Quem sou eu

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MARAVILHOSA, Rio de Janeiro, Brazil
Diante de tanta contradição da vida, aprendi que devo ter alto astral acima de qualquer coisa!Eu nunca imaginei que seria pedagoga. Não me preparei para isso. Ela chegou sem que eu preparasse o seu caminho e por isso fiquei tão apaixonada. Essa é para mim a profissão mais linda e digna que existe... Sem sonharmos e idealizarmos algo melhor, nunca poderemos alcançar um diferencial.Essa é minha ideologia e não posso deixar que apaguem por não acreditarem que existe solução para a educação do nosso país,"Não,podemos viver sem ideologias, ter sucesso sem acreditar em valores fortes, concretos,lutar por nossos objetivos sem acreditar que eles serão alcançados,almejar uma vida de realizações soterrando nossas verdadeiras crenças.Tenha suas ideologias muito bem definidas e paute sua vida sobre elas. Não tenha medo do que os outros vão pensar se você está realmente convicto no que acredita ser o certo,não tenha medo de fracassar embasado nelas, aprenda que neste mundo nada é absolutamente ruim ou bom e que sempre,terá que defender suas escolhas e pagar por elas." Eu estou consciente pela escolha que fiz na minha vida profissional,e você?

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Este espaço é algo criado por mim para dividir, com todos que, assim como eu, adoram de fato o que fazem dentro da educação, um pouco do que pesquiso na internet e também do que tenho de material voltado à esta área que de fato sou louca de paixão.

Peço desculpas pela demora em atualizar os conteúdos.

No mais, a todos que visitam este blog, espero que até o momento tudo que há de conteúdo esteja sendo agradável.

Com carinho,

Lu Moraes
contato: luciana.moraesmaluf@gmail.com
msn: pedlumoraes@hotmail.com

“Ninguém começa a ser educador numa certa terça-feira às quatro horas da tarde. Ninguém nasce educador ou marcado para ser educador. A gente se faz educador, a gente se forma, como educador, permanentemente, na prática e na reflexão sobre a prática”

(Paulo Freire, em “A educação na cidade”)

“Ser professor é um privilégio. Ser professor é semear em terreno sempre fértil e se encantar com a colheita. Ser professor é ser condutor de almas e de sonhos, é lapidar diamantes" Gabriel Chalita

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Eu fico com a pureza da resposta das crianças: a vida é bonita.
Viver e não ter a vergonha de ser feliz.
Cantar e... cantar e ...cantar a eterna beleza de ser aprendiz.
Eu sei que a vida devia ser bem melhor. E será.
Mas issoo impede que eu repita: é bonita, é bonita, é bonita!
(Gonzaguinha).

"Há os que adquirem conhecimento pelo valor do conhecimento - e isto é vaidade de baixo nível. Mas há os que desejam tê-lo para edificar outros - e isto é amor. E há outros que o desejam para que eles mesmos sejam edificados - e isto é sabedoria." - (Bernardo de Claraval)
"Todas as postagens que não são de minha autoria é dado o devido crédito e citado a fonte, até porque quando se copia algo de alguem a intenção não é fazer plágio, e sim divulgar as informações para um maior número de pessoas favorecendo assim o conhecimento."
Lucia Araújo/cc: Luciana Moraes

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Saber mentir é sinal de inteligência em crianças

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A capacidade de uma criança pequena de contar mentiras pode ser um sinal de inteligência, segundo um estudo feito no Canadá e divulgado pelos jornais britânicos The Times e Daily Mail nesta segunda-feira.
Segundo os cientistas responsáveis pela pesquisa, os complexos processos mentais envolvidos na formulação de uma mentira são um indicador de que a criança atingiu um importante estágio no seu desenvolvimento, e algumas passam por essa mudança antes que outras.
O estudo, realizado pelo Instituto de Estudos da Criança da Universidade de Toronto, no Canadá, envolveu 1,2 mil crianças e jovens com idades entre dois e 17 anos.
Apenas um quinto (20%) das crianças de dois anos avaliadas no estudo mostraram ser capazes de não falar a verdade. Já aos quatro anos, 90% das testadas mentiram.
Brinquedo
O diretor do instituto, Kang Lee, testou a honestidade das crianças dizendo a elas que não olhassem para um brinquedo colocado atrás delas.
Depois, disse que tinha de sair da sala para atender a um telefonema. Uma câmera escondida monitorou as reações das crianças.
Ao retornar, ele perguntou se a criança havia virado para olhar o brinquedo, e depois o pesquisador comparou as respostas com o material gravado.
Kang Lee afirmou que os pais não devem ficar preocupados se seus filhos contarem mentiras.
"É um sinal de que alcançaram um novo marco no seu desenvolvimento", disse ele ao Times. "Os que têm melhor desenvolvimento cognitivo mentem porque são capazes de esconder as pistas."
Kang disse que a mentira só é possível porque as crianças adquiriram a habilidade de realizar um complexo malabarismo mental que envolve guardar a verdade em algum compartimento no cérebro.
Segundo os pesquisadores, pais mais severos ou uma educação religiosa não interferem na habilidade ou frequência de mentiras.
Os cientistas também disseram que aparentemente não há relação entre saber contar mentiras logo cedo e desonestidade na vida adulta.

Ter livros em casa eleva educação das crianças

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Os pais que têm livros em casa aumentam o nível de educação que seus filhos irão atingir, independentemente dos fatores sociais ou da cultura de cada país. Essa conclusão foi feita por um estudo Universidade de Nevada, nos EUA, que analisou 70 mil casos em 27 países e levou 20 anos para ser concluído. A pesquisa da Universidade de Nevada , auxiliada pela Universidade da Califórnia e Los Angeles e pela Universidade Nacional Australiana, foi o maior e mais abrangente já realizado sobre o que influencia o nível de educação que a criança alcançará ao longo da vida.
Durante anos, os educadores pensavam que as pessoas que atingiam altos níveis de educação tinham os pais altamente qualificados. Mas, surpreendentemente, este estudo mostrou que também faz diferença quando a criança é criada em um lar sem livros ou criada em um lar com uma biblioteca com 500 livros, por exemplo.
Os dois fatores, pais alfabetizados (com cerca de 3 anos de ensino) ou com formação universitária (de 15 a 16 anos de escolaridade) e ter um número considerável de livros em casa, impulsiona em média 3,2 anos adicionais de educação para a criança.
A autora e coordenadora do estudo, Mariah Evans, estava particularmente interessada em descobrir maneiras de beneficiar a educação de filhos de pais com menor grau de escolaridade. "Que tipos de investimentos deveríamos estar fazendo para ajudar essas crianças chegar à frente? Os resultados deste estudo indicam que a obtenção de alguns livros em suas casas é uma forma barata de ajudar essas crianças a ter sucesso", afirma a pesquisadora.
Ela ressaltou ainda que quanto mais livros os pais conseguirem agregar na biblioteca melhor, no entanto, tendo apenas 15 ou 20 exemplares em casa já há um impacto significativo sobre a propulsão do filho para maior nível de escolaridade.
O estudo mostrou, ainda, que não importa a condição socioeconômica dos pais (se são ricos ou pobres) e a condição cultural do país, ter livros em casa agrega vantagens em qualquer circunstância. Na China, por exemplo, com 500 livros em casa, as crianças adquirem 6,6 anos a mais de educação. Já nos Estados Unidos, o efeito é de 2,4 anos, porém ainda constitui uma vantagem significativa.
Os pesquisadores ficaram impressionados com o forte efeito que ter livros em casa tinha sobre a realização educacional das crianças, mesmo além de fatores como nível de escolaridade e ocupação dos pais, PIB e sistema político do país.

Sonhar pode ajudar na aprendizagem e memória

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Estudo esclarece qual o papel desempenhado especificamente pelo sonho na fixação da memória.
Sonhar um pouco sobre as matérias que estão estudando para prestar uma prova importante na escola pode ajudar os estudantes a terem um bom desempenho no teste. Mas se não sonharem nada ou muito sobre o que estão aprendendo nas noites que antecedem o exame, o resultado pode ser exatamente o inverso e provocar o temido “branco” ou “apagão” da memória. É a conclusão a que estão chegando os pesquisadores do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra (IINN-ELS) por meio de experiências inusitadas.
Em 2007, os neurocientistas do Instituto dirigido pelo cientista brasileiro Miguel Nicolelis iniciaram uma pesquisa com 22 apreciadores do popular e controverso videogame “Doom”, em que o jogador é transformado em um fuzileiro espacial e precisa exterminar criaturas bizarras, como monstros e zumbis. Durante a experiência, os pesquisadores observaram que os jogadores que não sonharam ou sonharam muito com o jogo nas noites que passaram no laboratório do IINN-ELS, ligados a um aparelho de eletroencefalograma, foram mal no jogo. Já as que sonharam um pouco sobre ele apresentaram um desempenho melhor.
“Observamos que houve uma relação direta entre os sonhos e a performance dos jogadores”, afirma o neurocientista e chefe de laboratório do IINN-ELS, Sidarta Ribeiro. “À medida que sonhavam com o jogo, eles jogavam melhor. Mas se sonhavam muito com ele e ultrapassavam um determinado limite de sonho jogavam mal”, diz. O especialista abordará esse assunto em uma conferência que fará na 62ª Reunião Anual da SBPC – evento que a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) realizará de 25 a 30 de julho em Natal (RN).
De acordo com Ribeiro, o estudo, que está quase pronto para publicação, não demonstra categoricamente que o sonho melhora a aprendizagem. Mas sugere que ambos estão fortemente relacionados e ajuda a elucidar o papel desempenhado especificamente pelo sonho no processo de sono-aprendizagem. Até hoje o que se sabia é que o sono pode ajudar na aprendizagem e melhorar a memória, e que a maioria das pessoas sonha durante a fase do sono leve, ou REM, que é a melhor para recordação de memórias e é caracterizada pelo rápido movimento dos olhos.
“A ideia que estamos trabalhando é que o sonho é um processamento da memória”, revela. “Se nós prestarmos atenção no nosso dia-a-dia, quando temos um nível de estresse baixo e sonhamos moderadamente, retemos mais memória. Mas se ficamos muito estressados e não sonharmos, o resultado é exatamente o oposto”, compara.
Sonhos violentos – O especialista explica que escolheram um jogo tão violento como o “Doom” para realizar a pesquisa porque os próprios sonhos têm um contexto violento e guardam uma relação antropológica com os nossos ancestrais mais longínquos que, ao acordarem, tinham que matar ou morrer. “Nós não podíamos pegar uma situação da vida de um sujeito comum de hoje para realizar a pesquisa”, conta Ribeiro. “Tentamos replicar uma situação de risco de predação vivida pelos nossos ancestrais para expor os participantes da pesquisa a uma situação de estresse”.
Fonte:viver bem

Meu filho não come! E agora?

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Saiba como lidar com esse dilema e garantir uma alimentação adequada e saudável às crianças
Para muitas mães, a hora das refeições é a verdadeira hora do pesadelo! Não importa o tempo dedicado para tentar tornar a comida mais apetitosa e bonita (seja desenhando carinhas com arroz e feijão ou disfarçando as verduras no meio de hamburgueres). A resposta de algumas crianças é sempre um sonoro ‘não’ seguido de uma cara emburrada e chorosa. E é aí que começa o teste de paciência. Sem forças para lutar após desgastadas – e frustradas – tentativas, os pais amolecem e acabam cedendo ao encantos dos pequenos e não inistem mais com a comida.
Essa prática é muito perigosa, tanto para os pais quanto, principalmente, para as crianças. A desnutrição é sinônimo de falha de crescimento, pode causar anemia e tem efeitos negativos na saúde geral da criança. E mesmo em crianças bem nutridas e saudáveis, não fazer um desjejum tem efeito negativo sobre o seu desempenho cognitivo.
Esse problema, geralmente, tem início a partir dos 2 anos de idade, que é quando a criança já desenvolve uma certa autonomia ao passar da alimentação infantil (papinhas e mamadeira) para um formato mais adulto, com a inclusão de alimentos sólidos. Essa mudança faz com que os pais estranhem a criança, que antes ‘comia de tudo’, e depois passa a rejeitar qualquer tipo de alimento.
Chamadas de picky eaters (ou ‘comedores seletivos’), essas crianças têm um comportamento alimentar que pode variar, desde excluir determinados grupos de alimentos (sendo os mais comuns as verduras, legumes e peixes), pular refeições ou, ainda, comer muito pouco. O problema é mais comum do que se imagina: estima-se que cerca de 50% das crianças entre 2 e 5 anos possam ser consideradas picky eaters. Apesar de passageiro, o problema causa diversos transtornos que afetam tanto a criança (progresso cognitivo, desenvolvimento e crescimento) quanto os pais (brigas entre o casal, stress).
Diante deste cenário, surge a principal pergunta: Como lidar com uma criança que possui dificuldades em se alimentar? Antes de se tomar qualquer atitude, o ideal é procurar o auxílio de um profissional. O pediatra ou o nutriciosta têm propriedades e conhecimentos necessários para saber lidar com essa situação, identificando a causa e indicando o melhor caminho a ser seguido.
O tratamento de readequação alimentar deverá incluir orientações nutricionais, comportamentais e psicológicas; mas não só para as crianças como também para os pais e irmãos. Isso porque os hábitos alimentares dos pais exercem papel fundamental na criação dos filhos e, mais, uma criança poderá influenciar a outra (no caso, seu irmão), disseminando o transtorno. Por isso, o tratamento multidisciplinar e extensivo é de extrema importância.
Em muitos casos, o uso de suplementos nutricionais se faz necessário, o mais importante, é saber definir qual é o produto indicado. O mais importante é buscar por um que conte com uma fórmula completa e balanceada, diluída em água, que garanta a ingestão dos nutrientes essenciais para preencher as lacunas nutricionais na fase em que a criança não come adequadamente. Seguir algumas dicas e apostar em suplementos nutricionais como o PediaSure, desenvolvido pela Divisão Nutricional da Abbott Laboratórios, podem melhorar o aporte nutricional dos pequenos e acalmar os ânimos à mesa. Suplementos como este são uma alternativa de incrementar a dieta infantil e evitar que a criança fique em risco nutricional enquanto passa pelo processo de adaptação a uma dieta mais saudável.
Paralelamente, não se pode lançar mão de algumas estratégias para despertar o interesse dos pequenos pela comida balanceada. Apostar em preparações mais atrativas para a criança pode ser uma boa dica. Apresentar pratos coloridos, fazer carinhas com a comida e oferecer o alimento rejeitado pelo menos dez vezes, em refeições e com apresentações diferentes (modo de preparo: cozido, frito, assado, purê).
O ideal é brincar com o alimento, mas não brincar com a alimentação. Isto é, não distrair, não enganar, não forçar, não castigar ou premiar. O famoso aviãozinho, por exemplo, está fora de cogitação, pois é uma maneira de enganar e distrair a criança quando na verdade, ela precisa se concentrar na atividade da refeição, sentir o sabor dos alimentos e entender a sensação de fome e de saciedade. Com uma distração – por exemplo, uma TV ligada - a criança, e qualquer pessoa, come automaticamente. Às vezes, pode comer mais do que o suficiente para saciar sua fome. É muito importante que os pais imponham limites aos filhos – horários para as refeições, locais apropriados, ritmo de alimentação sem exageros na duração.
Fonte:viver bem

Distúrbio do sono na infância

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O problema traz prejuízos na fase adulta
Deitar sempre em um mesmo horário, falar pouco e não se agitar durante a noite, não ter pesadelos, dormir o número de horas suficiente para cada idade, acordar sozinho, recuperado e bem disposto para um dia de mais atividades. Será que todas as crianças conseguem isso? Parece até um sonho, não é mesmo? De acordo com o médico pediatra e homeopata Dr. Yechiel Moises Chencinski, sempre que houver uma alteração nessa dinâmica, o resultado pode não ser satisfatório. Começar um dia após uma noite mal dormida ou mesmo em claro costuma trazer problemas.
"Não só para a criança, mas para todos nós, um dia produtivo só pode começar após uma boa noite de sono", afirma o médico. "Nossas 'baterias', muito exigidas durante nosso período de atividade, são recarregadas durante a noite e, para isso, é fundamental que esse período seja vivenciado com uma diminuição da atividade metabólica. Assim, podemos carregar nossas baterias sem gastá-las ao mesmo tempo".
Para o Dr. Moises, competitividade, cobranças, obrigações, muitas atividades extracurriculares, ambiente familiar conturbado ou até mesmo doenças próprias da infância - como febres e resfriados, por exemplo -, são fatores que podem interferir no sono das crianças. "Naquelas um pouco maiores, distúrbios emocionais, inclusive ansiedade e depressão - que são mais comuns do que se imagina - também podem interferir no adormecer e na qualidade do sono", salienta.
Não há como medir o tamanho dos prejuízos. Os problemas vão desde queda de atenção e rendimento escolar, alterações na alimentação, no humor, até danos ao desenvolvimento - isso porque o GH (hormônio do crescimento) tem maior liberação na fase do sono. "Se a criança tem dificuldades à noite, essa liberação pode ser prejudicada", explica o especialista. Ele aponta que os distúrbios podem aparecer na infância e se manter na fase adulta. Insônia, distúrbio de atenção, mudanças de humor e outras alterações como obesidade, por exemplo, podem ter origem na infância.
Como tratar crianças com distúrbios do sono
"O ideal não é tratar as crianças com problemas, mas sim criar condições para que essas crianças consigam ter um ritmo e uma rotina adequados para a idade", comenta o Dr. Moises. "As rotinas devem ser estabelecidas desde os primeiros meses de idade, com limites tanto nos horários para ir para cama à noite quanto para acordar de manhã", confirma.
No caso de crianças, é comum a indicação de medicamentos homeopáticos ou fitoterápicos para o tratamento de distúrbios do sono, estresse e ansiedade em crianças, pois são de fácil acesso e não apresentam contraindicações nem efeitos colaterais.

Ciranda ou Amarelinha?

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Ciranda e amarelinha são algumas das atividades que divertem e ensinam a molecada. Cada brincadeira assume uma função no desenvolvimento das crianças
Quem é que não se lembra com saudade das brincadeiras de ciranda, amarelinha, cabra-cega e de tantas outras travessuras que fazem da infância um momento mágico?
Para a criançada, as brincadeiras são atividades obrigatórias na rotina e ai de quem tentar impedi-las de viver as aventuras e emoções sentidas durante cada jogo. Mas não é só isso.
Quando brincam de passatempos que fazem parte do universo infantil, as crianças aprendem noções de espaço e tempo, aprendem a dividir com os outros coleguinhas, memorizam sequências e muito mais.
Por isso, as brincadeiras durante esta fase tão bonita da vida são mais do que bem-vindas e devem ser incentivadas por pais e familiares.
"Cada uma destas brincadeiras promove um aprendizado motor e cognitivo diferente. O ideal é que os pais acompanhem de perto a participação dos filhos nestas atividades e percebam se eles têm alguma dificuldade de executar algum movimento ou de captar a lógica do jogo", explica a psicóloga Cida Lessa.
"Quando brinca, a criança aprende a treinar sua agilidade, força e equilíbrio, além de aguçar ainda mais seus reflexos. Mas cada idade exige um exercício específico, o que não exclui a prática de outros. O ideal é despertar estas aptidões até os sete anos de idade quando a criança começa a aprimorar os movimentos que aprendeu até então", explica o fisiologista da Unifesp, Renato Romani.

A seguir, veja as vantagens de praticar cada atividade.

Ciranda
Além da noção de espaço e o equilíbrio, a ciranda revive as cantigas lúdicas que têm papel importante na formação da garotada na medida em que despertam a imaginação e ajudam na desenvoltura na hora de falar com outras pessoas.
"Na ciranda, as crianças cantam, dançam e interagem entre si estreitando laços, o que faz com que fiquem mais extrovertidas além do domínio do equilíbrio e da linguagem, já que fazem todas estas atividades simultaneamente", explica Cida Lessa.

Cabra-cega
Este é um exercício bastante complexo porque exige da criança equilíbrio, noção de espaço e estimula todos os sentidos. "Para compensar a ausência da visão, a criança aguça a audição, olfato e percepção, daí a eficiência cognitiva e motora da brincadeira", explica Renato Romani.
"Ao privar as crianças da visão, a cabra-cega desperta a imaginação para monstros e fadas que podem aparecer a qualquer momento sem que a criança possa ver, já que está com os olhos vendados. É uma viagem que proporciona adrenalina e medo, mas que faz com que a molecada sinta o prazer das descobertas e a possibilidade da incerteza", explica Cida.

Esconde-esconde
Velocidade, equilíbrio, competição, noção de espaço e resistência física. Estas são apenas algumas das aptidões desenvolvidas nesta brincadeira.
"A criança é estimulada a correr, disputar espaço e superar seus limites. É um excelente exercício de resistência física e integração ao grupo", afirma Cida. "Qual criança não gosta de competição? As atividades, quando competitivas por vontade da criança e não por imposição dos pais, se tornam prazerosas e ensinam as crianças a superarem as perdas", explica Romani.
"Se a atividade for condicionada pelos pais, ela sai do limite e perde o efeito. O corpo só responde positivamente a estímulos compatíveis com a resistência de cada um. Quando a criança é pressionada a trazer resultados ou a praticar uma atividade que não gosta, descarrega em seu corpo um estresse maior do que consegue suportar e a brincadeira perde a graça", continua.

Amarelinha
E quem não fica craque em equilíbrio pulando com um pé só? Brincar de amarelinha fortalece os músculos das pernas e confere noção de espaço, mas deve-se tomar cuidado para não forçar demais o movimento e jogar toda a carga em uma das pernas causando distensões ou fraturas:
"o corpo se adapta as novas funções, mas tem seu limite, por isso, nada de extrapolar na dose", diz Renato Romani.

Bolinha de gude
Basta uma jogada e lá vai a bolinha do adversário para o seu bolso causando uma sensação de vitória e superioridade tão gostosa que não dá nem para explicar.
Além da competitividade, o jogo ensina a respeitar a vez do amigo e a lidar com a derrota sem reações agressivas. "Na hora do jogo, as bolinhas coloridas de vidro valem fortunas e cada tacada certeira no alvo gera uma explosão de alegria e adrenalina que torna a criança ainda mais competitiva, sem tirar da brincadeira a essência lúdica que faz dela uma diversão e não uma batalha", explica Cida Lessa.

Afinal: mesada é um bem ou um mal?

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Muitos pais têm nos perguntado se devem ou não dar mesada aos filhos. Em tempos em que as drogas andam soltas por aí, a questão da mesada virou assunto arrepiante. Como deixar um filho andar com dinheiro nas mãos quando ficou tão fácil adquirir drogas em qualquer esquina? Por outro lado, a criança e o jovem precisam ter algum dinheiro nas mãos para pagar suas pequenas despesas e até mesmo para aprender a lidar com o dinheiro. Então, a questão é: dar ou não dar mesada?
Há pais que optam por entregar o dinheiro à criança cada vez que ela pede, para gastar com suas próprias necessidades e para pequenas compras diárias como balas, chocolates, refrigerantes, lanches na escola, figurinhas para álbuns, ingressos para shows, cinema, discos ou até um brinquedo muito desejado, ou uma roupa especial. Então, o pai ou a mãe verificam o valor do que será comprado e entregam a quantia certa e exata nas mãos do filho.
Essa estratégia é muito boa para algumas famílias, pois permite um controle total sobre tudo o que a criança gasta, como e onde gasta. Ou seja, a criança ou o adolescente não tem que se preocupar com valores, nem em administrar o dinheiro. Basta pedir e explicar seu destino ou finalidade, que o dinheiro lhe será entregue, tendo algumas vezes apenas que devolver o troco. Em algumas famílias, esse é o modelo de administração financeira. Há um "banqueiro" que administra as finanças da família, e quando necessário, libera verba para os demais membros e quase sempre, exige uma prestação de contas.
A mesada, como o nome já diz, é um dinheiro que a criança ou o jovem recebe, geralmente dos pais ou avós, uma vez por mês, ou por semana, em alguns casos, para gastar com suas necessidades pessoais ou para realização de seus pequenos sonhos de consumo.
Do nosso ponto de vista, a mesada é um elemento de grande importância na educação da criança, pois contribui muito na sua formação como cidadão e no seu processo de autonomia. E este talvez seja o aspecto mais valioso da mesada: a construção da autonomia e do senso de responsabilidade. Receber mesada quando ainda se é criança equivale a receber uma carta de crédito em branco, ou um voto de confiança. É uma forma bastante clara e objetiva de se dizer: "confio em você, não desmereça minha confiança". Isto tem um valor enorme na formação moral e na autoestima da criança, pois em seu juízo de valor ela começa a compreender desde cedo que deve corresponder à responsabilidade e ao crédito que lhe foram dados.
Ao receber mesada na infância, a criança aprende desde cedo a lidar com o dinheiro, a atribuir-lhe um valor real e não fictício; aprende a gastar e a poupar; aprende o valor real das coisas no mundo e como se paga para obtê-las; aprende a controlar suas necessidades de consumo e de ser consumista, a diferença entre o caro e o barato, e aprende na prática, a matemática dos números, o que é somar, dividir, multiplicar, receber troco e mais tarde, o que são juros e multas. Pagamentos não realizados em dia são passíveis de cobranças de juros e de multas. Esta é uma das duras verdades do nosso mundo, não há com fugir dela, e é muito bom que comecemos a conhecê-la desde cedo.
Se não receber mesada na infância o que acontecerá é que a pessoa terá de aprender a lidar com isso na vida adulta, e muitas vezes, de forma extremamente dolorosa, pois pessoas tuteladas durante a vida toda têm dificuldades enormes para entrar em contato com a realidade, e um dos aspectos mais difíceis de realidade do mundo adulto é justamente saber lidar com o dinheiro e administrar um bem tão valioso num mundo cada vez mais consumista.
Entretanto, dinheiro não cai do céu. Não cai do céu para os pais, e não deve cair também para a criança. O dinheiro que recebemos, salvo raríssimas exceções, sempre é a remuneração por um trabalho realizado, seja um serviço, uma tarefa, um estudo, um favor prestado, uma ajuda, não importa, o dinheiro que recebemos é recompensa e pagamento de um esforço empregado para realizar algo. No mundo em que vivemos quem não trabalha não recebe. É a lei da vida, bastante sábia, por sinal. E é exatamente isso o que deve ser explicado e negociado com o jovem e com a criança para que recebam suas mesadas.
Credor e devedor
Para que a mesada tenha um papel realmente significativo na educação da criança, é preciso que ela esteja associada ao cumprimento de um acordo entre as duas partes: o credor e o devedor. Não importa o tamanho do trabalho nem do esforço envolvido para sua realização, nem importa o tamanho ou a idade do credor da mesada, importa que seja negociado um valor por determinado trabalho ou serviço prestado, que será devidamente remunerado no dia combinado. E assim como só recebemos salário uma vez por mês, quando muito a cada quinze dias, a mesada também deverá ser paga no dia certo, mediante a realização do trabalho. Sem a realização do trabalho, não há remuneração. É assim que as coisas funcionam no mundo dos adultos, e é bom que isso esteja sempre bastante claro para todos: acordos existem para serem cumpridos.
O descumprimento de uma das partes desobriga a outra. Isto é de praxe em qualquer contrato. Por isso, não basta entregarmos o dinheiro na mão da criança gratuitamente, é preciso que ela possa atribuir um verdadeiro significado àquele dinheiro, significado este que será tanto simbólico quanto real. E a tarefa que será remunerada poderá ser desde tirar o prato da mesa e deixá-lo em cima da pia, como arrumar a própria cama, pendurar a toalha de banho no varal, arrumar o próprio quarto, passear com o cachorro, levar o lixo na lixeira, lavar o próprio copo de água, organizar a escrivaninha, lavar o carro ou arrumar a casa toda, não importa, cada família saberá encontrar uma tarefa para cada um. Ainda que haja um batalhão de empregados para lavar, cozinhar, passar, engomar e lustrar, sempre há algo que precisa ser feito.
Um vez recebida a mesada, a criança deverá ser informada de que a partir daquele momento aquele dinheiro lhe pertence e que, portanto, ela poderá usá-lo como bem entender, seja comprando balas e figurinhas, seja comprando doces, seja comprando jogos e brinquedos, seja emprestando a um amigo; ou comprando um presente para alguém querido; ou gastando tudo num único dia no shopping ou numa lanchonete com os amigos. Mas uma vez gasto, não o receberá de novo até o dia combinado, por isso, ela deverá controlar seu uso e gasto de forma bastante eficiente para não ficar sem nada até o dia do pagamento.
Para alguns pais, essa forma de lidar com o dinheiro com os filhos parece bastante chocante, agressiva e desnecessária, pois não veem sentido algum em "cobrar" responsabilidades dos filhos para que estes possam receber uma mesada. Alguns pais acreditam que basta serem pais e terem uma boa condição de vida para poderem "presentear" seus filhos com algumas quantias de dinheiro eventualmente.
Aparentemente, não há nada de errado em "dar" dinheiro aos filhos, afinal, pais são para isso mesmo. Mas este é um raciocínio ingênuo e enganoso. Pai e mãe não são para isso, para nos dar dinheiro, brinquedos e mimos, guloseimas e diversões. Pais são para educar e criar cidadãos saudáveis, autônomos e independentes, prontos para viver no mundo de forma equilibrada e respeitosa com seus semelhantes. É para isso que servem os pais. Os presentes, os mimos, as diversões, as guloseimas caras, os passeios, as férias, os computadores e jogos de última geração, são partes de um processo educacional, a que só têm direito aqueles que fazem por merecer. Não há sentido algum em se premiar quem não merece. E é assim que a mesada deve ser encarda, e só assim ela cumprirá seu papel de elemento educativo e construtor da cidadania responsável: como um prêmio meritório, aquilo que só recebemos por merecer, por termos feito algo digno de reconhecimento e de pagamento.
Mas o grande valor educacional da mesada é o de poder contribuir para a construção do processo decisório da criança pois, ao fazer suas escolhas, ela se dá conta de que ao gastar tudo em balas, figurinhas ou em bonequinhos, não sobrará nada para o tão sonhado jogo de computador. Tomar decisões é uma das etapas da formação educacional da pessoa. Crescer é ter que fazer escolhas. Ser adulto é tomar difíceis decisões.

Cuidados com a higiene bucal dos pequenos

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A higiene bucal começa muito cedo, com a limpeza da gengiva com fralda ou gaze úmida.

Os bebês necessitam fundamentalmente do leite materno, que além de ser uma ferramenta de proteção contra as doenças do organismo, ainda previne as cáries precoces. “O leite materno fornece anticorpos essenciais ao desenvolvimento completo do sistema imunológico (defesa orgânica) da criança, o que não acontece com o leite industrializado, e desenvolve principalmente a relação psico-emocional da criança”, alerta a Dra. Maristela Lobo.
Algumas crianças têm maior necessidade de sucção, e chupar o dedo torna-se algo inevitável, muitas vezes desde a vida intra-uterina. “O ideal é que a criança pare de chupar o dedo até no máximo os 4 anos de idade, para que não haja danos ao desenvolvimento do sistema respiratório e estomatognático (boca) e à anatomia do próprio dedo”, explica Lobo.
A chupeta é um acessório utilizado para acalmar os bebês. Obviamente, é melhor que a criança não tenha nenhum hábito de sucção. Mas se as mães tivessem que escolher entre o dedo polegar e a chupeta, certamente a sucção da chupeta é um hábito mais fácil de ser controlado e eliminado.
Desde quando o bebê nasce, os pais devem realizar a higiene bucal através da limpeza da gengiva e da língua com fralda ou gaze úmida após as mamadas. De acordo com a Dra. Maristela Lobo, quando os primeiros dentinhos nascem, deve-se iniciar a escovação, de forma suave, com uma escova bem macia, sem creme dental, ou com creme dental específico para os bebês (sem flúor e substâncias alergênicas). Esse ato fará com que o bebê se acostume aos movimentos da escovação. Os cremes dentais que contêm flúor devem ser introduzidos na higiene bucal da criança a partir dos 3 ou 4 anos, quando ela aprende a cuspir.
Muitos não sabem, mas os pais podem transmitir bactérias prejudiciais ao bebê. Para que isso não ocorra, os pais não devem compartilhar copos, talheres, escovas de dentes ou ter contato próximo à boca do filho. “Essas atitudes evitam a transmissão precoce de bactérias cariogênicas ou de patógenos periodontais, conseqüentemente diminuindo o risco do desenvolvimento dessas doenças no futuro.”, destaca a mestre em Cariologia pela UNICAMP.
O flúor é um agente comprovadamente eficaz no controle coletivo da doença cárie. Essa substância química está presente na água encanada, a qual utilizamos para enxaguar os dentes após a escovação, e na água potável, de filtros ou engarrafadas. Entretanto, a principal arma de que dispomos no controle das doenças bucais é o controle mecânico (escovação e uso do fio dental) do biofilme dental.
Fonte:

Tchau, chupeta! Tchau, mamadeira!

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O que fazer quando se torna necessária a substituição ou total retirada dos bicos de mamadeiras e chupetas das crianças? Quando apegadas desde o nascimento, essa mudança pode gerar insegurança e estranhamento aos pequenos. Mas não são só eles que ficam apreensivos com o momento de abolir esses acessórios de suas vidas. Os pais também entram em pânico para fazê-lo de modo que não cause tantos traumas.
O momento certo
Segundo a fonoaudióloga Cristiane Pivante, a fase ideal para a retirada desses objetos deve ser por volta dos dois anos, quando a criança já deve ter uma alimentação compatível com a de um adulto. Assim, o leite deve ser oferecido em copos. Porém, a mudança tem de ser apresentada à criança bem antes. “Essa transição pode ser feita a partir de um ano de idade com bico no copo, passando para canudo, até chegar ao copo propriamente dito”, alerta Cristiane.
Problemas
Outros problemas – como a incorreta movimentação da língua durante a fala, a flacidez da musculatura facial e o estímulo à respiração bucal – podem aparecer com os maus hábitos bucais causados por: mamadeira; chupeta; e chupar o dedo. Quanto maior a duração, frequência e intensidade da criança ao fazer esses hábitos, maiores serão os danos. Problemas dentários também podem surgir.
Segundo a cirurgiã-dentista Renata Hajaj, o uso excessivo e prolongado da chupeta pode causar alteração na arcada dentária e na posição dos dentes. “Se o uso for até os dois anos, não haverá problemas, mas, se passar dos quatro anos, essa criança poderá ter problemas permanentes na arcada dentária, tendo de utilizar aparelhos de ortopedia funcional para correção até o nascimento dos dentes permanentes”, conclui Renata.
Seja qual for o método escolhido, tenha sempre em mente que o que está fazendo é para o bem e a saúde do seu filho. Nunca é cedo ou tarde demais para iniciar mudanças que trarão muitos benefícios positivos para a infância dele.
Confira algumas dicas para retirar a chupeta e a mamadeira sem transtornos:
- Se a criança estiver muito acostumada com a chupeta, comece substituindo o modelo convencional por um ortodôntico, que é menos prejudicial.
- Tire a chupeta da boca da criança assim que ela adormecer. Dessa maneira, ela vai se acostumando a ficar sem o objeto ou a usá-lo somente à noite.
- Não use prendedores de chupetas nas roupas das crianças. Isso incentiva o uso quando ela estiver acordada, prejudicando a fala.
- Se você deixou passar mais de dois anos, reforce a ideia de que crianças mais velhas não usam chupeta, nem mamadeira, pois elas adoram sentir que já são crescidas.
- Incentive a criança a dar todas as chupetas e mamadeiras para alguém. Vale Papai Noel, coelhinho da Páscoa, fada da chupeta. Mas não insista. Deixe que ela tome a decisão sozinha. Caso aceite, não volte atrás. Seja firme e ensine-a que nem sempre podemos reverter uma decisão.
- Por volta de um ano, substitua a mamadeira por um copo colorido com o qual ela possa sugar o leite com um bico nele e, aos poucos, trocar o bico por um canudo até a criança começar a beber leite no copo sem uso de nenhum acessório.
- Compre e personalize o copo ou a caneca, com o nome da criança ou de seu personagem predileto para estimular o uso, e ofereça o leite sempre nesse objeto.
- Deixe que ela peça a chupeta e a mamadeira nessa fase de transição. Se ela não pedir, é sinal de que está se acostumando a ficar sem esses acessórios.
- Nada de compensar com doces, nem de oferecer algo que ela queira muito para deixar a chupeta e a mamadeira. Isso pode gerar conflitos sérios mais adiante.
- Faça mudanças no quarto da criança, como trocar o berço pela cama, ou altere a rotina da hora de dormir, explicando que, a partir daquele momento, chupeta e mamadeira não fazem mais parte dessa nova rotina.
- Não coloque substâncias ruins nos bicos, nem ameace a criança caso ela não queira deixar o hábito. Chantagem não vai ajudar em nada, pelo contrário, só vai atrapalhar.
- Se ela reagir muito mal à retirada, não desanime, nem volte atrás. Restrinja o uso da chupeta somente à noite, e o da mamadeira, uma vez ao dia, por exemplo.
- Se ele frequentar a escolinha, peça ajuda às professoras e assistentes e não mande a chupeta e a mamadeira na bolsa da criança para incentivá-la a passar por esse período sem os acessórios.
- Não deixe seu filho substituir a chupeta pelo dedo. Chupar o dedo é mais prejudicial ainda, pois “empurra” os dentes para frente, prejudicando ainda mais. Nesse caso, peça orientação ao pediatra para ajudar a resolver a questão.
- Converse com seu filho, explique a ele que é hora de deixar os acessórios e sempre demonstre muito amor, carinho e compreensão. Às vezes, não é preciso mais nada.
Fonte: Uol Ciência e Saúde

Cantinho da pintura diminui a bagunça em casa

Este artigo li a pouco tempo e me fez voltar a 14/15 anos atrás quando meu primeiro filho, Matheus com seus 2 aninhos e grávida do segundo (jão), por influência positiva da escola, resolveu aplicar nas paredes do "apertamento" em que morávamos no bairro do Grajaú (RJ), tudo aquilo que vinha aprendendo e desenvolvendo na escola. Lembro exatamente da minha reação, acreditem não foi de zanga, me espantei sim, claro mas positivamente, mesmo não sendo em local apropriado, sentei ao seu lado, elogiei, obtive a explicação de todos aqueles traços coloridos e então resolvi fazer daquele canto da parede o seu painel de pintura. Assim pude preservar os outros cantos do apartamento, lógico depois de uma boa limpeza, pois o local era alugado. rsrs...  

Ele adorou e eu mais ainda, pois acabava vendo o quanto ele ficava concentrado em meio aos lápis cera, tintas e canetinhas. E quanta criatividade!!! Então recomendo esta leitura e que nestas férias possam desfrutar desde prazer com seus filhos, sobrinhos etc. Assim como eu pude desfrutar com o Matheus e algum tempo depois com o Jão

Luciana

BOA LEITURA!

foto

As crianças brincam juntas e aprendem a se organizar desde cedo
O dia começa diferente na casa da Maristela quando as crianças têm aula de Educação Artística. Matheus, 8 anos, e Joaquina, 6 anos, adoram separar o avental branco (que volta todo pintado) e a caixa com lápis coloridos, giz e pincel para molhar nas tintas que ficam guardadas na escola.
Notando a animação da meninada, a mãe esperta resolveu montar um ateliê particular para a família inteira brincar junta.
"Há dias em que eles preferem ficar no ateliê a descer para o playground", afirma Maristela. "Foi uma maneira que encontrei de fazer os dois brincarem juntos, sem brigas ou ataques de ciúme: cada um tem sua posição e todo o material é dividido".
Os desenhos são feitos com guache, lápis de cor e até terra (misturada com água, ela aumenta as opções da aquarela). As colagens com tecido são outra possibilidade para enfeitar os trabalhos. Mas, segundo a mãe, eles não gostam muito de usar cola, porque o grude atrapalha o uso dos outros materiais e ninguém quer saber de interromper a farra para lavar as mãos.
Num marceneiro, Maristela encomendou cavaletes de altura especial, sob medida para as crianças. Aproveitou o ensejo e também pediu que fossem colocadas prateleiras para organizar a bagunça (que é grande e não para de crescer).
Uma cômoda, de gavetas grandes, completa o ambiente: é nela que são guardadas as obras-primas das crianças. "Quando vem alguma visita em casa, eles arrastam para o ateliê e fazem questão de mostrar os trabalhos.
A melhora da capacidade de se expressar, na opinião da psicopedagoga Luana Fiore, é só um dos benefícios observados entre as crianças que se divertem por meio da arte. "Com as tintas e os desenhos, elas expandem a capacidade de comunicação. Por meio das cores e da escolha dos personagens, as crianças se manifestam sem precisar usar as palavras. Isso diminui a agitação, melhora a capacidade de se concentrar e incentiva a criatividade", diz a especialista.
E não para por aí: a bagunça em casa quase desapareceu depois que Matheus e Joaquina começaram a bancar os artistas. Primeiro porque eles ficam proibidos de mexer no material caso larguem os tênis no meio da sala ou deixem as coisas fora do lugar quando cansam de brincar.
"Ninguém sai do ateliê sem tampar os potinhos, recolher os jornais que acumulam os respingos de tinta no chão ou lavar os pincéis", afirma a mãe.
Fique atento!
- Desenhos em que predominam cores muito escuras pedem atenção dos pais. Normalmente, a molecada prefere misturar vários tons e formam um arco-íris. A escuridão pode indicar, por exemplo, problemas na escola ou a tristeza pela perda de alguém querido.
- Se a criança gosta de desenhar pessoas, pergunte a ela quem aparece nas imagens. Repare na eventual ausência de alguém importante _ isso pode acontecer no caso de pais que passam muito tempo fora de casa. É comum ver a babá no lugar da mãe que trabalha fora.
- Preste atenção nas expressões das pessoas que a criança desenha. Com isso dá para descobrir em quem ela confia ou de quem ela sente medo, por exemplo.
Monte o seu o ateliê
Para começar, você vai precisar de:
1. Um punhado de jornais velhos para forrar o chão e evitar manchas de tinta
2. Um cavalete (dá para mandar fazer ou comprar na papelaria)
3. Potinhos coloridos de tinta-guache
4. Potinhos coloridos de tinta plástica (elas são ótimas para fazer desenhos em alto-relevo)
5. Pincéis
6. Lápis de cor e giz de cera
7. Cola
8. Um avental para proteger a roupa do excesso de meleca
9. Folhas de papel sulfite ou cartolina
10. Pedaços de retalho, lantejoulas,se as crianças foram grandinhas vale a purpurina também.
Fonte: Minha Vida

terça-feira, 13 de julho de 2010

A toalha rendada do conhecimento

A toalha rendada do conhecimento

Celso Antunes diz que, na sociedade da informação, professores devem se dedicar mais em explorar contextos, habilidades e inteligências múltiplas e se preocupar menos com softwares de última geração

Tomografias e ressonâncias magnéticas permitem acompanhar o comportamento do cérebro em tempo real. Em uma banca de revistas, você pode encontrar mais informações que nas bibliotecas de anos atrás. Para Celso Antunes, esses são sinais de que a informação se "banalizou", mas isso pouco tem ajudado o professor a compreender como se processa o aprendizado. Diante desse quadro ele se pergunta: Será que as velhas formas de educar estão prestes a ser aposentadas? Será que ainda faz sentido o professor "carregar" saberes?

Em sua palestra na Educar 2001, o professor e especialista em inteligência e cognição se ateve em explicar como otimizar o aprendizado nas escolas brasileiras e "suas salas cheias de alunos". Segundo ele, o que o país precisa é de "idéias plausíveis" e não da "importação de laboratórios sofisticados". Celso Antunes argumenta que o papel do professor, mais do que nunca, é ensinar habilidades e explorar contextos. E isso se aplica a todas as séries e a todas as disciplinas.

Ganchos

Para Celso Antunes, se o professor conseguir fazer com que suas aulas de matemática falem das gôndolas dos supermercados e que as aulas de geografia falem das notícias do Jornal Nacional, ele estará sendo "moderníssimo". Esse esforço de contextualizar, de conectar a sala de aula com o cotidiano é que contribui para transformar informação em conhecimento.

Ele também demonstrou sua preocupação com o ensino de habilidades e competências. Para Celso Antunes, somente quando os alunos souberem classificar, associar, analisar, descrever, deduzir é que as informações ganharão ganchos para aderir de forma duradoura na "toalha rendada do conhecimento".

Ele sustenta ainda que os professores que preferem apenas "depositar" informações nos cérebros dos alunos estão como que atirando "clips" nessa tolha rendada, mas se esquecem de abri-los com ajuda das habilidades. E provoca: a escola leva o aluno a proteger uma árvore porque ele decorou um slogan ou porque o ensinou a sentir e a compreender a importância das árvores para seu entorno social?

Fala na tua língua

Celso Antunes também criticou as maneiras tradicionais de avaliar. Segundo ele, as escolas deveriam "designar seus alunos por suas propriedades, não por suas ausências". "Nos preocupamos em avaliar pelo máximo e não pelo ótimo, sem levar em conta as potencialidades dos alunos", completou.

Outra maneira de ignorar os talentos dos alunos apontada por ele em sua palestra seria a recusa em avaliar os alunos por suas inteligências múltiplas, em outras formas de expressão além da escrita. Para o professor, os alunos deveriam ter o direito de demonstrar seus conhecimentos nas mais variadas linguagens: música, teatro, desenho, etc. Segundo ele, o que os professores deveriam dizer a seus alunos é: "Fala na tua língua que eu saberei ler os teus saberes."

***

Vitor Casimiro
Exclusivo para o Educacional

TANGRAN

O QUE É UM TANGRAN?
Tangram é um quebra-cabeça chinês formado por 7 peças (5 triângulos, 1 quadrado e 1 paralelogramo)



Com essas peças podemos formar várias figuras, utilizando todas elas e sem sobrepô-las. Segundo a Enciclopédia do Tangram é possível montar mais de 1700 figuras com as 7 peças.



Esse quebra-cabeça, também conhecido como jogo das sete peças, é utilizado pelos professores de matemática como instrumento facilitador da compreensão das formas geométricas. Além de facilitar o estudo da geometria, ele desenvolve a criatividade e o raciocínio lógico, que também são fundamentais para o estudo da matemática.
Existem várias lendas sobre o surgimento do Tangram. Diz algumas escrituras que: uma pedra preciosa se desfez em sete pedaços e com eles era possível formar várias formas (animais, plantas, pessoas) outra diz que um imperador deixou o seu espelho cair, e esse se desfez em 7 pedaços que poderiam ser usados para formar várias figuras. A verdade é que não se sabe ao certo como surgiu o Tangram. 
Veja abaixo como fazer junto com seus alunos um tangran.

Contos de fadas ajudam a alfabetizar


  

Rapunzel, Peter Pan, Bela Adormecida, João e Maria... A infinidade de personagens de histórias infantis passou a fazer parte do dia a dia do Ciep Dr. João Ramos de Souza, na Ilha do Governador. Como forma de incentivar a leitura e a escrita dos alunos em processo de alfabetização, a professora Ticiana Hatschek resolveu instigá-los utilizando os contos de fadas para trabalhar diversas disciplinas, além de trazer uma leveza para o cotidiano de dificuldades que as crianças da Rede enfrentam.
A professora percebeu que vários alunos da sua turma, a 1.101 do 1º ano do Ciclo, demonstravam pouco interesse pelas atividades e uma certa agitação, mas gostavam de ouvir histórias. Porém, havia uma enorme dificuldade de recontá-las, e muitos nem sequer conheciam as letras do alfabeto. "Eles chegaram para mim com uma enorme dificuldade de interpretação de textos. Agora, conseguem entender o sentido de antes e depois ou de começo, meio e fim", argumenta.
Para chegar a esse resultado, Ticiana iniciou a atividade com um alfabeto de personagens dos contos de fadas e descobriu que os alunos não tinham tanta familiaridade com tais figuras. Foi aí que começou a se consolidar seu projeto intitulado Contos de Fadas: Realidade ou Ficção. Ela passou a fantasiar-se para contar as histórias. Em seguida, com os alunos, sempre monta um texto coletivo sobre a narrativa, fazendo sua reconstrução. A atividade seguinte consiste em um questionário com perguntas e respostas, listando os personagens.
Processo de trabalho
A partir daí, dependendo da história, trabalham-se conceitos de Matemática: números naturais, formas geométricas, medidas, por exemplo. O conhecimento também se estende a outras disciplinas, como Ciências e Geografia, quando se fala de animais, plantas, mapas, datas importantes, entre outros temas. Os alunos assistem a vídeos com a história contada e ouvem uma segunda história a partir das referências da principal.
A primeira história lida foi Peter Pan, para a qual a professora vestiu-se de Sininho. "Na história, havia um crocodilo, então, procuramos falar de outro animal similar, só que mais conhecido: o jacaré. Buscamos saber o que ele comia, como era e por aí vai. Fizemos um mapa da Terra do Nunca. Estudamos outras palavras com a letra P. Fizemos caça-palavras com o nome dos personagens", relembra Ticiana.
Depois do sucesso dessa primeira atividade, as crianças foram apresentadas a outros clássicos da literatura infantil: Soldadinho de Chumbo, Cinderela, Rapunzel, 101 Dálmatas, João e Maria, O Gato de Botas e A Bela Adormecida. "Hoje, cerca de 70% da turma leem e escrevem bem. Alguns alunos ainda estão no meio do caminho, mas sempre dispostos a aprender. Eles ficam encantados com a fantasia", comemora a professora.
Carolina Bessa  
(multirio)

Novas mídias fortalecem práticas pedagógicas


Utilizar a internet como ferramenta de apoio à prática pedagógica. Esse era o objetivo da professora de Educação Física Diana Sobreiro, da Escola Municipal Arnaldo Varella, na Pavuna. Apaixonada por novas tecnologias, ela fez o curso de formação de professores em mídia e educação Por Dentro dos Meios, uma parceria da MultiRio e da Oscip  Planeta.com. Ao saber do curso, a professora ficou na dúvida se poderia participar, já que ele seria realizado à distância, via internet. “Eu nunca tinha feito um curso como esse, até tinha um pouco de preconceito. Mas fui me acostumando e organizando meus horários”, explica. Com as aulas, Diana descobriu novas formas de diversificar o aprendizado dos alunos, que hoje são colocadas em prática durante o ano letivo. “Uma das maiores dificuldades da professora de educação física é tirar os alunos da quadra, o que ocorre, apenas, em dias de chuva. Com o curso eu desenvolvi atividades que mantiveram a atenção dos alunos”, explica.
Um dos trabalhos criados pela professora foi o Rumo ao Hexa, no qual os alunos deveriam responder a um questionário virtual sobre a história das Copas do mundo. “Eu queria mostrar aos alunos que internet não é só Orkut e Msn. Queria mostrar que podemos fazer tudo na internet, inclusive pesquisar e estudar”, lembra Diana.
Apesar da maioria dos alunos não ter internet nem computadores em casa, o índice de participação foi bastante satisfatório, já que muitos procuraram lan houses para fazer o trabalho. “A atividade não era obrigatória. Mas quem fizesse iria melhorar a média final. O resultado foi impressionante. De 110 alunos, 80 responderam à perguntas”, afirma Diana. Para Victória Calazans, de 12 anos, o trabalho foi bem interessante. “Eu sempre fazia meus trabalhos em cartolina. Agora posso fazer de outro jeito. Eu adorei pesquisar na internet”, conta a aluna.
Sempre criativa, Diana Sobreiro já pensa em novas atividades. “O próximo questionário será sobre índice de massa corporal. Eu vou ensinar o tema em sala de aula e vou pedir que eles respondam ao questionário pela internet. Eu estou super empolgada”. Para desenvolver estes trabalhos, Diana utiliza o Google Docs, pacote de ferramentas do Google totalmente on-line que disponibiliza gratuitamente, entre outras funções, a elaboração de formulários.
Disseminando o conhecimento
A incorporação de novas mídias na prática pedagógica da professora estimulou toda a  E. M Arnaldo Varella, que atualmente desenvolve uma atividade interdisciplinar com os professores. “Nós vamos criar uma espécie de consultório virtual de aconselhamento. Os alunos vão escrever em um formulário da internet suas principais dúvidas e inquietações, e um psicólogo vai ajudar a escola no apoio aos alunos. Nem as crianças nem o profissional serão identificados. A ideia é até o final do ano nós termos um site desse consultório”, explica Diana.
Segundo Diana, o apoio da escola foi fundamental para que ela pudesse diversificar as aulas.  “Mesmo sem a estrutura necessária, a direção me ajudou muito. É claro que a gente tem muitas limitações aqui na escola, mas com um pouco de boa vontade você consegue com certeza”.
Larissa Werneck
(multirio)
 

ECA - 20 ANOS

O Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, Lei nº 8.069/90 que regulamentou o artigo 227 da Constituição Federal que atribui à criança e ao adolescente, prioridade absoluta no atendimento aos seus direitos como cidadãos brasileiros, faz hoje 20 anos de existência. 
 A aprovação desta Lei representa um esforço coletivo dos mais diversos setores da sociedade organizada. Revela ainda um projeto de sociedade marcado pela igualdade de direitos e de condições que devem ser construídas, para assegurar acesso a esses direitos. É, portanto, um instrumento importante nas mãos do Estado Brasileiro (sociedade e poder público) para transformar a realidade da infância e juventude historicamente vítimas do abandono e da exploração econômica e social.



Audiobook “Estatuto da Crianca e do Adolescente”
Formato: Mp3
Tamanho: 248 Mb

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Férias, opções para educar e divertir as crianças em casa, sem gastar quase nada.

confecção de massinha caseira
Desenvolve a coordenação motora e a criatividade, além de estimular a autonomia e a autoconfiança.

Preparo:
1x (chá) de farinha de trigo;
1/2 x (chá) de sal;
1/2 x (chá) de água;
1/4 x (chá) de vinagre;
1/4 x (chá) tinta guache.

Misture a farinha e o sal, acrescente devagar a água e o vinagre e por último o guache. Mexa com as mãos até obter uma massa fina e lisa.


Artesanato
 Aprimoramento das habilidades artísticas e noções de reciclagem.

Preparo:
Utilize caixas, tecidos, garrafas plásticas, papelão e tudo mais que a criatividade permitir.


Circuito cronometrado
 Proporciona o autocontrole para alcançar a agilidade, melhora a noção de tempo e ensina a superar as próprias limitações.

Preparo:
Em local amplo elabore um percurso para que as crianças possam fazer em determinado tempo.
Use e abuse da criatividade, colocando instrumentos que possam dificultar o percurso.

Festa
Socialização, originalidade e desenvolvimento da personalidade.

Preparo:
Pode ser a fantasia, do pijama, das bonecas, acampamento etc. Qualquer motivo é bom para ser ter uma festinha animada com os amigos. Então, use a criatividade e divirta-se!

Caça ao tesouro
Trabalha a dinâmica, noçoes de espaço, raciocínio, iniciativa e trabalho em equipe.

Preparo:
Esconder uma caixa ou baú com algo significativo para as crianças. Utilizar dicas, charadas, desenhos onde as crianças utilizaram como caminho para encontrarem a caixa/baú.

Gincana
Desenvolve o equilibrio e cooperação, flexibilidade e sincronismo e condicionamento físico.

Teatro de fantoches
Desenvolve o vocabulário, dicção, expressões corporais e artísticas, a imaginação e a dramatização.

Preparo:
Crie o cenário, os personagens e divirta-se!


Dia dos jogos
Ajudam no raciocínio lógico, discernimento de regras e disciplina.

Preparo:

Quebra-cabeça, jogo de memória, dominó etc.
A verdadeira deficiência é aquela que prende o ser humano por dentro e não por fora, pois até os incapacitados de andar podem ser livres para voar.

   

Legislação que regulamenta a Educação Especial no Brasil

 



A inclusão surge, como uma alternativa à integração; bem como uma tentativa de eliminar as situações de exclusão em que se encontravam muitos alunos. A seguir, será apresentado um quadro relatando as principais diferenças entre os conceitos de Integração e Inclusão:

INTEGRAÇÃO
INCLUSÃO
- Competição
- Cooperação/solidariedade
- Seleção
- Respeito às diferenças
- Individualidade
- Comunidade
- Preconceitos
- Valorização das diferenças
- Visão individualizada
- Melhora para todos
- Modelo técnico-racional
- Pesquisa reflexiva                                                        
 








Fonte: Revista de Educação Especial 
 
Para concretizar estes objetivo deve-se direcionar e centrar-se nos quatro pilares básicos da educação:
  • Aprender a Conhecer: consiste em adquirir osinstrumentos que serequer para a compreensão do quenos cerca. Para isto, deve-secombinar o conhecimento de umacultura suficientemente ampla, comalgo mais objetivo, concreto referidoa uma determinada matéria. Não setrata, portanto, de adquirirconhecimentos classificados ecodificados, mas de ajudar a cadapessoa a compreender omundo que a cerca, para viver comdignidade, desenvolver suacapacidade profissional ecomunicar-se com os demais. Istosupõe aprender a aprender,exercitando a atenção, a memória eo pensamento, aproveitando aspossibilidades que a educaçãooferece, posto queo processo de aquisição doconhecimento, este sempre aberto,pode nutrir-se de novas experiências.
  • Aprender a Fazer: está diretamente ligado a aprender a conhecer e se refere à possibilidade de interagir sobre o próprio meio. Ocupa-se de como ensinar ao aluno a colocar em prática seus conhecimentos adaptando-os a um mercado de trabalho que, por diferentes circunstâncias, é bastante imprevisível. Portanto, é preciso formar as pessoas para trabalhar em equipe em variadas situações. Mas, é preciso lhes ensinar "o fazer" nos diferentes meios sociais e profissionais. Em suma, este princípio pretende possibilitar o desenvolvimento de sua capacidade de comunicar-se e trabalhar com os demais, enfrentando e solucionando os conflitos que possam ser apresentados a ele.
  • Aprender a Viver Juntos: trata-se de uns dos principais objetivos da educação contemporânea, pois supõe participação e cooperação com os demais em todas as atividades. Essa educação requer, sem dúvida, o desenvolvimento da compreensão com o outro, e a percepção de formas de interdependência, respeitando os valores do pluralismo, a compreensão mútua e a paz. Assim, luta contra a exclusão por meio de traçados que favorecem o contato e a comunicação entre os membros de grupos diferentes, em contextos de igualdade, por meio do descobrimento gradual do outro e do desenvolvimento de projetos de trabalho em comum.
  • Aprender a Ser: implica dotar cada pessoa de meios e pontos de referência intelectuais permanentes, que lhe permita compreender o mundo que a cerca e a comportar-se como um elemento responsável e justo. Assim, significa conferir, a cada ser humano, liberdade de pensamento, de juízo, de sentimentos e de imaginação para desenvolver-se em plenitude estética, artística, desportiva, científica, cultural e social, e a trabalhar com responsabilidade individual.
  • DESENROLAR HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO ESPECIAL NO BRASIL
    De acordo com reportagem publicada na Revista Nova Escola, Editora Abril (2009), o desenrolar da Educação Especial no Brasil segue em destaque a ordem relacionada.
    • 1854 – Problema Médico: Dom Pedro II funda o Imperial Instituto dos Meninos Cegos no Rio de Janeiro e não há preocupação com a aprendizagem.
    • 1948 – Escola para Todos: é assinada a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que garante o direito de todas as pessoas à Educação.
    • 1954 – Ensino Especial: é fundada a primeira Associação de Pais e amigos (APAE), na qual o ensino especial surge como opção para escola regular.
    • 1961 – LDB Inova: proclamada a lei de Diretrizes e Bases de Educação Nacional (LDB), a qual garante o direito da criança com deficiência à Educação, preferencialmente na escola regular.
    • 1971 – Retrocesso Jurídico: foi estabelecida a Lei nº5692/71 que determina "tratamento especial" para crianças com deficiência.
    • 1973 – Segregação: é criado o Centro Nacional de Educação Especial (CENESP) que tem a perspectiva de integrar os alunos que acompanhar o ritmo de estudos, os demais estudantes se ingressariam na Educação Especial.
    • 1988 – Avanço na Nova Carta: a Constituição estabelece a igualdade no acesso à escola. O Estado deve dar atendimento especializado, de preferência na rede regular.
    • 1989 – Agora é Crime: aprovada a Lei nº7853/89 que criminaliza o preconceito. Esta lei só entrou em vigor apenas em 1999.
    • 1990 – O Dever da Família; Direito Universal: o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece aos pais ou responsáveis a obrigatoriedade da matrícula dos filhos em rede pública.Com o Direito Universal, houve a Declaração Mundial de Educação para Todos reforça a Declaração Mundial dos Direitos Humanos e estabelece que todos devem ter acesso à Educação.
    • 1994 – Influência Externa; Mesmo Ritmo: a Declaração de Salamanca define políticas, princípios e práticas da Educação Especial e influi nas políticas públicas da Educação. No Mesmo Ritmo, a Política Nacional de Educação Especial condiciona o acesso ao ensino regular àqueles que possuem condições de acompanhar "os alunos ditos normais".
    • 1996 – LDB Muda Só Na Teoria: a Nova Lei atribui às redes de ensino o dever de assegurar currículo, métodos, recursos e organização para atender às necessidades dos educandos.
    • 1999 – Decreto nº3298: é criada a Coordenadoria Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, e define a Educação Especial como ensino complementar.
    • 2001 – As Redes se Abrem; Direitos: a Resolução CNE/CEB2 divulga a criminalização da recusa em matricular crianças com deficiência, com isso aumentou o número de dessas crianças no ensino regular. Em relação aos direitos, o Brasil promulga a Convenção de Guatemala, que define como discriminação, com base na deficiência, o que impede o exercício dos direitos humanos.
    • 2002 – Formação Docente; Libras Reconhecida; Braile em Classe: aResolução CNE/CP1 define que o ensino superior deve preparar os professores na formação acadêmica para atender alunos com necessidades especiais. A Lei nº10436/02 reconhece a língua brasileira de sinais como meio de comunicação e expressão. Em relação ao Braile em Classe, houve a Portaria nº2278/02 que aprova normas para uso, o ensino, a produção e difusão do braile em todas as modalidades de Educação;
    • 2003 – Inclusão se Difunde: O Ministério da Educação (MEC) cria o Programa Educação Inclusiva: Direito à Diversidade, que forma professores para atuar na disseminação da Educação Inclusiva;
    • 2004 – Diretrizes Gerais: o Ministério Público Federal reafirma o direito à escolarização de alunos com e sem deficiência no ensino regular;
    • 2006 – Direitos Iguais: convenção aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU) estabelece que as pessoas com deficiência tenham acesso ao ensino inclusivo;
    • 2008 – Fim da Segregação; Curva Inversa; Confirmação: a Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva define: todos devem estudar na escola comum. Já a Curva Inversa ocorreu devido o fato, pela primeira vez, o número de crianças com deficiência matriculadas na escola regular ultrapassa a quantidade das que se encontram na escola especial. Em 2008, ocorreu a confirmação, pois o Brasil ratifica a convenção dos direitos das pessoas com deficiência, da ONU, fazendo da norma parte da legislação nacional.
    Percebe-se que no Brasil a Educação Especial, passou várias reformas legislativas e políticas, mas não foi disponibilizado verbas sufuciente para a educação, principalmente para Educação Inclusiva, como as instituições especializadas, escolas para cegos, ou escolas para atender pessoas que apresentam deficiência mental, física, auditiva entre outras. Nota-se ainda, assim como para preparação de educadores da Educação Especial e Inclusiva, isso se nota pelo despreparo dos mesmos para trabalhar com essas pessoas. Como conclusão aponta-se as principais observações sobre o contexto do artigo.
Nem especial, nem regular, nem pra "normais", nem pra "deficientes"...apenas educação, porque chegará o dia que educação será uma coisa só.

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