, os aposentados foram os principais provedores em muitas casas, inclusive as de classe média. Ampliou-se assim uma formação frequente nas camadas mais pobres, em que alguém tem um terreno em que são construídos puxados conforme os filhos vão se casando e todos convivem lado a lado. Às vezes, uma das mães é responsável por olhar todas as crianças enquanto as outras trabalham. Isso funciona.

Levando em conta essas mudanças e configurações cada vez mais comuns hoje em dia - como mães sozinhas e casais homossexuais -, faz sentido falar em família desestruturada?
BELINDA Uma coisa não tem a ver com a outra. Não podemos confundir o que foge do estereótipo do lar perfeito mostrado em comerciais de TV com uma família desestruturada. Essa condição não tem a ver com a composição nuclear. É preciso sair da questão biológica e atentar para as funções originalmente determinadas como paterna e materna, mas que podem ser exercidas por outras pessoas. O papel da mãe seria de acolhimento para criar o sentimento de confiança, fundamental para o desenvolvimento e, portanto, para a capacidade de aprendizado. O do pai, teoricamente, seria exercer a autoridade, colocar limites, mostrar que há regras a respeitar. Não é necessário ser o pai e a mãe biológicos para fazer isso. Outros adultos podem ter uma dessas atribuições, como o avô e a madrasta. Por outro lado, pode haver pai, mãe e filhos dentro de uma casa e ela ser uma catástrofe, em que ocorrem situações de abuso ou de falta de limite.

Há algum movimento para levar a sociedade a mudar essa visão?
BELINDA
Estudos do campo da Psicologia têm mostrado que a noção de estrutura tal como aparece nos dados oficiais não é significativa para o desenvolvimento psíquico dos pequenos. Quando se realizam censos demográficos, o pesquisador bate na porta da casa e apresenta um questionário. Entre as perguntas estão: tem pai? Tem mãe? Tem filhos? Em caso afirmativo, caracteriza-se uma família estruturada. A pergunta ideal seria outra: alguém exerce função de mãe? E de pai? Se essa prática fosse adotada, talvez as conclusões fossem diferentes.  

Como o professor deve se posicionar frente à questão das diferentes composições familiares?
BELINDA
Sempre sem demonstrar preconceito com relação a filhos de pais separados, adotados por casais homossexuais, criados por parentes etc. Quem não age assism tem de repensar seus valores. Esse é um bom trabalho para ser feito em grupo, com os colegas e a coordenação pedagógica. É função da escola permitir que o assunto seja pensado e conversado, já que os educadores têm um papel fundamental na forma de tratar o tema.

Qual a melhor maneira de abordar a questão com os alunos?
BELINDA
Desmitificando a ideia de modelo ideal e propondo debates. Um bom caminho para isso é se basear em estatísticas. Na Síntese de Indicadores Sociais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2006, as famílias nucleares eram 49,6%, ou seja, mais da metade já tinha outras configurações. Muitas eram monoparentais, outras tantas formadas por pais ou mães homossexuais - um tipo que está em crescimento. Outra opção é destacar estudos recentes que já acenam para a conclusão de que, em termos do desenvolvimento psicológico e cognitivo, não há diferenças na criação de filhos por casais homossexuais. Quando o tema é tratado assim, promove-se um convívio melhor entre todos. A criança que está nessa situação se sente incluída, o que interfere na saúde psíquica dela.

É uma queixa comum dos educadores a falta de imposição de limites em casa. Isso realmente ocorre?
BELINDA
Pode ser que em alguns casos a escola tenha razão. Situações de falta de limite são comuns hoje em dia. Os pais ficaram fragilizados não por culpa deles, mas em virtude de um processo histórico que tem a ver com a diminuição do poder econômico e da autoridade. O homem, principalmente, está passando por uma perda de lugar na sociedade e sem querer transmite isso aos filhos. Cria-se, assim, uma situação em que não é mais dentro de casa que eles encontram regras importantes para o seu crescimento. Diferentemente do que se possa pensar, eles se sentem mais seguros quando não podem fazer tudo e se há alguém dizendo que estão no caminho certo. De fato, estabelecer regras é uma ação cada vez mais transferida a outras instituições. É como se a responsabilidade fosse terceirizada, inclusive para a escola. Além de compreender que isso é o sintoma de uma transformação social - e não uma falta de atenção dos pais - a escola pode promover debates e grupos de reflexão que ajudem cada um a encontrar seu papel.

Qual a melhor atitude a tomar quando se avalia que problemas em casa dificultam o avanço do estudante?
BELINDA
Se ele está com dificuldade e é levantada a hipótese de que aquilo esteja ligado às características de sua casa, é preciso verificar que tipo de apoio ele tem lá. Se alguém - independentemente de quem - faz o acompanhamento, não se pode dizer que seja esse o problema.

Por que, então, é tão comum atribuir a famílias desestruturadas o mau desempenho de um aluno?
BELINDA
Isso é algo feito quase automaticamente pelo professor, sem reflexão sobre a real relação entre as coisas. O ideal seria se perguntar: o que está realmente dificultando o desempenho do aluno? A resposta não pode ser algo como "os pais são separados" ou "ele só tem mãe". O caminho é investigar o que está faltando de verdade à criança e estabelecer um diálogo honesto e livre de preconceitos com quem cuida dela. Só esse interesse genuíno já a ajuda. Se de fato uma situação doméstica está interferindo nos seus estudos, o educador precisa agir como o grande aliado que ela procura na escola.

Como se tornar esse aliado?
BELINDA
O estudante que está vivendo uma situação angustiante em casa muitas vezes pede socorro na escola. O educador tem de ser sensível a isso porque nem sempre ele é explícito. Ao vê-lo triste, angustiado, malcuidado ou apresentando queda de rendimento, é preciso acolhê-lo e ajudá-lo. O primeiro passo é tentar a aproximação, com a abertura de um espaço de escuta. Ele vai se sentir melhor ao perceber que tem alguém com quem conversar, que está interessado nele e pelo que está passando. Pode ser que o encaminhamento psicológico seja adequado, mas isso nem sempre é a solução. Em muitos casos, a simples atenção do professor que está todo dia ao lado dele pode ser mais efetiva.

As novas formações familiares exigem estratégias diferentes de aproximação com os responsáveis?
BELINDA
Em certo sentido, todos têm de ter o mesmo tratamento, mas é importante saber que cada caso tem suas particularidades. Mudanças no campo do Direito indicam o reconhecimento de que é impossível ter um padrão único para julgar todos os casos referentes à família e que é preciso levar em conta a especificidade de cada uma. Por exemplo: antigamente havia a figura jurídica do pai de família, que era sempre o pai. Hoje existe o chefe de família, que pode ser um homem ou uma mulher. O ideal é que esse mesmo espírito esteja na escola, que deve reconhecer as diferenças e demonstrar isso na maneira como atua. Não há uma fórmula para lidar com o diverso, mas os educadores têm de se preparar para fazer da escola um espaço de escuta das famílias.

Quando há mais de um responsável pela criança, é tarefa do professor conversar com todos?
BELINDA
Não. Para que seja garantida uma zona de estabilidade para ela, é importante definir quem responderá pelas questões relativas à escola. Se os responsáveis não tomarem a iniciativa, caberá à escola conversar com eles para estabelecer quem será o interlocutor. Essa é uma questão bastante presente, ligada à guarda compartilhada. É lógico que os pais têm o direito de reconstruir sua vida, mas o filho tem de ter estabilidade. É difícil alguém ficar confortável morando dois dias em um lugar, três no outro, alternar fins de semana e ainda a cada momento ter uma orientação.

Até que ponto a escola precisa conhecer a situação do aluno em casa?
BELINDA
Se há o verdadeiro interesse por ele, isso só pode ser positivo. Caso se desconfie de abuso, por exemplo, toda curiosidade é justificável, pois a atitude é de cuidado. Porém, se o educador vai para a conversa com os responsáveis querendo impor um monte de pressupostos morais sobre o comportamento deles, está fadado ao insucesso.

E o contrário: é correto compartilhar com os responsáveis tudo o que se passa na escola com os alunos?
BELINDA
Os pais têm direito de saber o que ocorre com seus filhos. No entanto, não é preciso tomar a iniciativa. A criança necessita de um espaço em que nem tudo o que diz respeito a ela fique exposto. Acho absurdo os berçários instalarem câmeras para permitir que os pais vejam o filho o tempo todo. Uma das funções da escola é dar ao aluno a oportunidade de iniciar contatos com pessoas fora de sua casa, o que é fundamental para a sua independência.
fonte: nova escola

PORQUE LER É BOM DEMAIS

Especial reúne indicações de leitura, sequências didáticas, projetos, vídeos e reportagens dedicadas à formação de leitores de literatura na escola.

Pedagogia: Mini-cursos e Oficinas na Veiga de Almeida (grátis)

10 de agosto - 18h30min às 20h30min
Mini-curso - A Inclusão no Cotidiano Escolar
Profª. Luzia Cristina

Endereço: Rua Ibituruna, 108 - Rio de Janeiro - RJ

As oficinas são gratuitas!
 

Semana da Psicologia


23/08/2010
Data: 23 a 27 de agosto de 2010
Local: Auditório Principal | Campus Cabo Frio – Perynas

Programação

23 de agosto
18h30min - Oficina: Gestação de Risco e Gestalt-Terapia - Uma Aproximação Possível
20h30min - Oficina: A Construção da Casa e o Mito Interior


24 de agosto
7h30min - Oficina: Arterapia e Práticas Junguianas
10h10min - Oficina: A Prática com Crianças em Enfermarias Pediátricas
18h30min - Oficina: Psicologia e Cientificidade - Problematizações


25 de agosto
7h30min - Oficina: Emoções Humanas - Como Estudá-las em Psicologia?
10h10min  - Oficina: Orientação Profissional 
18h30min - Mesa Redonda: As Práticas da Psicologia na Região dos Lagos - Possibilidades de Inserção no Mercado
20h30min - Mesa Redonda: Apresentação do PIC-PSI (Projetos de Iniciação Científica Produzidos pelo Curso de Psicologia)


26 de agosto
7h30min - Oficina: Assertividade
10h10min - Oficina: A Pesquisa em Psicologia Social - Conhecimento e Transformação Social
18h30min - Oficina: A Mulher e a Questão da Feminilidade em Freud e Lacan
20h30min - Oficina: Análise Comportamental da Violência


27 de agosto
7h30min - Oficina: Alterações no Comportamento Alimentar
10h10min - Oficina: Versões da Homossexualidade na Psicanálise


Vale hora de AC
Oficina: 3h cada | Mesa Redonda: 5h cada

Endereço: Estrada de Perynas, s/n, Perynas, Cabo Frio.
 
 

IV Simpósio Internacional de Fonoaudiologia


27/08/2010
Data: 27 e 28 de agosto de 2010
Horário: de 9h às 18h
Local: Campus Tijuca

Tema: Fonoaudiologia e Suas Interfaces


Programação

27/08/2010 –  SEXTA-FEIRA

9h (ABERTURA) - Presidente do CRFa 1ª região, Coord. Mestrado, Coord Graduação, Coord. Gent, Repr. SBFa
9h45min - Medindo Efetividade: Mais do Que Percentuais e Decibéis - John Van Borsel (Neurolinguista)
10h45min - COFFEE BREAK
11h - A Fonoaudiologia e o Teatro – Fgo Domingos Sávio de Oliveira
12h às 13h30min - ALMOÇO
13h30min - Discalculia do Desenvolvimento – Psi. Flávia Heloisa dos Santos, Fga Francisca Chagas do Nascimento, Fga Silene Pereira Madalena
14h30min - Apresentação de Pesquisas do Mestrado UVA
15h30min - COFFEE BREAK
16h às 17h - Triagem Auditiva Neo Natal - Fga Doris Ruth Lewis, Fga Silvana Frota (Fonoaudióloga)
17h - Fonoaudiologia nas Políticas Públicas de Saúde – Fga Claudia Maria de Lima Graça e Fga Claudia de Oliveira

28/08/2010 – SÁBADO

9h às 9h45min - Programa Linguagem em Condições Diferenciadas - UERJ e Centro de
Recuperação do Paciente Afásico - Centro de Saúde Veiga de Almeida: Uma Parceria Sem Muros

- Fga. Solange Iglesias
Direção Clínica de Fonoaudiologia - UVA
Bosista PROATEC/UERJ
- Acad. Jaqueline Nery Câmara
Centro de Recuperação do Paciente Afásico

10h às 12h - A Voz de Transexuais - Dr.Eloisio Alexsandro da Silva (Urologista), John Van Borsel (Neurolinguista), Fga Heidi Baeck e Dra Marcia Pinho (ORL)
12h15min - ALMOÇO

Encontro Carioca de Pessoas com Gagueira

13h30min - Gagueira, Atratividade e Relações Românticas: A Percepção de Adolescentes e Jovens Adultos – John Van Borsel
14h30min - Atitude e Comportamento em Situações de Comunicação em Pessoas Que Gaguejam - Fga Mônica Britto Pereira
15h30min - COFFEE BREAK
16h - Grupos de Discussão Sobre Temas 
17h - Sessão Livre de Debates


Inscrições: simposio.uva@tecnofono.com.br
Informando o nome completo, CPF e a categoria (aluno, ex aluno ou profissional e instituição - ex: aluno graduação UVA)

Valores da inscrição:    
Alunos UVA (graduação, mestrado, especialização) – R$ 20,00
Alunos de Outras Instituições – R$ 30,00
Ex aluno UVA - R$ 40,00
Profissional Sócio SBFa - R$ 50,00
Profissional Não Sócio SBFa - R$ 80,00

Depósito na Conta: Banco Real – Ag 1461 – CC 9000144-1
Tecnofono Tecnologia em Fonoaudiologia
Ou pagamento da taxa da inscrição no local do evento.


Organização - Universidade Veiga de Almeida e Gent University
Apoio - TECNOFONO (Tecnologia em Fonoaudiologia) e MICROSOM


Endereço: Rua Ibituruna, 108 - Tijuca, RJ

 
 

Altas Horas - Bullying - Entrevista Ana Beatriz Silva (29.05.10)






Altas Horas - Bullying - Entrevista Isabela Nicastro

Matéria sobre Bullying - Altas Horas - 01/05/2010

Este vídeo foi o que deu início a campanha que o apresentador Serginho Groisman lançou em seu programa para combater a prática do bullying entre jovens.

Reportagem sobre CYBER BULLYING

Sobre o Bullying

Serginho lança cartaz da campanha contra o Bullying.

Serginho Groisman lançou uma campanha para combater a prática do bullying e tem conversado no Altas Horas com pessoas que foram vítimas desta violência. O apresentador também gravou um vídeo sobre o assunto, que é exibido durante a programação da Globo. 


No site do programa você pode baixar o cartaz da campanha Altas Horas contra o Bullying, que foi criado por Serginho especialmente para que as escolas espalhem pelas salas de aulas e outros ambientes escolares. Juntos, é possível combater o bullying e evitar que mais crianças e adolescentes sejam vítimas dessa violência. 


Para fazer parte dessa campanha, basta você clicar aqui e baixar o cartaz. Bullying. A hora de falar é agora. Fale você também.   

Caso não consiga clique no link a seguir. Copie e cole no seu blog / site ou imprima.
http://download.baixatudo.globo.com/parceiros/altashoras/cartaz_bullying_altas_horas.jpg

fonte: altashoras.globo.com

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Como Fazer seu Projeto ser Aprovado

Você teve uma idéia que gostaria de ver aplicada em sua escola. Foram noites e noites enriquecendo-a, colocando-a no papel. Você apresenta sua idéia para alguns amigos, todos aplaudem. Agora, é só o apresentar à direção da escola. 

Só?

Por mais que você se prepare, sempre bate uma insegurança ou medo nesta hora. Então, tire um tempo para analisar o pessoalzinho das classes mais novas brincando. Eles podem lhe ensinar muito sobre como agir na hora de montar e apresentar um projeto ou idéia.

Recreio - Para começo de conversa, eles não desanimam com um "não". Uma criança nunca para de pedir as coisas ou de perguntar após ouvir um não. Podem não conseguir o que queriam inicialmente, mas com certeza saem com algo. Ao ouvirmos um não, nós o tomamos como uma posição definitiva, algo inegociável. As crianças não. Sempre têm algo a mais para perguntar, para pedir, para falar. E saem ganhando, sempre. Como disse o empresário Ricardo Semler, em seu livro Virando a Própria Mesa: "um sim é sempre um sim. Um não é um talvez".

Esta incapacidade de aceitar um não leva a segunda característica que as crianças têm a nos ensinar: Elas se arriscam. É só ver como elas brincam com cachorros os quais não ousamos chegar perto. Ou voam nas rampas de skate. Nós preferimos sempre o que é mais seguro. E, assim, engavetamos nossas idéias e projetos. 

Para mudar essa tendência, siga esses passos:

1 – PERGUNTE
Lembre-se, um projeto não começa e termina em sua sala de aula. Existem outros departamentos da escola envolvidos em cada ação. Quanto mais você conhecer o rumo das decisões (e do dinheiro), melhor. Quem, afinal de contas, decide sobre o investimento? Existe alguma empresa patrocinando atividades de educação? Vocês podem pleitear algo junto a ela? Se sim, como? Só há uma maneira de você entregar estas respostas à diretoria: pergunte, corra atrás das informações. Eis outra coisa que podemos aprender com as crianças: a curiosidade deles não tem limites. Estão sempre fazendo perguntas, e exigem respostas.
Se tiver alguma dúvida e não puder esclarecê-la na hora, anote e vá atrás das informações mais tarde. Não confie apenas na sua memória. E, acima de tudo, não tenha vergonha de perguntar. 

Após ter estas informações, coloque-as em seu projeto, mostre que você conhece a maneira como sua escola funciona. Isto irá impressionar bem a diretoria.

2 – ESTUDE O TERRENO
Estude a diretoria. O tipo de linguagem que eles usam, se eles preferem reuniões curtas ou longas, e adapte sua apresentação ao estilo deles. Se precisar falar com alguém fora da área acadêmica, abuse dos números, percentagens e custos e possibilidade de ganho. Gerentes e administradores adoram ter com o que trabalhar.

3 – FOQUE NA ESCOLA
Tanto na hora de escrever como na gora de apresentar seu projeto, reforce os benefícios que a escola terá ao aplicá-lo. Descreva os ganhos em detalhes: pode ser um maior aproveitamento do conteúdo por partes dos alunos, aumento no número de matrículas, economia de material, entre outras.

Após apresentar os benefícios claramente, descreva seu projeto, e feche com um resumo. Enumere as razões pelas quais sua escola tem a ganhar com sua idéia: por exemplo, ela é prática por tais e tais motivos; é econômica devido a tais fatores; E fará a escola ter os seguintes benefícios.

4 – NA HORA DA APRESENTAÇÃO
Quando se tem uma boa idéia, é muito fácil se entusiasmar com ela. E começa a falar, cada vez mais animado. Ao final de meia hora, termina sua explanação e se depara com meia dúzia de rostos carrancudos a sua frente. Nesse caso, você se envolveu no assunto, mas esqueceu de fazer o mesmo com a diretoria.

Comece a apresentar sua idéia percebendo como a diretoria se sente a respeito de determinado problema que seu projeto pretende solucionar. Lógico que você já sabe o que eles vão dizer, conforme os dados levantados na hora de montar o projeto.
Após ouvir as razões de sua audiência, diga que é exatamente isso que o seu projeto busca solucionar. E então comece sua apresentação. Faça pausas e perguntas a eles, de vez em quando, para sentir como sua idéia está sendo recebida. Termine com um reforço dos principais pontos positivos.

5 - CONTINUE
Mesmo que seu projeto não seja aprovado, assegure à diretoria que você continuará a dar o máximo de si e a pensar no futuro daquela organização.
Demonstre que seu interesse em solucionar os problemas continua o mesmo. Isso fará com que você seja cada vez mais ouvido.

Brasílio Neto/revista profissão mestre



BIENAL DO LIVRO SP 2010





Esta chegando mais uma edição da Bienal do livro SP. É o grande momento do livro no Brasil. É palco para o encontro das principais editoras, livrarias e distribuidoras do país, que preparam seus lançamentos para esse período.

Um local de bons negócios! Atrai jornalistas, empresários e escritores do mundo inteiro e claro muitos educadores, escolas e amantes de uma boa leitura.

Além da larga oferta de livros, a Bienal do Livro oferece uma intensa programação cultural, desenvolvida para despertar o gosto pela leitura em mais de 700 mil pessoas, entre crianças, jovens e adultos. Algumas atividades estão previstas para personalizar ainda mais a programação, durante os 11 dias do evento.

Os números iniciais já permitem antever que a 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo será um marco na história das Bienais. 

Data e Horário:

Dia 12 de Agosto: das 10h às 22h
    - Exclusivo para os profissionais do setor literário
Dia 13 de Agosto: das 10h às 22h PROMOÇÃO ESPECIAL!*
    - Público em geral
Dias 13 a 21 de Agosto: das 10h às 22h
    - Público em geral

Dia 22 de Agosto: das 10h às 20h, com entrada so até as 18h
    - Público em geral

*PROMOÇÃO ESPECIAL! Entrada gratuita para quem comparecer ao evento fantasiado do seu personagem favorito.

Para validar a sua entrada na Bienal do Livro é obrigatório apresentar uma foto do personagem representado.
 Local:
 Pavilhão de Exposições do Anhembi
São Paulo, SP

 Ingressos: vendas apenas na bilheteria da Bienal do Livro de São Paulo
Entrada inteira – R$ 10,00
Meia-entrada – R$ 5,00**

**Os estudantes devem apresentar documento de identificação estudantil com data de validade. Caso no documento apresentado não conste data de validade, deverá ser apresentado outro que comprove a matrícula ou a frequência no ano letivo em curso acompanhado de carteira de identidade.

Os idosos, acima de 65 anos, não pagam ingresso apresentando carteira de identidade para comprovação.

Menores de 12 anos não pagam. 

Homenageados

Monteiro Lobato - Cidadão Escritor

                                                                    Fonte: http://lobato.globo.com/lobato.asp

 

Clarice Lispector

"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."



























fonte: site da Bienal

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Uso de câmeras de vídeo nas lições de casa

O texto a seguir, de autoria do especialista em Informática na Educação Derly Maciel, faz uma reflexão sobre os pais não acompanharem os filhos durante as lições de casa. Ele ainda cita que, na Inglaterra, câmeras de vídeo são instaladas nas casas dos estudantes para se verificar se estes estão realmente fazendo o dever de casa. O que você pensa sobre isso? Após ler o artigo, conte para a gente qual é a sua opinião sobre o assunto.

Boa leitura!
 
Conversando com alguns pais e mães no portão da escola, pude ouvir comentários de vários tipos e tons, mas um especificamente me chamou a atenção. Não que ele fosse alguma novidade, muito ao contrário: o velho e crônico problema das tarefas de casa! Deveria ser uma exceção, mas não é. Meus pensamentos me levaram de volta ao velho grupo escolar de uma pequena cidade do interior, onde não se tinha nem em sonho a estrutura pedagógica da escola particular curitibana: o quadro-de-giz, carteiras inteiriças de madeira, motivos coloridos, brinquedos ergonômicos, telas “mágicas” que armazenam as escritas do professor eram utopia.
Mesmo em meio a tamanhos relevos, o problema da repulsa de se fazer as lições de casa permanece. Será que mudamos apenas a roupagem do ensino, mas ele continua amargo e sem graça como sempre?
Embora tenhamos uma mudança social muito grande nos últimos 20 anos, onde os lares brasileiros de classe média alcançaram patamares de países desenvolvidos em termos de aquisição de bens, não conseguimos os mesmos padrões em termos educacionais. Basta verificarmos os índices do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), onde o Brasil ocupa posição atrás de países cujos problemas são notadamente maiores que os nossos.
Em 2003, o Sistema de Avaliação da Educação Básica realizou uma pesquisa sobre o rendimento dos alunos no País e constatou que 98,4% dos alunos com rendimento inadequado não têm quem os acompanhe nas atividades escolares. Apesar de necessário, não mencionaremos nada sobre a lição de casa dos pais que é a de, entre outras coisas, acompanhar as tarefas dos filhos. Ocorre que o modelo familiar tem se alterado. Infelizmente, pais e filhos estão se encontrando somente à noite e a última coisa que querem é criar um clima de atrito sobre cobranças e obrigações.
Assim, como acompanhar o filho fora desse horário nobre e curto de relacionamento? Os ingleses estão utilizando desde 2009 câmeras de vídeo nas casas dos alunos para ver se os mesmos estão fazendo o dever de casa. É bem verdade que o sistema, que foi orçado inicialmente em quase 700 milhões de dólares, somente é usado em lares comprovadamente problemáticos, sendo operado por policiais devidamente treinados.
Suavizando o projeto, não poderíamos colocar tais equipamentos em locais específicos minimizando a violação de privacidade do aluno com supervisão de professores inclusive com “tira-dúvidas” online? Até mesmos os pais poderiam acessar do trabalho e participar mais ativamente da vida de seus filhos no processo de aprendizagem?
Alguém poderia dizer, assim como Foucault em Vigiar e Punir, que as câmeras funcionam como mecanismos de adestramento, à medida que “educam” somente o corpo das pessoas, objetivando determinado comportamento exterior. Isso já não seria suficiente enquanto se espera alguma coisa melhor?

Texto de Derly Maciel, assessor teológico do Centro Educacional Evangélico, de Curitiba (PR), e especialista em Informática na Educação.

domingo, 1 de agosto de 2010

Sistema ajuda a identificar autismo em crianças pela voz

sxc.hu


 Novo sistema já consegue detectar o autismo precocemente

Pesquisadores americanos analisaram gravações de voz de crianças em seus ambientes naturais e conseguiram distinguir aquelas com desenvolvimento normal daquelas com autismo ou problemas de linguagem.

Pesquisadores desenvolveram um sistema automático que pode prever a idade de uma criança, identificar se ela tem autismo ou atraso na forma como se expressa a partir da análise de gravações da voz dessa criança. O estudo foi publicado na PNAS Online Early Edition.
Kimbrough Oller, da Universidade de Memphis, nos Estados Unidos, e sua equipe analisaram cerca de 1.500 gravações diárias de mais de 200 crianças (o gravador foi preso às suas roupas) com idade entre 10 meses e 4 anos. Um sistema automático separa os sons produzidos pela criança de sons do ambiente, e classifica a voz de acordo com as características definidas pela teoria do desenvolvimento vocal. Os pesquisadores identificaram diferenças consistentes entre a voz de uma criança normal em desenvolvimento e a voz daquela previamente diagnosticada com autismo, ou retardo na linguagem. Eles também descobriram que as análises previram, de forma confiável, a idade de uma criança com desenvolvimento normal.

O primeiro fator que ajuda a prever a idade das crianças e as distingue em grupos diferentes é a capacidade de formar os sons das sílabas, que são as bases para a construção das palavras. Os autores sugerem que o método, que permite aos pesquisadores analisar milhares de declarações registradas nos ambientes naturais das crianças, pode em breve ajudar na detecção precoce do autismo e outros problemas do desenvolvimento da fala ou expressão. Quando a doença é detectada precocemente, os tratamentos são mais eficazes e tornam o paciente mais participante da vida em família e sociedade.

 fonte: época

O que são os Transtornos Globais de Desenvolvimento?

Para a psicanálise, os Transtornos Globais do Desenvolvimento, entre eles o autismo e as psicoses infantis, são transtornos psíquicos que dificultam o estabelecimento das relações sociais destas crianças com seus semelhantes, dificultam sua inserção na linguagem e, conseqüentemente seu processo de escolarização. Por essa razão, o tratamento psicanalítico dos TGD centra-se na relação do profissional com a criança e também com as demais crianças, buscando construir ou reconstruir com ela seus laços psíquicos, cognitivos e sociais ainda não instalados.

De acordo com o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, da American Psychological Association – DSM- IV, a categoria diagnóstica na qual se inserem o autismo e as psicoses infantis é chamada de Pervasive Developmental Disorders (Transtornos Invasivos de Desenvolvimento) e caracteriza-se por “ prejuízo severo e invasivo em diversas áreas do desenvolvimento: habilidades de interação social recíproca, habilidades de comunicação, ou presença de comportamento, interesses e atividades estereotipados”.

Já na Classificação Internacional das Doenças da Organização Mundial da Saúde (CID-10), esses quadros recebem o nome de Transtornos Globais do Desenvolvimento e caracterizam-se por “alterações qualitativas das interações sociais recíprocas e modalidades de comunicação e por um repertório de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo”. Estas anomalias qualitativas devem constituir uma característica global do funcionamento do sujeito, em todas as ocasiões”. Para saber mais sobre a definição no DSM-IV ou CID 10 acesse: http://www.psiqweb.med.br
fonte: lugar e vida

Como lidar com os distúrbios mentais na infância

João*, de 8 anos, não sorria para os familiares, não gostava de contato social e era agressivo com os pais. Conheça a história da mãe que teve de aprender a amar seu filho.

Os craques santistas Neymar, Paulo Henrique Ganso e Robinho são os três ídolos de João*, de 8 anos. Assim como muitos garotos da sua idade, ele adora futebol e toda semana se reúne com os coleguinhas de escola para jogar uma "pelada". "Sou meia-atacante", diz orgulhoso. Na vida de João, porém, o esporte é mais que uma paixão ou divertimento. É uma forma dele se socializar e superar as dificuldades de um grave transtorno de desenvolvimento que já trouxe muita preocupação para sua mãe, a engenheira química Cláudia*.

O filho tão desejado por Cláudia nasceu em um parto complicado. Por causa disso, ele teve de ficar internado durante dez dias antes de ir para casa com a mãe. Conforme crescia, João demonstrava um comportamento pouco comum: não sorria para os familiares, não gostava de contato social, era agressivo com os pais sem motivo, não reagia afetivamente e não falava. Para a família, tudo aquilo parecia natural, coisa de criança. Até que, ao completar 1 ano e 8 meses, ele passou a frequentar um berçário. No ambiente escolar, ficou evidente que havia algo de errado: João batia nas outras crianças, não gostava das professoras e evoluía de modo incompatível com a sua idade. Os profissionais do berçário recomendaram então que Cláudia procurasse ajuda médica.

Levado a um psicólogo, foi constatado que João apresentava traços de uma criança autista, apesar de não ter autismo. O diagnóstico: Transtorno Global do Desenvolvimento. Sob o nome, estão incluídos graves distúrbios emocionais e transtornos relacionados à saúde mental infantil. "Os problemas dessas crianças não vêm necessariamente de uma debilidade intelectual nem de uma debilidade física", afirma Maria Cristina Kupfer, professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP) e estudiosa da psicose e autismo infantis há mais de vinte anos. "Seus problemas vêm de uma falha precoce no estabelecimento da relação com os outros."

Isso quer dizer que, para crianças como João, a construção do psiquismo voltado para o convívio social não se fez convenientemente. Nosso psiquismo (ou nossa personalidade) é construído para ser um instrumento de relação com os outros, uma espécie de porta aberta para o mundo. "A falha nesse processo é resultado de dificuldades, acidentes, entraves ou impasses ocorridos durante o processo de estruturação subjetiva da criança", diz a psicanalista Enriqueta Nin Vanoli, da equipe multidisciplinar da Associação Serpiá (Serviços Psicológicos para a Infância e Adolescência), de Curitiba (PR).

A análise do histórico de vida de João pode ajudar a entender como o problema se desenvolveu. Cláudia conta que o fato do menino não corresponder aos carinhos que recebia ainda bebê, evitar o seu olhar e não esboçar nenhum tipo de sentimento criou uma barreira entre ambos. Ela sonhara com um modelo ideal de criança a que João não correspondia. A frustração impedia uma proximidade, uma relação genuína de mãe e filho. "Era como se o João fosse uma criança qualquer. Apesar de estar ao seu lado fisicamente sempre, não conseguia me aproximar emocionalmente. Ele cresceu isolado de mim", afirma. Cláudia acredita que o problema no parto, de certa forma, criou uma ferida psicológica que marcou o garoto. "A verdade é que eu também tinha dificuldade de amar meu filho, talvez pelo meu histórico familiar. Cresci num ambiente em que as pessoas eram muito fechadas. Costumava me julgar uma pessoa carinhosa, mas dar carinho é diferente de dar amor."

O relato de Cláudia revela dois elementos que os especialistas costumam notar nos casos em que o Transtorno Global de Desenvolvimento é diagnosticado. Em primeiro lugar, há uma enorme dificuldade para os pais aceitar o não-olhar dos filhos, interpretado como falta de afeto por parte da criança. Em segundo lugar, o problema sempre envolve o menor e o adulto responsável por sua criação, ou seja, ele não pode ser concebido como um fenômeno que acontece com somente uma pessoa. “É preciso tomar cuidado, porém, para não culpar os pais, porque são coisas que não costumam passar pela consciência deles”, diz Jussara Falek Brauer, professora aposentada e coordenadora do Laboratório de Estudos e Pesquisas Psicanalíticas dos Distúrbios Graves na Infância do IP-USP. “A criança pode estar respondendo a algo de errado que está na mãe e que, às vezes, nem a própria mãe sabe que tem. Só por meio de análise é possível descobrir o que está acontecendo.”

Um estudo epidemiológico feito em 2008 pelo pesquisador americano Myron Belfer mostrou que até 20% das crianças e adolescentes sofrem de algum transtorno mental grave. Se for considerado o espectro autístico, pode-se falar em uma criança em cada 150, de acordo com a agência Centers for Disease Control e Prevention (ou CDC), do departamento de saúde e serviços humanos dos Estados Unidos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta uma taxa de 12% a 29% de prevalência de transtornos mentais na infância. De forma geral, a incidência de distúrbios como o de João é maior em meninos do que em meninas. Diagnosticar problemas psiquiátricos em crianças, no entanto, costuma ser difícil. "A partir de seis meses de idade, uma criança já pode mostrar sinais de autismo, como o não-olhar para a mãe, mas isso isoladamente não quer dizer que ela vá se tornar autista", afirma Maria Cristina. "É muito perigoso pegar um rótulo e colocar num bebê, porque ele vai procurar responder àquilo que todo mundo está falando que ele tem", diz Jussara.

Daí a necessidade de um diagnóstico feito por profissionais especializados. "Um bom acompanhamento médico é fundamental. Ele envolve um trabalho que deve considerar uma série de fatores, além da sutileza e singularidade de cada caso", diz Enriqueta. Foi o que aconteceu com João. Após a primeira consulta médica, ele já começou um tratamento que buscava reatar o diálogo perdido com os outros. Sua mãe também passou a se consultar com a mesma psicóloga responsável pelo acompanhamento do filho. "Nas sessões, eu aprendi como superar as minhas dificuldades de relacionamento com ele", afirma Cláudia.

Trabalhar a mãe e a criança com o mesmo profissional, mas em sessões individuais, é um dos segredos para o sucesso do tratamento. "Esse trabalho conjunto vai na direção da reconstituição da história familiar. A partir dele, tenta-se desfazer o emaranhado que cria problemas para a criança", afirma Jussara. A experiência da professora da USP mostra que 90% dos 105 menores que atendeu ao longo de sua pesquisa clínica na universidade deixaram de apresentar os sintomas que os levaram ao médico pela análise e correção do que havia de errado entre mãe e filho.

Seis anos após o início do tratamento, João leva hoje uma vida normal. Ele vai a uma escola comum – João está na segunda série do ensino fundamental de um colégio particular de São Paulo – , estuda inglês e, além de futebol, pratica natação e capoeira. Agora, convive bem socialmente, não se isola mais, gosta de conversar e qualquer dificuldade que tem recorre à ajuda da mãe. "Ele aprendeu a expressar muito bem o que sente. O distanciamento que existia antes acabou", diz Cláudia. Como João demorou para desenvolver seu lado social, o menino ainda apresenta algumas reações que não são adequadas, como querer exclusividade quando está brincando com um amiguinho.

Para mudar comportamentos como esse, ele frequenta duas vezes por semana a Associação Lugar de Vida, dedicada ao tratamento e à escolarização de crianças psicóticas, autistas e com problemas de desenvolvimento. Localizado no Butantã, na zona oeste de São Paulo, o Lugar de Vida iniciou suas atividades em 1990 como um serviço do Departamento de Psicologia da Aprendizagem, do Desenvolvimento e da Personalidade do IP-USP. Lá, João participa de Grupos de Educação Terapêutica (GETs) com outras crianças. Há dois focos de trabalho nos GETs: o primeiro compreende atividades como movimentação em brinquedos de grande porte, corridas, jogos de pátio com regras simples, encenação de pequenas peças, aprendizado de músicas e escuta de relatos de histórias – atividades, em geral, de cooperação grupal para o desenvolvimento do laço social; o segundo foco é na escrita e compreende atividades para o desenvolvimento do desenho, do grafismo e da superação das dificuldades de alfabetização. Para os pais, há uma reunião uma vez por semana em que eles podem conversar sobre os problemas dos filhos com a mediação de uma psicóloga. Nos encontros, compartilham suas dúvidas, obtêm esclarecimentos e trocam experiências."É bom participar desse tipo de reunião porque a gente percebe que não está sozinha nisso", afirma Cláudia.

Contar com o auxílio de bons profissionais e abraçar o problema para superá-lo – sem buscar um culpado – foram os principais elementos para a melhora do filho, segundo Cláudia. “Se o pai e a mãe não estão ali para ajudar, nada adianta. No começo, eu e meu marido ficamos muito atormentados com o que estava acontecendo, e juntos conseguimos enfrentar a situação”. A mãe coruja diz que João já sabe o que quer ser quando ficar mais velho: jogador de futebol do Santos, seu time do coração. O menino que antes não sabia se relacionar se apaixonou por um esporte em equipe e ensinou sua mãe a amá-lo.

* Os nomes foram trocados para preservar a identidade do menor e da mãe
  fonte: época
Nem especial, nem regular, nem pra "normais", nem pra "deficientes"...apenas educação, porque chegará o dia que educação será uma coisa só.

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