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MARAVILHOSA, Rio de Janeiro, Brazil
Diante de tanta contradição da vida, aprendi que devo ter alto astral acima de qualquer coisa!Eu nunca imaginei que seria pedagoga. Não me preparei para isso. Ela chegou sem que eu preparasse o seu caminho e por isso fiquei tão apaixonada. Essa é para mim a profissão mais linda e digna que existe... Sem sonharmos e idealizarmos algo melhor, nunca poderemos alcançar um diferencial.Essa é minha ideologia e não posso deixar que apaguem por não acreditarem que existe solução para a educação do nosso país,"Não,podemos viver sem ideologias, ter sucesso sem acreditar em valores fortes, concretos,lutar por nossos objetivos sem acreditar que eles serão alcançados,almejar uma vida de realizações soterrando nossas verdadeiras crenças.Tenha suas ideologias muito bem definidas e paute sua vida sobre elas. Não tenha medo do que os outros vão pensar se você está realmente convicto no que acredita ser o certo,não tenha medo de fracassar embasado nelas, aprenda que neste mundo nada é absolutamente ruim ou bom e que sempre,terá que defender suas escolhas e pagar por elas." Eu estou consciente pela escolha que fiz na minha vida profissional,e você?

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Este espaço é algo criado por mim para dividir, com todos que, assim como eu, adoram de fato o que fazem dentro da educação, um pouco do que pesquiso na internet e também do que tenho de material voltado à esta área que de fato sou louca de paixão.

Peço desculpas pela demora em atualizar os conteúdos.

No mais, a todos que visitam este blog, espero que até o momento tudo que há de conteúdo esteja sendo agradável.

Com carinho,

Lu Moraes
contato: luciana.moraesmaluf@gmail.com
msn: pedlumoraes@hotmail.com

“Ninguém começa a ser educador numa certa terça-feira às quatro horas da tarde. Ninguém nasce educador ou marcado para ser educador. A gente se faz educador, a gente se forma, como educador, permanentemente, na prática e na reflexão sobre a prática”

(Paulo Freire, em “A educação na cidade”)

“Ser professor é um privilégio. Ser professor é semear em terreno sempre fértil e se encantar com a colheita. Ser professor é ser condutor de almas e de sonhos, é lapidar diamantes" Gabriel Chalita

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Eu fico com a pureza da resposta das crianças: a vida é bonita.
Viver e não ter a vergonha de ser feliz.
Cantar e... cantar e ...cantar a eterna beleza de ser aprendiz.
Eu sei que a vida devia ser bem melhor. E será.
Mas issoo impede que eu repita: é bonita, é bonita, é bonita!
(Gonzaguinha).

"Há os que adquirem conhecimento pelo valor do conhecimento - e isto é vaidade de baixo nível. Mas há os que desejam tê-lo para edificar outros - e isto é amor. E há outros que o desejam para que eles mesmos sejam edificados - e isto é sabedoria." - (Bernardo de Claraval)
"Todas as postagens que não são de minha autoria é dado o devido crédito e citado a fonte, até porque quando se copia algo de alguem a intenção não é fazer plágio, e sim divulgar as informações para um maior número de pessoas favorecendo assim o conhecimento."
Lucia Araújo/cc: Luciana Moraes

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A quem cabe a tarefa de educar os filhos?

Este é um assunto do qual sempre acaba acontecendo dentro de sala de aula, seja da graduação ou da pós...
Dentros e fora das escolas este assunto também não fica para trás. De quem é a responsabilidade de educar as crianças? 
Atualmente o que se tem observado é que muitas familias, por ter inúmeros "afazeres"não estão dando uma atenção devida aos seus filhos, deixndo para a escola mais essa tarefa. A tarefa de passar valores que deveriam estar inseridas nos alunos desde pequenos, algo já construído como base de seu caráter... Imgina só se isso realmente fosse feito? Quanto tempo a escola ira dispor a somente para educar os alunos dentro daquilo que ela realmente foi feita a fazer. Ensinar, passar conteúdo, conhecimeno, trocar experiências...Ao invés de ter que parar para ensinar valores de solidariedade, comportamento com o próximo, afetividade entre outras coisas que estão a cada dia se perdendo. Cade os valores?...

Em mais uma das pesquisas que faço quase que diariamente, mas infelizmente sem tempo para postar todas que tenho para mim, serem bem interessante. O tema em questão é algo que nos faz sempre buscar uma resposta quase que todo o instante. Abaixo um artigo sobre o assunto.

Boa Leitura! 

Nessa nova sociedade, midiática e cheia de atrativos, é muito fácil desviar a atenção dos valores adquiridos para os novos que adentram os lares pelos computadores, televisão, entre outros.

Como educadora que sou, vem sempre à mente uma questão: A quem cabe a tarefa de educar os filhos nos dias de hoje? A resposta pode ter vindo à cabeça imediatamente e estaria correta. Mas porquê tenho a sensação de que algo está indo pela contramão?

Os filhos estão cada vez mais distantes da convivência familiar (familiar aqui não no sentido da tríade, pai, mãe e filhos, hoje sabemos que o contexto “família” já mudou). Ou estão com seus pares nos shoppings, nos lugares de lazer, ou assistindo TV, na internet, no vídeo game ou cumprindo uma extensa agenda (esportes, música, inglês...). E os pais, por conta dessa nova sociedade, cada vez mais fora de casa também, lutando pela sobrevivência, preocupados em não perder tempo, trabalhando, estudando, lutando mesmo, para que a família tenha melhores condições de vida.

Nessa busca perdem-se pelo caminho alguns valores e o convívio familiar vai ficando cada vez mais escasso.

Educar filhos não é uma tarefa que se aprende com a experiência simples de ter filhos, embora pareça que essa seja a única maneira de aprender. Muito menos a busca por “entendidos”, pois cada qual com sua contribuição formarão uma corrente com elos diferentes.

Educar filhos é mais que ensinar o certo e o errado, é mesmo trabalhar um projeto de vida, em que nele se definem objetivos e metas mesmo, sem querer aqui mecanizar essa tarefa, mas é assim se desejamos bons resultados.

Essa tarefa não se aprende com receitas e nem num passe de mágica, há um longo caminho a ser trilhado. Exige daqueles que dela participam, um esforço concentrado na melhoria das relações familiares e do convívio social.

Deixar de dialogar com os filhos, não ter tempo, alem de que suas respostas desconcertantes não nos permitem atuar dentro do papel de "adulto" que aprendemos com nossos pais, parece que o que aprendemos com nossos pais não funcionam, paramos perplexos, e estamos deixando que cresçam sozinhos, perdidos em seus mundos, muitas vezes exercendo uma crueldade ímpar, porque as crianças são naturalmente capazes de crueldades impensáveis e, diferente de nós, elas têm a exata noção do prazer que isto lhes causa. Claro que tudo isso observando-se dentro de um contexto sócio-histórico, com efeitos diferentes nas diferentes classes sociais, há que se pensar nessas gerações que hoje são nossas crianças e adolescentes.

O desafio é lutar pela melhor educação dos filhos numa sociedade que se transforma e faz cair por terra tudo o que tecemos durante a vida e aprendemos como certo e arraigado.

Entendo então, que a educação dos filhos ainda cabe em primeiro lugar para a família, ninguém a pode substituir.


Queila Medeiros Veiga
Pedagoga, com pós graduação em Educação Especial

Afetividade no Contexto Sala de Aula


Segundo Libâneo, os aspectos sócio-emocionais cooperam para a relação professor-aluno. Esses, de acordo com o autor, referem-se aos vínculos afetivos entre professor e alunos, bem como às normas e exigências objetivas que regem o procedimento dos alunos.

Vale ressaltar que a afetividade a qual o autor assinala, não refere-se ao carinho do professor para com determinada criança. Mas uma afetividade voltada para a relação do professor em relação ao contexto grupal, de forma que o professor adote uma postura afetiva e positiva com o mesmo, onde exerça sua autoridade (não autoritarismo).

De acordo com Gadotti, alguns valores que até então são interditados na escola devem ser resgatados, tais como: sentir a presença do outro, sentir-se bem, perceber o olhar, o abraço, compreender o olhar das crianças.

As boas inter-relações promovem um ambiente mais agradável e com isso possibilitam a oportunidade de um processo de ensino aprendizagem mais eficaz. Boas relações se manifestam por meio de diálogo, troca, paciência, compreensão, tolerância.

Contudo, a questão das regras em sala de aula também é importante para a organização, assim como em qualquer outro contexto de convivência.

Por Patrícia Lopes
Equipe Brasil Escola

OBS: Assunto digno de uma boa reflexão. Como estamos tratando nossos alunos em sala de aula?....

HISTÓRIA DA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA NO BRASIL (15 DE NOVEMBRO DE 1889 )

Marechal Deodoro da Fonseca 

No final da década de 1880, a monarquia brasileira estava numa situação de crise, pois representava uma forma de governo que não correspondia mais às mudanças sociais em processo.
Fazia-se necessário a implantação de uma nova forma de governo que fosse capaz de fazer o país progredir e avançar nas questões políticas, econômicas e sociais.

Crise da Monarquia

A crise do sistema monárquico brasileiro pode ser explicada através de algumas questões:
  • Interferência de D.Pedro II nos assuntos religiosos, provocando um descontentamento na Igreja Católica;
  • Críticas feitas por integrantes do Exército Brasileiro, que não aprovavam a corrupção existente na corte. Além disso, os militares estavam descontentes com a proibição, imposta pela Monarquia, pela qual os oficiais do Exército não podiam se manifestar na imprensa sem uma prévia autorização do Ministro da Guerra;
  • A classe média (funcionário públicos, profissionais liberais, jornalistas, estudantes, artistas, comerciantes) estava crescendo nos grandes centros urbanos e desejava mais liberdade e maior participação nos assuntos políticos do país. Identificada com os ideais republicanos, esta classe social passou a apoiar o fim do império;
  • Falta de apoio dos proprietários rurais, principalmente dos cafeicultores do Oeste Paulista, que desejavam obter maior poder político, já que tinham grande poder econômico;
Diante das pressões citadas, da falta de apoio popular e das constantes críticas que partiam de vários setores sociais, o imperador e seu governo encontravam-se enfraquecidos e frágeis. Doente, D.Pedro II estava cada vez mais afastado das decisões políticas do país. Enquanto isso, o movimento republicano ganhava força no Brasil.

A Proclamação da República

No dia 15 de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca, com o apoio dos republicanos, demitiu o Conselho de Ministros e seu presidente. Na noite deste mesmo dia, o marechal assinou o manifesto proclamando a República no Brasil e instalando um governo provisório.

Após 67 anos, a monarquia chegava ao fim. No dia 18 de novembro, D.Pedro II e a família imperial partiam rumo à Europa. Tinha início a República Brasileira com o Marechal Deodoro da Fonseca assumindo provisoriamente o posto de presidente do Brasil. A partir de então, o pais seria governado por um presidente escolhido pelo povo através das eleições. Foi um grande avanço rumo a consolidação da democracia no Brasil.

fonte: História do Brasil



Segunda Versão:

O processo histórico em que se desenvolveu o fim do regime monárquico brasileiro e a ascensão da ordem republicana no Brasil perpassa por uma série de transformações onde visualizamos a chegada dos militares ao poder. De fato, a proposta de um regime republicano já vivia uma longa história manifestada em diferentes revoltas onde a opção republicana dava seus primeiros sinais. Entre tantas tentativas de transformação, a Revolução Farroupilha (1835-1845) foi a última a levantar-se contra a monarquia.

Podemos destacar a importância do processo de industrialização e o crescimento da cafeicultura enquanto fatores de mudança sócio-econômica. As classes médias urbanas e os cafeicultores do Oeste paulista buscavam ampliar sua participação política através de uma nova forma de governo. Ao mesmo tempo, os militares que saíram vitoriosos da Guerra do Paraguai se aproximaram do pensamento positivista, defensor de um governo republicano centralizado.

Além dessa demanda por transformação política, devemos também destacar como a campanha abolicionista começou a divulgar uma forte propaganda contra o regime monárquico. Vários entusiastas da causa abolicionista relacionavam os entraves do desenvolvimento nacional às desigualdades de um tipo de relação de trabalho legitimado pelas mãos de Dom Pedro II. Dessa forma, o fim da monarquia era uma opção viável para muitos daqueles que combatiam a mão-de-obra escrava.

Até aqui podemos ver que os mais proeminentes intelectuais e mais importantes membros da elite agro-exportadora nacional não mais apoiavam a monarquia. Essa perda de sustentação política pode ser ainda explicada com as conseqüências de duas leis que merecem destaque. Em 1850, a lei Eusébio de Queiroz proibiu a tráfico de escravos, encarecendo o uso desse tipo de força de trabalho. Naquele mesmo ano, a Lei de Terras preservava a economia nas mãos dos grandes proprietários de terra.

O conjunto dessas transformações ganhou maior força a partir de 1870. Naquele ano, os republicanos se organizaram em um partido e publicaram suas idéias no Manifesto Republicano. Naquela altura, os militares se mobilizaram contra os poderes amplos do imperador e, pouco depois, a Igreja se voltou contra a monarquia depois de ter suas medidas contra a presença de maçons na Igreja anuladas pelos poderes concedidos ao rei.

No ano de 1888, a abolição da escravidão promovida pelas mãos da princesa Isabel deu o último suspiro à Monarquia Brasileira. O latifúndio e a sociedade escravista que justificavam a presença de um imperador enérgico e autoritário, não faziam mais sentido às novas feições da sociedade brasileira do século XIX. Os clubes republicanos já se espalhavam em todo o país e naquela mesma época diversos boatos davam conta sobre a intenção de Dom Pedro II em reconfigurar os quadros da Guarda Nacional.

A ameaça de deposição e mudança dentro do exército serviu de motivação suficiente para que o Marechal Deodoro da Fonseca agrupasse as tropas do Rio de Janeiro e invadisse o Ministério da Guerra. Segundo alguns relatos, os militares pretendiam inicialmente exigir somente a mudança do Ministro da Guerra. No entanto, a ameaça militar foi suficiente para dissolver o gabinete imperial e proclamar a República.

O golpe militar promovido em 15 de novembro de 1889 foi reafirmado com a proclamação civil de integrantes do Partido Republicano, na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro. Ao contrário do que aparentou, a proclamação foi conseqüência de um governo que não mais possuía base de sustentação política e não contou com intensa participação popular. Conforme salientado pelo ministro Aristides Lobo, a proclamação ocorreu às vistas de um povo que assistiu tudo de forma bestializada.
 
Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Relatorio

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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

I N D I G NA Ç Ã O

“Não houve registro de nenhuma falha de segurança durante as provas”, disse o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep), Joaquim Neto. Na visão do professor Neto, o Enem “cumpriu seu papel”...
“Nenhum estudante será prejudicado”, garantiu Neto em relação à troca do cabeçalho e aos erros gráficos em alguns cadernos de prova da cor amarela. Sobre estes, o presidente do Inep informou que será feito um levantamento do problema, para que seja dada a melhor solução aos candidatos.


Palavras que coloca minha mente a questionar de fato se realmente estes senhores falam do Enem deste final de semana que nas palavras de Alexandre Garcia, foi uma "palhaçada...Final de semana caótica...cheia de confusões"... “Nenhum estudante será prejudicado”, perdão senhor Anísio, os estudantes já foram prejudicados.... Qual queur ser humano em sã consciência, aprende com erros cometidos no passado, por que o Inep ainda não aprendeu...


Descaso, com nossos jovens... fico indignada por brincarem com a educação...

Ainda, os alunos terão que fazer requerimento pedindo solicitação para que as provas sejam corrigidas de acordo com o preenchimento do cartão resposta... Discordo com isso ...

O Inep tem que corrigir as provas de aordo com os erros que eles (Inep) cometeram....

Erros deles, eles que tratem de organizar a bagunça...

Bem vamos esperar pra ver o que vai acontecer esta semana....

Disseram em novas provas nos dias 4 e 5 de dezembro... será?

Bom dia....

Luciana Moraes
luciana.moraesmaluf@gmail.com

domingo, 7 de novembro de 2010

I N D I G N A Ç Ã O !!!!!!



Bom dia!

Como é duro acordar, se preparar para um bom café da manhã em família, abrir o jornal e logo de cara ler a notícia que houve novamente, erro em relação ao enem.

Até quando essa palhaçada e desgaso com nossos estudantes e seu futuro vai continuar?

Depois falam com a maior facilidade que nossos jovens não querem saber de nada!!!!

Poucos são os que estão inseridos dentro desta estatística. A maioria sonha e quer poder um dia, atingir suas metas e realizar os sonhos próprios e por que não, de seus pais. 

Simplismente não há interesse da maioria daqueles que detém o poder, ou pensam que detém, de proporcionar condiçoes aprazíveis para que nossos jovens se tornem seres pensantes e formadores de opniões. 

Ao olhar a TV e ver o desespero de alguns alunos, abrir o jornal e ler o erro cometido em relação ao cartão resposta, e me dar conta que o histórico de descaso em relação ao nosso enem está crescendo e que infelizmente os responsáveis não buscam uma solução eficaz que venha a extinguir tais problemas, definitivamente é triste sentir na pele a indiferança que dão para nossa educação...

Com erros de impressão nas provas, como os estudantes, que ontem participaram do primeiro dia se sentiram ao perceber tal erro? De certo o desespero,  a insegurança e o desânimo.

Mas independente dessas coisas, torço daqui do "meu cantinho" que TODOS os estudantes mantenham a calma para poder fazer uma prova com atenção.

E de coração desejo que o Inep ( autarquia do Ministério da Educação e responsável pela realização do exame), que acertem hoje, não só com o exame e nem com os alunos , mas com a nossa educação.

Sorte a todos! 

Luciana Moraes
e-mail pessoal: luciana.moraesmaluf@gmail.com

sábado, 6 de novembro de 2010

Mensagem....

Esta mensagem recebi da minha "chefa"onde eu era sua estagiária em S.E... ao final do estágio recebi este mimo dela de recordação....

"O nascimento do pensamento é igual ao nascimento de uma criança: Tudo começa com um ato de amor.
Uma semente há de ser depositada no ventre vazio....

E a semente do pensamento é o sonho....
Por isso, educadores, antes de serem especialistas em ferramentas do saber, deveriam ser especialistas em amor: Intérpretes de sonhos(...)

Educar é crescer. E crescer é viver. Educação é assim, vida no sentindo mais autêntico da palavra.
(Rubens Alves e Anísio Teixeira)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

ANTES DE TUDO, VOCÊ... !!!

Antes de tudo Você...
Antes de ser o mais bonito(a),
Seja autêntico(a) e emanará beleza interior...
Antes de ser o(a) mais inteligente,
Esforce-se mais e também serás destaque...
Antes de ser o(a) mais bem vestido(a),
Seja natural em sua simplicidade,
os outros verão o verdadeiro bom gosto...
Antes de colecionar amores,
Procure o verdadeiro e você colecionará realizações...
Antes de se consumir diante de um amor perdido,
Valorize-se,
goste mais de você e a perda ficará menor...
Antes de mostrar que você é gênio,
Mostre que é capaz de fazer as coisas simples
ou que os outros desdenham em fazer,
e você vencerá qualquer desafio...
Antes de sentir-se derrotado(a),
Pense que muitos desistem antes mesmo de começar e,
Se você chegou onde está e não conseguir o desejado,
não desanime...
Afinal, a vida é uma luta e um buscar contínuo.
Lembre-se:
Deus fez as profundezas do abismo,
para que o homem melhor admirasse a altura e
a beleza das montanhas...
Fez o fogo para que o homem valorizasse
a importância vital das águas...
E fez você para que, com Ele, descobrisse que as pessoas
são únicas e especiais e que todos nascemos para a
luz, harmonia e felicidade.
Portanto, solte-se, difunde harmonia,
seja solidário(a) amigo(a).
Aceite você e os outros como são e seja muito, muito Feliz!!!
 
Busque seguir os passos de Jesus...
E serás salvo eternamente... 
(Recebi o  texto  sem autoria)

 
Uma boa dica para utilizar em uma reunião pedagógica ou de pais... 
esse texto adquiri em outubro de 2008, qd fiz estágio em supervisão e pela primeira vez conduzi a reunião de pais...

CARTA AO PRESIDENTE

Este texto é muito legal... Utilizamos em aula na faculdade em fevereiro de 2009 na aula da Professora Vânia, uma amor de pessoa, de educadora....

Brasília, 15 de outubro de 2268.

Excelentíssimo Senhor Presidente da República do Brasil,

Erradicamos a pobreza e muitas doenças. A distribuição de renda prima pela eqüidade, o que permitiu o decréscimo da violência. Revertemos o efeito estufa e o aquecimento global não mais ameaça a existência dos seres vivos. Nossas indústrias são ecotecnológicas. A expectativa de vida é alta e a taxa de mortalidade quase inexistente.

Condições de trabalho satisfatórias e a medicina preventiva têm feito as pessoas adiarem a aposentadoria, desafogando o sistema de previdência. Um judiciário eficiente acabou com a corrupção.

Contudo, a Educação de nossas crianças e jovens preocupa. Desde a implantação do sistema educacional robótico, mediado por computadores, percebemos que os estudantes estão perdendo a capacidade de compreensão do todo, tornando-se incapazes de pensar por si mesmos.

Todo o sistema é previsível: para um problema de Química, apertar o botão Q36; para um fato histórico, aperta-se o H43; para Redação, o código 53, que, seguido do gênero, traz um texto pronto. Matemática já não é mais um problema, como foi para os nossos antepassados: o programa Hackermats num só clique resolve qualquer desafio. Viajar? Bastam simuladores.

Acredito que, se acontecer dos nossos supergeradores entrarem em pane, nossa sociedade será destruída, pois quem conseguiria sobreviver sem os botões da vida ultramoderna?

Soube de uma antiga classe chamada professores, especialistas em fazer pessoas pensarem de forma autônoma, um grupo dos ofícios já extintos, desenvolvidos pelos grandes mestres, que envolvia processos complexos, de dimensões técnicas, éticas e estéticas, entre outras. Tiveram grandes conflitos: às vezes eram considerados sacerdotes e salvadores e em outras, grandes vilões. Trabalhavam em condições precárias e exigia-se deles o uso dos recursos mais modernos. Eram exaltados e ao mesmo tempo enxovalhados. Quando lhes tiraram a autonomia intelectual, não resistiram e pereceram.

Peço, Vossa Excelência, que resgatemos esses profissionais para não morrermos num mar perigoso disfarçado de calmaria. Compreendemos agora, a duras penas, que uma sociedade se faz com uma juventude crítica e quem pode construí-la é um profissional insubstituível chamado professor.

Atenciosamente,
Sócrates de Paulo Freire
Ministro da Educação
autor desconhecido

Relação Professor - Aluno: Uma Revisão Crítica

Como profissionais críticos e atuantes na área de ensino, observamos que, atualmente, impera um total descaso pelo ato de lecionar e aprender. Já não há mais o respeito mútuo entre discentes e docentes; a indisciplina em sala de aula é uma constante; a dificuldade que os estudantes encontram em usar a linguagem escrita como elemento de reforço ou registro da fala, uma triste realidade; e atos de violência escolar já fazem parte do nosso dia-a-dia. Portanto, este artigo têm como objetivo mostrar alguns dos problemas que constatamos no decorrer do processo ensino-aprendizagem e apresentar sugestões, sempre respaldadas por embasamentos teóricos e experiências reais vivenciadas por profissionais renomados, de como tais problemas poderiam ser melhor administrados e, por que não, eliminados. Considerando tal abordagem, tomamos por base de nossas observações a relação professor-aluno, como uma revisão crítica de desempenho e atitude social; aliada à metodologia adotada pelo docente; se não o maior, um dos principais fatores que rege a motivação pelo aprender por parte do discente em formação.

O ser humano é social por natureza. Desde muito jovens vivemos em sociedade, fazemos parte e formamos grupos com pessoas das mais diversificadas crenças, origens e personalidades. Graças a esse convívio no decorrer de nossas vidas, vivemos situações que nos constrangem ou enaltecem, sofremos desilusões, aprendemos com nossos erros e acertos e, através de comparações, conseguimos construir a nossa personalidade e interagir com o universo.
Nesse referencial, nossos melhores amigos, aqueles que com suas críticas e conselhos, muitas vezes, melhoram certos aspectos e comportamentos negativos que apresentamos, conseguem nos sensibilizar, pois conquistaram nossa confiança, nosso respeito, são exemplos de companheirismo e demonstram um sincero interesse pelo nosso bem-estar.
Se as relações humanas, embora complexas, são peças fundamentais na realização de mudanças em nível profissional e comportamental, como podemos ignorar a importância de tal interação entre professores e alunos?
ELIAS destaca:
“É por intermédio das modificações comportamentais da área afetiva que a escola pode contribuir para a fixação dos valores e dos ideais que a justificam como instituição social.” (1996, p.99)

Com o objetivo de realizar uma pesquisa em campo, adotamos por técnica a observação, pois, parafraseando CUNHA (1994, p. 55), “é uma excelente técnica de coleta de dados”. Portanto, ao utilizarmos tal critério, pudemos perceber comportamentos, desempenhos, métodos e técnicas de vários tipos de docentes (o autoritário1 , que vê o ato de lecionar apenas como um complemento de salário; o crítico-reflexivo2, que planeja suas aulas e investe na continuidade de sua formação; o permissivo3 ; o “mãezona”, e tantos outros cujas atitudes pessoais que jamais passarão despercebidas pelos alunos), que embora critiquemos, muitas vezes fazem parte de nosso discurso aos alunos: ameaças, chantagens emocionais, controle da indisciplina4 através do medo, autoritarismo5 .....; enfim tudo que promove o não-desenvolvimento cognitivo6 do discente.

“O professor autoritário, o professor licencioso, o professor competente, sério, o professor incompetente, irresponsável, o professor amoroso da vida e das gentes, o professor mal-amado, sempre com raiva do mundo e das pessoas, frio, burocrático, racionalista, nenhum deles passa pelos alunos sem deixar sua marca." (FREIRE, 1996, p.73)

Como o ensino não pode e não deve ser algo estático e unidirecional, devemos nos lembrar de que a sala de aula não é apenas um lugar para transmitir conteúdos teóricos; é, também, local de aprendizado de valores e comportamentos, de aquisição de uma mentalidade científica lógica e participativa, que poderá possibilitar ao indivíduo, bem orientado, interpretar e transformar a sociedade e a natureza em benefício do bem-estar coletivo e pessoal. Tão bem nos lembra GRISI:

“Toda aula, em resumo, seja qual for o objetivo a que vise, e por mais claro, preciso, restrito, que este se apresente, tem sempre uma inelutável repercussão mais ou menos ampla, no comportamento e no pensamento dos alunos.” (1971, p.91)

Professores, amantes de sua profissão, comprometidos com a produção do conhecimento em sala de aula, que desenvolvem com seus alunos um vínculo muito estreito de amizade e respeito mútuo pelo saber, são fundamentais. Professores que não medem esforços para levar os seus alunos à ação, à reflexão crítica, à curiosidade, ao questionamento e à descoberta são essenciais. Professores, ou melhor, educadores que, ao respeitar no aluno o desenvolvimento que este adquiriu através de suas experiências de vida (conhecimentos já assimilados), idade e desenvolvimento mental, são imprescindíveis.

A nosso ver, a relação estabelecida entre professores e alunos constitui o cerne do processo pedagógico. É impossível desvincular a realidade escolar da realidade de mundo vivenciada pelos discentes, uma vez que essa relação é uma “rua de mão dupla”, pois ambos (professores e alunos) podem ensinar e aprender através de suas experiências.

“Para por em prática o diálogo, o educador não pode colocar-se na posição ingênua de quem se pretende detentor de todo o saber; deve, antes, colocar-se na posição humilde de quem sabe que não sabe tudo, reconhecendo que o analfabeto não é um homem “perdido”, fora da realidade, mas alguém que tem toda a experiência de vida e por isso também é portador de um saber.” (GADOTTI, 1999, p.2)

Se por um lado é importante a existência de afetividade7 , confiança, empatia8 e respeito entre docente e discente para que melhor se desenvolva a leitura, a escrita, a reflexão, a aprendizagem e a pesquisa autônoma; por outro, os educadores não podem permitir que tais sentimentos interfiram no cumprimento ético de seu dever de professor. Portanto, situações diferenciadas adotadas com um determinado aluno (como permitir que, sem justificativa coerente, entregue seu dever em data diferente da estipulada; ou melhorar a nota deste, para que ele não fique de recuperação), apenas norteadas pelo fator amizade ou empatia, não deveriam fazer parte das atitudes de um “Formador de Opiniões”.

“Não é certo, sobretudo do ponto de vista democrático, que serei tão melhor professor quanto mais severo, mais frio, mais distante e “cinzento” me ponha nas minhas relações com os alunos [...] A afetividade não se acha excluída da cognoscibilidade. O que não posso obviamente permitir é que minha afetividade interfira no cumprimento ético de meu dever de professor no exercício de minha autoridade. Não posso condicionar a avaliação do trabalho escolar de um aluno ao maior ou menor bem querer que tenha por ele.” (FREIRE, 1996, p.159-60)

Outro reflexo desse aspecto (excesso de afetividade), mas sob um prisma mais direcionado à superproteção, geralmente pode ser observado em salas de ensino fundamental da quinta série: crianças indisciplinadas, inquietas, por vezes, arrogantes e revoltadas.
É fato que durante esse estágio da vida as crianças estão passando por uma fase de adaptação (transição da quarta para a quinta série) e que tudo que é novo causa certo medo e ansiedade; portanto, é normal e até esperado que esse período provoque alguns problemas disciplinares no início; mas, o que nos chama a atenção é a total falta de organização e senso de responsabilidade que muitas vezes tais crianças apresentam. 

Devemos, enquanto educadores, atentarmos quanto a nossas atitudes, pois, não raras vezes, o motivo de tal reação é a falta de autoridade e proteção excessivas, ocultas em atitudes inconscientes, tais como: anotar os deveres nas agendas dos alunos, em lugar de deixar que eles o façam; fornecer as respostas dos exercícios, quando eles não conseguem obtê-las, ao invés de deixá-los descobrir o erro; centralizar a resolução de todos os problemas em nós mesmos, dando mais atenção à criança que é mais mimada, ou indisciplinada, ou está doente; e nos utilizarmos da chantagem emocional para obter a disciplina na sala de aula – os alunos geralmente obedecem, não por conscientização de tal necessidade, mas porque temem “perder” a amizade do professor. Agindo assim não estamos permitindo que os alunos adquiram autonomia em seus atos e, portanto, tornamo-los excessivamente dependentes.
“O ideal consiste em que a criança aprenda por si só, que a razão dirija a própria experiência [...] A falta da prática de pensar, durante a infância, retira dela essa faculdade para o resto da vida.” (ELIAS, 2000, p.32)

Para exercer sua real função, o professor precisa aprender a combinar autoridade9 , respeito e afetividade; isto é, ao mesmo tempo que estabelece normas, deixando bem claro o que espera dos alunos, deve respeitar a individualidade e a liberdade que esses trazem com eles, para neles poder desenvolver o senso de responsabilidade. Além disso, ainda que o docente necessite atender um aluno em particular, a interação deve estar sempre direcionada para a atividade de todos os alunos em torno dos objetivos e do conteúdo da aula.

Outro fator que incomoda, e muito, grande parte dos Amantes do Saber, é a disciplina; ou melhor, a ausência dessa; no entanto, infelizmente, sempre podemos presenciar situações em que muitos professores, em nome da autodisciplina10 , tomam atitudes, no mínimo, pedagogicamente questionáveis: fazem imposições sem fundamento, ameaçam os alunos e, não raras vezes, chegam a humilhá-los.

Por inúmeras vezes nos deparamos com docentes que ao ouvirem conversa durante a aula gritam com os estudantes, fazem ameaças dizendo que a prova será em breve e que eles não a conseguirão realizar, que aquele conteúdo está “dado”, ou, então, como punição, passam exercícios valendo nota, para serem entregues no final da aula. Outros, simplesmente ignoram tal fato, demonstrando, claramente, que estão mais preocupados em cumprir o conteúdo curricular planejado para aquela aula, do que em descobrir o porquê da falta de interesse e da indisciplina da maioria dos seus alunos.

Casos em que o professor assume uma postura autoritária e acredita que distanciamento hierárquico é sinônimo de respeito, não são raros dentro de uma sala de aula. Esse profissional, como um “general”, geralmente intimida os discentes a prestarem atenção, e ministra suas aulas sem se importar que haja alunos que não estão acompanhando o seu raciocínio. Sua atenção está voltada apenas para alguns poucos alunos que, sentados nas primeiras carteiras, olham-no atentamente. Quando algum dos supostamente desinteressados faz alguma pergunta, ou é ignorado, ou recebe como resposta: “Se você estivesse prestando atenção, teria entendido”. Convém salientar que essas “disputas” entre mestre e discípulos pouco ou nenhum resultado prático trazem, pois um aluno que é retirado da sala de aula por comportamento inadequado e encaminhado à biblioteca para realizar uma pesquisa sobre o tema da aula, ou não o faz, ou o entrega ao professor antes do término do período.

Será que essa postura docente contribui de alguma forma para que um professor obtenha o respeito e a disciplina que tanto deseja em sala de aula?

Em nosso entender, respeito se conquista, não se impõe; e o diálogo11 é o melhor caminho para a solução de problemas. Assim sendo, fazemos nossas as palavras de LIBÂNEO:
“O professor não apenas transmite uma informação ou faz perguntas, mas também ouve os alunos. Deve dar-lhes atenção e cuidar para que aprendam a expressar-se, a expor opiniões e dar respostas. O trabalho docente nunca é unidirecional. As respostas e as opiniões dos alunos mostram como eles estão reagindo à atuação do professor, às dificuldades que encontram na assimilação dos conhecimentos. Servem também para diagnosticar as causas que dão origem a essas dificuldades. (1994, p.250)

Segundo MASSETO (1996), o sucesso (ou não) da aprendizagem está fundamentado essencialmente na forte relação afetiva existente entre alunos e professores, alunos e alunos e professores e professores.

Assim sendo, podemos dizer que a atitude deste professor, assim como a de muitos outros que encontramos no nosso dia-a-dia, reflete um profissional não comprometido com o seu trabalho, que não investe suficientemente na sua formação e que, dessa forma, torna-se apenas uma projeção do que foram seus professores, repetindo o mesmo currículo de seus antecessores, resistente a mudanças e um praticante de aulas expositivas monótonas e repetitivas repletas de muita “falação”, distantes das reais necessidades dos alunos, e que, portanto, os induz à desmotivação, à falta de interesse, à indisciplina, à incapacidade de refletir, criar e problematizar situações que poderiam auxiliar na construção de seu conhecimento e caráter.

E por falar em indisciplina, essa não deveria ser uma constante entre professores e alunos. Aulas dinâmicas, divertidas, linguagem clara, objetiva e de fácil entendimento, sempre associando o tema em questão a situações atuais, de conhecimento dos alunos, utilizando mais a explanação verbal do que a lousa (vista como um suporte, apoio para registrar, de forma resumida, alguma informação mais importante), tornam as explicações dadas pelo docente, segundo opinião unânime dos alunos, uma aula motivadora.

Vale a pena continuar ressaltando a atuação de alguns professores, não como modelo inquestionável de docência, mas como fonte de inspiração para que continuemos a buscar um melhor caminho para chegarmos ao coração e à mente de nossos alunos. Um aluno jamais deve permanecer passivo e, mesmo que as respostas dadas sejam incompletas ou incorretas, o verdadeiro educador sempre deve fazer um comentário crítico construtivo: “Você quase conseguiu... Valeu a tentativa!”; ou “Esqueceu, não é? Vamos ver se amanhã você já conseguiu se recuperar da amnésia”. A forma como ele conduz a aula deve despertar a curiosidade pelo ouvir e aprender.
“... o bom professor é o que consegue, enquanto fala, trazer o aluno até a intimidade do movimento do seu pensamento. Sua aula é assim um desafio e não uma ‘cantiga de ninar’. Seus alunos cansam não dormem. Cansam porque acompanham as idas e vindas de seu pensamento, surpreendem suas pausas, suas dúvidas, suas incertezas.” (FREIRE, 1996, p.96)

Um professor deve buscar um aperfeiçoamento constante, ter um carinho especial pela profissão que abraçou e saber utilizar sua autoridade com moderação e imparcialidade. Então, por que não tentar eliminar rapidamente os poucos casos de conversa paralela durante a aula, chamando a atenção dos envolvidos de forma humorada? Por que não conversar, em particular, com qualquer estudante que necessite de uma reprimenda maior? Certamente, todos os alunos o cumprimentarão nos corredores e irão lhe pedir conselhos e orientações. 
"Boa técnica de motivação é ter uma conversa em particular com o aluno. Em que se procura explorar o sentimentalismo e também, quando necessário, falar francamente com o aluno, chamando-o às suas responsabilidades. É imprescindível que ele sinta, apesar das verdades, se necessárias, que o professor é seu amigo e tudo está fazendo para ajudá-lo." (NÉRICI, 1992, p.190)

Estabelecendo um paralelo entre todas essas atuações, podemos afirmar que a disciplina em sala de aula está diretamente ligada ao estilo de prática docente; isto é, à autoridade profissional, moral e técnica do professor. Dessa forma, entre todos os observados, os professores que melhor conseguem este controle são aqueles que dominam o conteúdo que ensinam; não têm receio de dizer que não conhecem a resposta, mas que a irão pesquisar e depois a trarão (e cumprem a promessa); adaptam seus métodos e procedimentos de ensino em função da necessidade de sua clientela; possuem tato em lidar com as diferenças individuais em sala de aula; estão abertos ao diálogo; e demonstram dedicação profissional, senso de justiça, caráter, competência12 e hábitos pedagógico-didáticos necessários à organização do processo de ensino.

Um professor competente está sempre pronto a refletir sobre sua metodologia, sua postura em aula, a replanejar sua prática educativa, a fim de estimular a aprendizagem, a motivação13 dos seus alunos, de modo que cada um deles seja um ser consciente, ativo, autônomo, participativo e agente crítico modificador de sua realidade.

Vale a pena ainda mencionar um outro aspecto relevante no que concerne à relação teoria-prática14 , no caso, representada no exemplo que os professores dão, manifestando sua curiosidade, competência e abertura de espírito. Segundo MASCELLANI:
“O educador que não se organiza de modo satisfatório para questionar as condições dentro das quais vive [...] não conseguirá sequer ter comportamentos autênticos diante daqueles que deve educar, ou, pelo menos, diante dos alunos que estão colocados diante de si, destinatários de sua ação educativa.” (1980, p.128)

De nada adianta falar sobre organização, responsabilidade, ética, autonomia, se, na prática, não houver um planejamento15 das aulas, continuar-se a fazer críticas, pública e abertamente, contra colegas de trabalho, não se reservar algum tempo para o aperfeiçoamento contínuo e utilizar-se dos horários das aulas para realizar tarefas estranhas àquele momento (atualização de diários, correção de provas etc.).

O prazer pelo aprender não é uma atividade que nasce espontaneamente nos alunos, pois, muitas vezes, não é uma tarefa que cumprem com prazer. Para que este hábito possa ser melhor cultivado, é necessário que o professor consiga despertar a curiosidade dos alunos e acompanhar suas ações na solução das tarefas que ele propuser (o não acompanhamento poderá fazer os alunos se sentirem inseguros na realização da atividade proposta, por julgarem-se cobrados a um desempenho para o qual não foram preparados; e, o fornecer as respostas prontas, não permitindo que o aluno problematize e descubra a resposta correta, acomoda-o e prejudica sua autonomia).

Além disso, o aluno deve obter conhecimento não apenas para ter na cabeça muitas informações que, na maioria dos casos, nunca vai utilizar. O conhecimento ideal é aquele que o transforma em um “cidadão do mundo”. No entanto, para que isso aconteça, o papel do professor deve ser a de um “facilitador de aprendizagem”, aquele que provoca no aluno um estímulo que o faça aprender a aprender.

Tornar-se um professor facilitador não é uma tarefa fácil, pois requer a quebra de paradigmas16 ; o aprender a não desistir; a conscientização de que em uma sala de aula não há aprendizado homogêneo e imediato; que a orientação do professor, acompanhando cada passo do aluno, com a intenção de que ele, gradativamente, liberte-se e demonstre seu potencial, é fundamental; a percepção de que a formação continuada17 é uma necessidade, e que uma postura crítica-reflexiva deve fazer parte do seu dia-a-dia.


Notas

Texto orientado pela professora de Prática de Ensino / Estágio Supervisionado Dinéia Hypolitto do curso de Formação de Professores da Universidade São Judas Tadeu. Publicação: Revista Integração: Ensino=Pesquisa=Extensão da Universidade São Judas Tadeu. Ano IX, nº 33, maio.2003.
Denise de Cássia Trevisan Siqueira é bacharel em Letras e licenciada pelo Curso de Formação de Professores pela Universidade São Judas Tadeu; Engenheira Elétrica e Revisora da Editora Universidade São Judas Tadeu; professora de língua inglesa do Colégio da Polícia Militar e de língua portuguesa da Escola Técnica Estadual Camargo Aranha.
1. Aquele que usa com rigor a sua autoridade, não admitindo contradições. Ver ELIAS, Marisa Del Cioppo. Pedagogia Freinet – Teoria e Prática. São Paulo: Papirus, 1996.2. Aquele que está aberto a quaisquer sugestões e críticas que o ajudem a se repensar como profissional a fim de reformular e melhorar sua prática. Ver HYPOLITTO, Dinéia. A formação do Professor o Estágio Supervisionado. São Paulo: Editora Catálise, 2001.3. Aquele que permite que seus alunos pratiquem ou tomem atitudes despropositadas ou desrespeitosas para consigo ou para com seus amigos. Ver FURLANI, Lúcia Maria Teixeira. Autoridade do professor: meta, mito ou nada disso? São Paulo: Editora Cortez, 1991.4. Falta de controle sobre os próprios atos e desrespeito as limitações e anseios das demais pessoas.5. Uso impróprio da autoridade; imposição de forma dominadora, arbitrária e opressora.6. Relativo a aquisição de um conhecimento, a percepção.7. Afeição, simpatia, amizade; conjunto de fenômenos psíquicos que se manifestam sob a forma de emoções, sentimentos e paixões.8. Tendência para sentir o que sentiria caso se estivesse na situação e circunstâncias experimentadas por outra pessoa.9. Direito ou poder de se fazer obedecer, de se dar ordens, de tomar decisões, de agir; que tem influência e age; que tem por encargo fazer respeitar as leis.10. “ Conjunto de princípios e regras elaborado livremente pela pessoa, através do contato com a realidade e da interação com os outros, e interiorizados pela aprendizagem, pela tomada de consciência das exigências da vida pessoa e social, e pela busca da autonomia através da atividade livre”. (HAYDT, Regina Célia Cazaux. Curso de Didática Geral. São Paulo: Ática,1997, p.66)11. Comunicação, exposição de idéias através de perguntas e respostas entre duas ou mais pessoas.12. Competência segundo o Dicionário Aurélio: qualidade de quem é capaz de apreciar e desenvolver certos assuntos... competente é aquele que julga, avalia, pondera, acha a solução e decide.13. Ato de estimular o aluno com a finalidade de tornar a aprendizagem mais produtiva. Ver ZÓBOLI, G.. Práticas de Ensino – Subsídios para a Atividade Docente. 7ª ed. São Paulo: Editora Ática, 1996.14. “É preciso falar, tanto quanto possível, através de ações, e apenas dizer o que é impossível fazer.” (ROUSSEAU, 1990, p.197).15. VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Planejamento: Plano de Ensino – Aprendizagem e Projeto Educativo – elementos metodológicos para elaboração e realização. São Paulo. Libertad, 1995.16. Modelos, padrões.17. “Atividades formativas que ocorrem após a certificação profissional inicial... que visa principal ou exclusivamente melhor os conhecimentos, as habilidades práticas e as atividades dos professores na busca de maior eficácia na educação dos alunos”. (RODRIGUES e ESTEVES, 1993, P.44).
Referências Bibliográficas

CUNHA, M. I. O bom professor e sua prática. Campinas: Papirus, 1994.
ELIAS, M. D. C. Pedagogia Freinet – Teoria e prática. São Paulo: Papirus, 2000.
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
FURLANI, L. M. T. Autoridade do professor: meta, mito, nada disso? São Paulo: Cortez, 1991.
GADOTTI, M.. Convite à leitura de Paulo Freire. São Paulo: Scipione, 1999.
GRISI, R.. Didática mínima. 3. ed. São Paulo: Nacional, 1971.
HAYDT, R. C. C.. Curso de didática 2 Geral. São Paulo: Editora Ática, 1997.
HYPOLITTO, D. (org.). A formação do professor e o estágio supervisionado. São Paulo: Catálise, 2001.
LIBÂNEO, J. C.. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.
MASSETO, M. Didática: A aula como centro. São Paulo: FTD. 1996.
NÉRICI, I. G. Educação e metodologia. São Paulo: Pioneira, 1992.
RODRIGUES, A.; ESTEVES, M. A análise de necessidades na formação de professores. Portugal: Porto. 1993.
ROUSSEAU, J. J. Emílio. Portugal: Europa / América, 1990.
VASCONCELLOS, C. S. Planejamento: Plano de ensino – aprendizagem e projeto educativo – Elementos metodológicos para elaboração e realização. São Paulo: Libertad, 1995.
ZÓBOLI, G. Práticas de ensino - subsídios para a atividade docente. 7. ed. São Paulo: Ática, 1996
 fonte: conteúdoescola

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

DE PROFESSOR A EDUCADOR

Livros são como as estrelas: cada qual com sua grandeza. Este é um jeito que encontrei para iniciar esta resenha. Cada um de nós, em nossa existência, somos estrelas. Estrelas não nos sentidos de pop ou super star, presentes hoje nas diferentes mídias, mas no sentido de que, neste planeta, cada vida é única, singular, própria e capaz de deixar sua História e seus sonhos, suas lutas e utopias, como legado às gerações vindouras.
O trabalho de Dolores perfeitamente se encaixa nesta minha visão das pessoas: somos, todos, estrelas. E cada um de nós, como as estrelas, temos nossa própria beleza e presença, brilho e imanência.
Somos, no Brasil, uma nova geração de psicopedagogos, que trilham juntos o caminho aberto por tantas contribuições das que carinhosamente chamamos desbravadoras. A Psicopedagogia brasileira é fêmea, uterina, fértil, mãe, nascida do sonho de muitas mulheres e poucos homens, mas ao saber que somos poucos, enquanto gênero, muitos somos enquanto masculina energia deste movimento.
Essas desbravadoras matrizes/mães das complexas idéias, ideais e sentidos sobre o fazer psicopedagógico nos geraram: eu e Dolores, além de um outro grande número de novos autores, pesquisadores e apaixonados pela Psicopedagogia, que não cabe aqui historiar.
Brasileiros, filhos jovens desta Psicopedagogia Materna, maternagem do cuidado e do zelo, somos agora uma Psicopedagogia fraterna: irmanados na transcendência do que é passado, buscamos validá-lo e reverenciá-lo não como tradição arcaica, mas como um movimento de percebê-lo em evolução permantente.
Este livro de Dolores Alves é a comunhão e prova disso.
Prefaciado por uma dessas muitas “mães”, nossa mestra Nadia Aparecida Bossa, encontramos aqui um registro de uma trajetória de autoria de vida, mapeado pelo desejo do exercício desta autoria. Subjetividades em interlocução, este trabalho inicia seu percurso de sucesso quando se volta para o espaço das instituições escolares como foco de ação e pesquisa, mas buscando compreender a voz dos professores do ensino básico, um dos principais atores neste cenário.
Na introdução fica claro que o objetivo presentificado é o de aliar saberes humanísticos para desvendar a complexa dinâmica relacional que se estabelece no intercâmbio existente entre afeto e cognição. Ressalta Dolores, com grande docilidade, o fato de que a escola é espaço de constituição de sujeitos e que, na manifestação da capacidade humana da afetividade, pode continuar a ser um lócus de construção do conhecimento.
Neste sentido, se faz necessário refletir sobre a condição humana, pois é com os valores que expressamos em nossas ações que reverberam as interlocuções que mantemos com os outros, com o mundo e conosco.
Ao pontuar que “o ser humano, ao longo de sua existência, foi delineando valores na medida das necessidades determinadas pelo momento histórico”, Dolores colabora com a nossa ampliação de olhares sobre a Psicopedagogia quando nos propõe a refletir sobre como estes valores são essenciais para o desenvolvimento do afeto, modo que, também acredito como ela, é o único capaz de estabelecer novos significados e sentidos para as ações humanas presentes nos atos de ensinagens e aprendências.
No primeiro capítulo, “Os Valores na História e a História dos Valores” são as bases teóricas de sua produção que tornam “palavrascorposentimento”, pois a autora límpidas águas da Filosofia e da Psicologia ingere para criar sua trama de idéias que justifica sua empreitada reflexiva. Dolores fala de si mesma quando passeia pelo seu próprio percurso de aprendente em Psicopedagogia, pois neste movimento de pesquisar autores que construíram as bases para uma educação humanística, desenvolve sua autoria de pensamento e cria interesse síntese deste seu caminhar.
“Ofício de professor: da teoria a ação”, segundo capítulo desta obra, é uma viagem aos pressupostos teóricos que iluminaram, no século passado, a história das idéias educacionais, principalmente das que foram referências às ações dos professores e suas opções ideológicas e escolhas metodológicas.
Algumas interessantes provocações ao nosso pensar são postas em cena quando contemporiza a seguinte questão: “o que desejamos desta prática tão especial da qual depende o futuro da humanidade ´o humano do humano` ?”
“Psicopedagogia: em busca do sujeito autor”, capitulo terceiro deste livro, revela a magia do encontro construído, de modo gradual e contínuo, pela própria formação da autora, pois é neste espaço da construção de sua autoria que Dolores desvela sua subjetividade e intercambia seus pensares nas relações dialógicas e intersubjetivas. Entre outros tantos importantes referenciais, cita Edgar Morin com sua auto-ética, estabelecendo interessantes idéias entre o pensamento complexo e a autoria de pensamento.
Suas palavras corporificam um desafio para todos nós, que atuamos com pessoas. Pura poesia é ler sua autoria sobre liberdade: “Liberdade que se consegue por meio da cultura, da auto-ética, do conhecimento compartilhado que se transforma em sabedoria. Sabedoria que se concretiza quando temos a possibilidade de despertamos o humano humano.” E nos brinda e finda, com poesia linda, “Ser autor é...” este terceiro capítulo.
O capítulo seguinte “Estratégias de investigação: em busca de uma metodologia psicopedagógica” é onde temos o aprofundamento científico e novo paradigmático de todo este percurso vivenciado por Dolores, pois sistematiza aspectos reflexivos sobre a importância dos valores do professor.  Sua pesquisa, ação e vivência constituem uma Análise Clínica Qualitativa, carregada de sonoridades e silêncios, de objetividades e subjetividades que só o olhar ampliado e a sensibilidade ao analisar os conteúdos expressos em seus 27 questionários podem revelar.
Neste aspecto, aprendeu Dolores com Márcia Andrade, outra incansável e produtiva pesquisadora brasileira voltada aos processos de autoria de pensamento, que é essencial um olhar psicopedagógico que se preocupe com a subjetividade e suas demandas.
  Em suas considerações finais, Dolores tece sua trama na urdidura do conjugar verbos/ações que nos sensibilizam para o sentido maior de expressar o amar humano. É como se pudéssemos ouvir vozes angelicais que reconhecem o nascimento de uma nova Psicopedagogia Brasileira, que venho gradualmente denominando de Psicopedagogia Vivencial Humanística, onde o olhar ganha status de categoria e o desejo sentido de autoria.
A humildade, húmus da humanidade para a Idade da Vida, ressoa nesta obra. Para Dolores, todo meu afeto, pois com ela cantei e teci fios de amorosidade. Se “somos todos nós anjos de uma só asa, e só podemos alçar vôo se estivermos abraçados uns aos outros”, como nos ensinou Buscáglia, Dolores eu abracei e alcancei altitudes só possíveis às águias.
   
Joao Beauclair
Publicado no Recanto das Letras em 17/10/2006
Código do texto: T266465
 
DE PROFESSOR A EDUCADOR
CONTRIBUIÇÕES DA PSICOPEDAGOGIA: RESSIGNIFICAR OS VALORES E DESPERTAR A AUTORIA
Maria Dolores FOrtes Alves
Editora WAK, 2006.

sábado, 30 de outubro de 2010

Receita com e sem Alfabeti

Vasculhando minhas coisas de quatro anos de faculdade descobri um material muito legal que aos poucos estarei postando. Espero que curtam tanto quanto eu.


Receita de Alfabetização
Ingredientes:
1 criança de 6 anos
1 uniforme escolar
1 sala de aula decorada
1 cartilha
 
Preparo:Pegue 1 criança de 6 anos, limpe bem, lave e enxágüe com cuidado. Enfie a criança dentro do uniforme e coloque-a sentadinha na sala de aula (decorada com motivos infantis). Nas oito primeiras semanas, sirva como alimentação exercícios de prontidão. Na nona semana, ponha a cartilha nas mãos da criança.Atenção:tome cuidado para que ela não se contamine com o contato de livros, jornais, revistas e outros materiais impressos.Abra bem a boca da criança e faça com que ela engula as vogais. Depois de digeridas as vogais, mande-a mastigar uma a uma as palavras da cartilha. Cada palavra deve ser mastigada no mínimo sessenta vezes. Se houver dificuldade para engolir, separe as palavras em pedacinhos.Mantenha a criança em banho-maria durante quatro meses, fazendo exercícios de cópia. Em seguida, faça com que a criança engula algumas frases inteiras. Mexa com cuidado para não embolar.Ao fim do oitavo mês, espete a criança com um palito, ou melhor, aplique uma prova de leitura e verifique se ela devolve pelo menos 70% das palavras e frases engolidas.Se isso acontecer considere a criança alfabetizada. Enrole-a num bonito papel de presente e despache-a para a série seguinte.Se isso não acontecer se a criança não devolver o que lhe foi dado para engolir, recomece a receita desde o início, isto é, volte aos exercícios de prontidão. Repita a receita quantas vezes for necessário. Se não der resultado, ao fim de três anos enrole a criança em um papel pardo e coloque um rótulo: Aluno Renitente.Se não gostar da receita PARABÉNS.Nesse caso use a alfabetização sem receita.

Alfabetização sem Receita

Pegue uma criança de seis anos mais ou menos, no estado em que estiver, suja ou limpa, e coloque-a numa sala de aula onde existam muitas coisas escritas para olhar, manusear e examinar.Sirva jornais velhos, revistas, embalagens, anúncios publicitários, latas de óleo vazias, caixas de sabão, sacolas de supermercado, enfim, tudo o que estiver entulhando os armários de sua casa ou escola e que tenha coisas escritas.Convide a criança para brincar e ler, adivinhando o que está escrito. Você vai descobrir que ela sabe muita coisa!Converse com a criança, troque idéias sobre quem são vocês e as coisas que gostam ou não. Depois escreva no quadro algumas coisas que forem ditas e leia para ela.Peça à criança que olhe as coisas escritas que existem por aí, nas ruas, nas lojas, na televisão. Escreva algumas dessas coisas no quadro.Deixe a criança cortar letras, palavras e frases dos jornais velhos. Não esqueça de pedir para que ela limpe a sala depois, explicando que assim a escola fica limpa.Todos os dias leia em voz alta alguma coisa interessante: historinhas, poesia, notícia de jornal, anedota, letra de música, adivinhação, convite, mostre numa nota fiscal algo que você comprou, procure um nome na lista telefônica. Mostre também algumas coisas escritas que talvez a criança não conheça: dicionário, telegrama, carta, livro de receitas.Desafie a criança a pensar sobre a escrita e pense você também. Quando a criança estiver tentando escrever, deixe-a perguntar ou ajudar o colega. Aceite a escrita da criança. Não se apavore se a criança estiver comendo letras. Até hoje não houve caso de indigestão alfabética?.Invente sua própria cartilha, selecione palavras, frases e textos interessantes e que tenham a ver com a realidade da criança. Use sua capacidade de observação, sua experiência e sua imaginação para ensinar a ler. Leia e estude sempre e muito.

A educação financeira: de casa para a escola

Desde agosto deste ano, 450 escolas públicas dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Tocantins e do Distrito Federal iniciaram aulas do projeto-piloto de educação financeira, que pretende chegar a mais de 200 mil instituições de ensino e combater o “analfabetismo financeiro” no País.
Com esse curso, os estudantes irão aprender mais sobre temas que interessam a todos, mas apavoram até mesmo os adultos pós-graduados, como orçamento doméstico, poupança, aposentadoria, seguros e financiamentos. Esse piloto vai envolver 15 mil estudantes do ensino médio nessa primeira etapa e será estendido às escolas do ensino fundamental no próximo ano. A partir de 2012, o programa didático deve ser aplicado nas 200 mil escolas da rede pública do País.
Uma vez que vivemos em uma sociedade com forte apelo consumista e sofisticadas estratégias de marketing, que nos bombardeiam constantemente, a escola e a família precisam ensinar fundamentos de responsabilidade financeira às crianças logo cedo, para evitar criar consumidores vorazes e irresponsáveis. Ocorre que a atual geração de pais demonstra dificuldade na orientação financeira de seus filhos, pois viveu o auge da hiperinflação no Brasil, período em que o ritmo de aumento de preços era frenético e a resposta a esse quadro era consumir tudo o que fosse possível o quanto antes; afinal, no dia seguinte, já custaria mais caro. Diante desse contexto, precisamos de um novo olhar sobre as relações de consumo e, sobretudo, criar estratégias de abordagem desse tema com nossos filhos. O autocontrole sobre as finanças deve ser praticado desde a infância, para que o jovem não chegue despreparado à fase adulta. Inevitavelmente, tem de haver planejamento, organização e disciplina, porque não existe mágica. Para alguns, isso pode soar como inatingível, mas essas habilidades no controle orçamentário podem ser conquistadas com ações simples e que estão ao alcance de todos.
Além das atividades em sala de aula, é importante que o assunto "dinheiro" seja conversado e discutido em família, sem tabus. Os limites do orçamento familiar precisam ficar claros e o envolvimento de todos é importante, assim como a definição de prioridades e dos grandes projetos familiares.
Um exercício prático é dar uma quantia fixa de dinheiro à criança, com uma periodicidade preestabelecida. O pequeno economista deve ser orientado sobre como administrar suas contas, incluindo hábitos como pesquisar preços – para entender o que é caro e barato – e poupar, definindo objetivos de curto e de longo prazo. Ele precisa ser responsável pelas escolhas que faz. Se, apesar das conversas, os filhos gastarem todo o dinheiro antes do prazo combinado e pedirem mais, os pais precisam ser firmes e dizer não.
Todavia, de nada adiantará o discurso se as crianças e adolescentes constatarem que seus pais consomem por impulso e sem planejamento. Dar o exemplo é uma das atitudes mais importantes, seguida pelo planejamento cuidadoso a respeito das estratégias para presentear os filhos, já que o excesso de mimos dificulta o entendimento prático das dificuldades que nossos filhos enfrentarão na vida adulta.

Texto de Marcus Mingoni, diretor de Operações da Divisão de Sistemas de Ensino da Editora Saraiva.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

EVENTOS

Congresso: 8º Congresso Brasileiro de Autismo
Data: 28 a 30/10/2010
Tema: Saúde Mental e Educação Especial Inclusiva
Local: Estação Cabo Branco, João Pessoa (PB)

Curso: Histórias Sociais
Data: 30/10/2010 - 08h30 às 15h30 - Tutor: Vera Juhlin
Duração: 7h - Valor: R$ 150,00
Local: Rua Luis Gama, 890, Cambuci – S. Paulo, SP.

Palestra:  "A Sindrome de Asperger dentro do Espectro Autista" http://goo.gl/vt6T
Data: 30/10/2010, 14h00
Palestrantes: Camille Groetars (Idealizadora do Blog do Lipe sobre S. Asperger) e Priscila Félix (Fonoaudióloga)
Local: APADEM, Av. Beira-Rio, 413, Voldac, Volta Redonda, RJ

Curso: Programa Son-Rise - Workshop Nível 1
Inspirados pelo Autismo
Datas: 5, 6 e 7 de novembro de 2010 (sex., sáb. e domingo)
Local: Centro Empresarial Rio, Praia de Botafogo, RJ
Horário: 9:00 às 17:30 - Inscrições limitadas
Inscrições abertas até o dia 29 de outubro de 2010
(sexta-feira), ou até que as vagas sejam preenchidas.
Valor: R$750,00 por participante, veja no site política de descontos;    Mais informações:http://www.inspiradospeloautismo.com.br/Workshops/Intro/Intro.html

I Seminário Paulista do Espectro do Autismo
Data: 06.nov.2010, das 9h00 às 14h00
Realização: Defensoria Pública do Estado de São Paulo em parceira com o Movimento Pró Autistas de entidades de pessoas com deficiência
Local: Auditório de Defensoria Pública do Estado de São Paulo -- Rua Boa Vista, 200 – térreo (próximo à Estação do Metrô São Bento)
Público-alvo: Pais, familiares, profissionais, parlamentares, estudantes e sociedade em geral.
Inscrições gratuitas: Através do preenchimento de ficha de inscrição que deve ser enviada para o e-mail:  movimentoproautistas@yahoo.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Mais informações: Blog Falando de Autismo ou pelos telefones (11) 8274-0019 (Ana Ruiz) ou (11) 7303-2963 (Heloisa).

Curso: Atividades Básicas da Vida Diária (ABVDs)
AMA (SP)
Data: 06/11/2010 08h00 às 12h00 Local: Rua Luis Gama, 890, Cambuci, São Paulo, SP.
Valor: R$ 80,00 até 30-10-2010, após acréscimo de 50%, valor R$ 120,00  Mais informações em http://www.ama.org.br/public/listaCursos.php?tipoCurso=1

Curso: PECS e Alfabetização de crianças com necessidades especiais
Data: 6 e 7 de novembro de 2010
Ministradora: Vera Juhlin (Suécia)
Local: Faculdades EST – Auditório do Prédio H (Rua Amadeo Rossi, 467, Morro do Espelho, São Leopoldo/RS)
Duração: 20 horas
Valor: de R$ 120,00 (grupo de 3, à vista) a R$ 160,00 (individual, parcelado)

Curso: "Nova técnica para atendimento do paciente Autista"
Ministradora: Dra.Adriana Gledys Zink
Realização: 20 de novembro de 2010 - sábado
Horário: Das 9 às 12h
Gratuito
local:Associação Paulista de Cirurgiões-dentistas
Rua Voluntários da Pátria 547 em frente a Rodoviária do Tietê
público: pais e profissionais
temas abordados:

  • método tradicional de abordagem para o tratamento odontológico
  • método utilizado pela palestrante e experiência profissional com a técnica
  • como higienizar os dentes em casa respeitando o tempo do paciente
  • importância da prevenção


Curso: Relation Play
Data: 27/11/2010 08h00 às 15h00
Tutor: Giselle Taiuni e Murilo Nosella
Local: Rua Luis Gama, 890, Cambuci - São Paulo, SP
Valor: R$ 120,00 até 20-11-2010, após acréscimo de 50%, valor R$ 180,00 - Mais informações em http://www.ama.org.br/public/listaCursos.php?tipoCurso=1

Curso: Alfabetização para crianças com autismo
Data: 09/10/2010 - Carga horária: 10 horas
PALESTRANTE: Beatriz Cunha
CIDADE: São José dos Campos – SP
Valor: R$180.00
PUBLICO ALVO: FISIOTERAPEUTAS, T.Os, PEDAGOGOS,
FONOAUDIÓLOGOS, NEUROPEDIATRAS, PSICÓLOGOS,
FACILITADORES E FAMILIARES

 FONTE: REVISTA AUTISMO

Nem especial, nem regular, nem pra "normais", nem pra "deficientes"...apenas educação, porque chegará o dia que educação será uma coisa só.

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