Quem sou eu

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MARAVILHOSA, Rio de Janeiro, Brazil
Diante de tanta contradição da vida, aprendi que devo ter alto astral acima de qualquer coisa!Eu nunca imaginei que seria pedagoga. Não me preparei para isso. Ela chegou sem que eu preparasse o seu caminho e por isso fiquei tão apaixonada. Essa é para mim a profissão mais linda e digna que existe... Sem sonharmos e idealizarmos algo melhor, nunca poderemos alcançar um diferencial.Essa é minha ideologia e não posso deixar que apaguem por não acreditarem que existe solução para a educação do nosso país,"Não,podemos viver sem ideologias, ter sucesso sem acreditar em valores fortes, concretos,lutar por nossos objetivos sem acreditar que eles serão alcançados,almejar uma vida de realizações soterrando nossas verdadeiras crenças.Tenha suas ideologias muito bem definidas e paute sua vida sobre elas. Não tenha medo do que os outros vão pensar se você está realmente convicto no que acredita ser o certo,não tenha medo de fracassar embasado nelas, aprenda que neste mundo nada é absolutamente ruim ou bom e que sempre,terá que defender suas escolhas e pagar por elas." Eu estou consciente pela escolha que fiz na minha vida profissional,e você?

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Este espaço é algo criado por mim para dividir, com todos que, assim como eu, adoram de fato o que fazem dentro da educação, um pouco do que pesquiso na internet e também do que tenho de material voltado à esta área que de fato sou louca de paixão.

Peço desculpas pela demora em atualizar os conteúdos.

No mais, a todos que visitam este blog, espero que até o momento tudo que há de conteúdo esteja sendo agradável.

Com carinho,

Lu Moraes
contato: luciana.moraesmaluf@gmail.com
msn: pedlumoraes@hotmail.com

“Ninguém começa a ser educador numa certa terça-feira às quatro horas da tarde. Ninguém nasce educador ou marcado para ser educador. A gente se faz educador, a gente se forma, como educador, permanentemente, na prática e na reflexão sobre a prática”

(Paulo Freire, em “A educação na cidade”)

“Ser professor é um privilégio. Ser professor é semear em terreno sempre fértil e se encantar com a colheita. Ser professor é ser condutor de almas e de sonhos, é lapidar diamantes" Gabriel Chalita

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Eu fico com a pureza da resposta das crianças: a vida é bonita.
Viver e não ter a vergonha de ser feliz.
Cantar e... cantar e ...cantar a eterna beleza de ser aprendiz.
Eu sei que a vida devia ser bem melhor. E será.
Mas issoo impede que eu repita: é bonita, é bonita, é bonita!
(Gonzaguinha).
"Há os que adquirem conhecimento pelo valor do conhecimento - e isto é vaidade de baixo nível. Mas há os que desejam tê-lo para edificar outros - e isto é amor. E há outros que o desejam para que eles mesmos sejam edificados - e isto é sabedoria." - (Bernardo de Claraval)
"Todas as postagens que não são de minha autoria é dado o devido crédito e citado a fonte, até porque quando se copia algo de alguem a intenção não é fazer plágio, e sim divulgar as informações para um maior número de pessoas favorecendo assim o conhecimento."
Lucia Araújo/cc: Luciana Moraes

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

| Índice da Edição 005 | Dezembro 2009/Janeiro 2010

| Índice da Edição 005 | Dezembro 2009/Janeiro 2010

DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM

A área da educação nem sempre é cercada somente por sucessos e aprovações. Muitas vezes, no decorrer do ensino, nos deparamos com problemas que deixam os alunos paralisados diante do processo de aprendizagem, assim são rotulados pela própria família, professores e colegas.
É importante que todos os envolvidos no processo educativo estejam atentos a essas dificuldades, observando se são momentâneas ou se persistem há algum tempo.
As dificuldades podem advir de fatores orgânicos ou mesmo emocionais e é importante que sejam descobertas a fim de auxiliar o desenvolvimento do processo educativo, percebendo se estão associadas à preguiça, cansaço, sono, tristeza, agitação, desordem, dentre outros, considerados fatores que também desmotivam o aprendizado.
A dificuldade mais conhecida e que vem tendo grande repercussão na atualidade é a dislexia, porém, é necessário estarmos atentos a outros sérios problemas: disgrafia, discalculia, dislalia, disortografia e o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade).
- Dislexia: é a dificuldade que aparece na leitura, impedindo o aluno de ser fluente, pois faz trocas ou omissões de letras, inverte sílabas, apresenta leitura lenta, dá pulos de linhas ao ler um texto, etc. Estudiosos afirmam que sua causa vem de fatores genéticos, mas nada foi comprovado pela medicina.
- Disgrafia: normalmente vem associada à dislexia, porque se o aluno faz trocas e inversões de letras conseqüentemente encontra dificuldade na escrita. Além disso, está associada a letras mal traçadas e ilegíveis, letras muito próximas e desorganização ao produzir um texto.
- Discalculia: é a dificuldade para cálculos e números, de um modo geral os portadores não identificam os sinais das quatro operações e não sabem usá-los, não entendem enunciados de problemas, não conseguem quantificar ou fazer comparações, não entendem seqüências lógicas e outros. Esse problema é um dos mais sérios, porém ainda pouco conhecido.
- Dislalia: é a dificuldade na emissão da fala, apresenta pronúncia inadequada das palavras, com trocas de fonemas e sons errados, tornando-as confusas. Manifesta-se mais em pessoas com problemas no palato, flacidez na língua ou lábio leporino.
- Disortografia: é a dificuldade na linguagem escrita e também pode aparecer como conseqüência da dislexia. Suas principais características são: troca de grafemas, desmotivação para escrever, aglutinação ou separação indevida das palavras, falta de percepção e compreensão dos sinais de pontuação e acentuação.
- TDAH: O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade é um problema de ordem neurológica, que trás consigo sinais evidentes de inquietude, desatenção, falta de concentração e impulsividade. Hoje em dia é muito comum vermos crianças e adolescentes sendo rotulados como DDA (Distúrbio de Déficit de Atenção), porque apresentam alguma agitação, nervosismo e inquietação, fatores que podem advir de causas emocionais. É importante que esse diagnóstico seja feito por um médico e outros profissionais capacitados.
Professores podem ser os mais importantes no processo de identificação e descoberta desses problemas, porém não possuem formação específica para fazer tais diagnósticos, que devem ser feitos por médicos, psicólogos e psicopedagogos. O papel do professor se restringe em observar o aluno e auxiliar o seu processo de aprendizagem, tornando as aulas mais motivadas e dinâmicas, não rotulando o aluno, mas dando-lhe a oportunidade de descobrir suas potencialidades.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

NÃO CORRA, CAMINHE RUMO AO SUCESSO.

Quem não quer ser bem sucedido? Se fizermos esta pergunta, a resposta é unânime : todos queremos ser bem sucedidos mas quem de fato está preparado para isto? Todos sonham com as coisas maravilhosas que o sucesso traz mas poucos sabem que o preço às vezes é realmente alto.
Ninguém quer saber das mazelas, das conseqüências inesperadas que essa busca pode ocasionar. Conheci um homem que foi muito rico, muito bem sucedido e que não teve estrutura para agüentar a vida que se transformou e lhe tirou sua essência, sua capacidade de acreditar, de confiar. Este homem tornou-se um zumbi, um escravo da própria ambição sem limites e acabou perdendo sua família e aqueles que lhe eram mais caros. Compensou ? Talvez muitos achem que sim, apesar de tudo mas a lição que se aprende é que não adianta correr, o sucesso deve ser saboreado aos poucos ou pode acabar envenenando.
Quando perdemos a capacidade de discernir entre o certo e o errado em nome das conquistas é hora de ligar a luz de alerta. Cuidado! Quando não reconhecemos em nós mesmos emoções, sentimentos de compaixão com os demais em nome das vantagens que podemos ter é hora de ligar a luz de alerta. Cuidado!
É muito fácil perder a cabeça, se achar melhor que os outros, sentir tanto orgulho de si mesmo e desprezar quem nos cerca quando temos sucesso, quando somos vitoriosos cedo em nossas carreiras, quando o sucesso chega rápido. Por isso é preciso cuidado, por isso o sucesso deve ser alcançado sem pressa, com maturidade para que possamos desfrutar dele em toda sua plenitude e com tudo de bom que ele nos traz.
Não tenha pressa em obter um êxito completo em sua vida. Pelo contrário, aproveite as vitórias e garanta condições de plantar sempre as sementes de uma nova colheita. Saiba esperar, pois também se é feliz na expectativa e não somente nas realizações. Aprenda a caminhar em direção ao sucesso e não a correr desembestado, sem propósito, sem tempo para aproveitar o que já conseguiu, assim você conhecerá o sucesso por completo e poderá aproveitá-lo em todos os aspectos.

Simone castilho

O BOM GESTOR

Para ser um bom gestor é preciso ter em mente que resultado obtido deve ser o que mais importa. Saber administrar diferenças de opiniões, de comportamentos ,de modos de vida e saber tirar proveito e vantagem de acordo com as qualidades de cada membro da equipe é o que diferencia um bom gestor de um gestor medíocre.
Falar é fácil mas entender a dinâmica de um grupo, visualizar e suavizar as diferenças entre as pessoas é uma tarefa árdua e muito complicada.
Nem sempre conseguimos que as pessoas dêem o melhor de si. O problema dos gestores começa na escolha dos membros da equipe a ser gerida. Saber escolher o profissional certo para o cargo certo exige além de competência “técnica”, uma boa dose de intuição, talvez por isso as mulheres se dêem melhor em cargos de RH do que os homens. Para escolher um profissional deve ser levado em conta :

· Caráter : Identifique se a pessoa tem um bom caráter. Procure informar-se com empregos anteriores e pessoas indicadas.Procure saber se a pessoa possui muitas dívidas e qual estilo de vida que está habituada.

· Ambição : Pessoas desprovidas de total ambição não são adequadas para cargos que exijam desafios e recompensas como vendas por exemplo.

· Disposição: Existem ótimos profissionais que se fizeram nas empresas em que trabalharam, mas para isso é fundamental que a pessoa possua disposição para aprender, para trabalhar, para interagir e para fazer o que tem que ser feito.

· Diversidade: Quando se fala em equipe, grupo é preciso observar que a diversidade é um fator positivo e que pode garantir resultados melhores. Um grupo heterogêneo tem mais chances de agradar e atuar em áreas mais variadas e com isso aumentar possibilidades de negócios.

Simone Castilho

MANTRA DA MOTIVAÇÃO DIÁRIA

Não viva sua vida sem ter um objetivo.
Pense aonde você quer chegar, o que gostaria de estar fazendo daqui a 02 /05/ 10 anos.
Pense no que precisa saber para atingir seu objetivo.
Pense no que precisa sacrificar hoje, em nome de algo maior no futuro.
Pense que é preciso muito trabalho e dedicação para obter reconhecimento.
Pense que ter sucesso não é para qualquer um, apenas para quem faz acontecer.
Pense que é preciso vencer uma batalha a cada dia.
Pense que muitas vezes você vai fraquejar mas vai ter que seguir em frente.
Pense que vale a pena realizar algo na vida.
Pense que nada vem de graça...e se vier desconfie, sempre.
Pense, pare e analise se você está pronto para seguir viagem.
Comece a agir, a interagir, a se atualizar, a lutar pelo que quer.
Comece hoje, agora mesmo.
Um mundo de possibilidades te espera, te falta o que? Nada.
Você é tudo que você precisa. Seu acelerador e seu freio de mão.
O mundo é seu.

Simone Castilho

sábado, 26 de dezembro de 2009

REFLETIR É PRECISO

Mais um ano indo embora...passou rápido, não foi? Novamente vem as reflexões de fim de ano, de todo ano...
Para mim, o fim de ano é um momento em que a vida nos possibilita pensar e repensar nas atitudes que tomamos ou deixamos de tomar, coisas que deixamos de fazer ou que fizemos errado ou inconscientemente, precipitadamente... enfim, seja como for, vamos refletir um pouco sobre o que passou e o que está por vir? Agora, neste momento vamos pensar sobre saúde, por exemplo, como ela está? O que precisa ser melhorado? Dê mais atenção a ela, afinal, não há nada mais importante.


Não deixe a profissão acabar com a sua saúde

O início de um novo ano sempre remete ao costume de se traçar metas. Entre as mais cotadas, estão as relacionadas a estética e saúde: uns se comprometem a perder peso, outros juram largar maus hábitos ou vícios. E você, professor, como quer que seja seu ano de 2010?
Para começar, sugerimos que identifique os pontos que necessitam de mais atenção na sua vida, que não devem ser poucos, se considerarmos a rotina desgastante de quem trabalha com educação, ainda mais no Brasil. Falar horas seguidas, trabalhar em pé e ter “jogo de cintura” para lidar com alunos problemáticos são desafios que exigem bastante do físico e do psicológico. E, cedo ou tarde, as más condições de trabalho resultam em problemas que comprometem a eficiência do profissional.

Só no Rio de Janeiro, mais de cinco mil professores ficaram doentes no primeiro trimestre de 2008, número que corresponde a 6,5% do total de servidores da educação. Em abril, foram computadas quase 17 mil faltas – 12.790 abonadas, já que foram decorrência de problemas de saúde. Entre as complicações mais comuns na classe profissional está a Síndrome de Burnout, caracterizada por excessiva exaustão física e emocional. Ela começa com um sentimento de desconforto que aumenta, enquanto a vontade de lecionar diminui.

Burnout pode ser traduzido como queimar, pifar. Imagine isso acontecendo com uma pessoa. É como se nada funcionasse como deveria; um estresse que chega e se aprofunda, não passa. Sintomaticamente, a síndrome é reconhecida pela ausência de energia, alegria, entusiasmo, satisfação, interesse, vontade, sonhos para a vida, idéias, concentração, autoconfiança e humor.

Principal causador da Síndrome de Burnout, o estresse é considerado um dos maiores inimigos dos trabalhadores, atingindo cerca de 70% das pessoas economicamente ativas no Brasil, de acordo com a ISMA (International Stress Management Association). Ficar atento aos sintomas é o primeiro passo para combatê-lo. Os mais comuns são fadiga, tensão, mal-estar, falhas de memória, dor no pescoço e cabeça, irritação, falta de sono e concentração, angústia e dificuldade de concentração e de visão. Identificado o problema, deve-se buscar meios para controlá-lo, incluindo atividades prazerosas durante o dia e aprendendo a lidar com as situações que causam esse estresse.

“Também é importante ter um dia-a-dia equilibrado, com prática de exercícios físicos, ingestão de alimentos saudáveis e vida social ativa”, reforça o psicólogo do Instituto Vitalis, Marco Aurélio Varassin Hernandes. Além disso, é importante também reduzir o uso de falsos redutores do estresse como o álcool, a cafeína e a nicotina.

Quando os problemas são físicos

É possível dar uma aula sem utilizar o quadro-negro. É possível fazê-lo sem livros. Dá para lecionar sentado ou em pé. E dar uma aula sem falar? Até nos dias de prova, o educador tem de soltar um aviso aqui e ali. Isso significa que, na maioria das vezes, começa a falar pela manhã e só pára à noite. Por conta desse uso excessivo, poucos são os que não sofrem de problemas vocais. Os mais comuns são a rouquidão e as perdas vocálicas, que podem ser causadas pelo uso inadequado e excessivo da voz ou podem indicar a presença de nódulos ou pólipos vocais. “A voz é o instrumento de trabalho dos professores. Por isso, sempre que perceberem alguma alteração devem procurar um especialista para identificar a causa do problema e indicar o melhor tratamento,”
Entre as recomendações para manter uma voz saudável estão: evitar o cigarro, que irrita a mucosa e o trato vocal; não consumir bebidas alcoólicas, pois o álcool produz efeito anestésico que mascara a dor de garganta conseqüente do esforço, evitar ambientes com ar-condicionado, que podem causar ressecamento da mucosa vocal. “É fundamental também a ingestão de líquidos. Isso irá aumentar a hidratação laríngea, facilitando a expressão oral”, ressalta. Um estudo com 747 professoras do Estado da Bahia, com média de idade de 74 anos, constatou que 59,2% estavam com rouquidão. Pior: 25,6% tiveram perda temporária da voz, que, além do impacto sobre a saúde das profissionais, pode afetar o desempenho docente e prejudicar o processo de aprendizagem.

“Ainda que não seja uma doença ocupacional aguda, a rouquidão começa com sintomas de fraqueza de voz, que levam à dificuldade de modulação, e percorre um caminho que tem como destino nódulos e calos nas cordas vocais”, diz Eduardo Farias dos Reis, professor da Faculdade de Medicina da UFBA. O estudo apontou que 91,7% das professoras fazem uso intensivo da voz, sendo as duas alterações mais comuns o cansaço ao falar e a sensação de voz rouca ou fraca após um dia de trabalho. Quanto aos sintomas relacionados à saúde da garganta, os mais freqüentemente citados foram sensação de ressecamento (66,5%), coceira (51,5%), pigarro (49,7%) e dor (43,6%).

Novas pesquisas mostram ainda que uma parte importante do ato vocal é usada para controlar e disciplinar os alunos, e não apenas para transmitir conhecimento. E, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), é a “voz projetada”, utilizada para exercer influência sobre outras pessoas, seja para chamar atenção ou para tentar persuadir e ganhar a audiência, a mais propensa a causar danos aos órgãos vocais. Neste aspecto, medidas para adequação das salas de aula deveriam incluir a instalação de sistemas de amplificação sonora, com microfones e amplificadores. Outro importante dado levantado é a baixa procura por ajuda médica. “Por envolver um tratamento caro, demorado e que normalmente não é coberto pelos convênios, apenas 4,9% dos professores disseram ter consultado um fonoaudiólogo”, disse Reis.

A favor dos docentes, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou em novembro último o projeto de lei 1128/03, do deputado Carlos Abicalil (PT-MT), que cria o Programa Nacional de Saúde Vocal do Professor da Rede Pública de Ensino. O programa prevê a realização de exames preventivos para identificar indícios de problemas vocais. Detectada alguma alteração, o professor terá pleno acesso aos tratamentos fonoaudiológico e médico. Também será orientado por fonoaudiólogos quanto à importância dos princípios da saúde vocal e do uso adequado da voz.

Este texto foi escrito por Gustavo Rodrigues, publicado na revista Profissão Mestre.

DEDICAÇÃO

Ser dedicado é um ponto fundamental para alcançar o sucesso em qualquer coisa que fazemos, mas é fácil dedicar-se quando se gosta do que se faz; quando não é assim é preciso um pouco mais de esforço pessoal e motivação.

Dedicação significa devotamento, entrega, sacrifício.. e não é isso que fazemos quando queremos atingir um objetivo? Não nos sacrificamos? Não deixamos de fazer coisas priorizando outras?

Dedicação também significa manifestação de amor, apreço, consideração... não é isso que sentimos quando queremos muito alguma coisa? Não tornamos alguns objetivos em nossa vida, aquilo que mais prezamos?

Pois é, sem dedicação não conseguimos nada, ou melhor nada que valha a pena pois tudo que é bom tem um preço para ser conquistado.

Tudo na vida para ser bom, precisa de dedicação.
No trabalho, nos relacionamentos, nos esportes, no lazer... dedicar-se com entusiasmo àquilo que se quer, que se gosta, que se tem por objetivo é o segredo para a conquista, para a vitória.

VOCÊ VALORIZA SEU TRABALHO ?

Você já pensou no que seu trabalho representa para você ? Um meio de sustento, subsistência, algo penoso que deve ser cumprido todo dia... Existem muitas respostas que podem ser dadas mas uma coisa é verdadeira.. você nunca será feliz se não der o devido valor a seu trabalho.
O trabalho não deve ser encarado como um fardo, algo sofrido e massacrante. Passamos a maior parte de nossas vidas trabalhando, convivendo com pessoas que muitas vezes nada a tem a ver conosco então devemos tornar nosso lado profissional interessante e alegre. Como fazer isso? Primeiramente analisando se gostamos do que fazemos, pesando na balança os pontos positivos e negativos do nosso trabalho, do lugar em que trabalhamos, lembrando que em qualquer lugar que se trabalhe existem pontos bons e ruins.
Acredito que o ser humano não pode ser feliz atuando em algo que não goste. Esse é o primeiro ponto porém existem pessoas que só vêem o lado ruim das coisas, menosprezando o que existe de bom e desvalorizando seu local de trabalho. Pessoas assim também nunca serão felizes. É preciso enxergar a verdade e analisar se o que fazemos e aonde trabalhamos pode nos trazer ou nos traz felicidade.
Tanto se fala em qualidade de vida mas é fundamental que a qualidade comece em nosso trabalho, afinal não é fácil acordar todos os dias e sair rumo a um martírio. Por outro lado, para ser bem sucedido é condição básica gostar do que se faz. Ninguém tem sucesso atuando em algo que odeie. Portanto pense bem se o que você está fazendo hoje é o que realmente deseja estar fazendo e se chegar à conclusão que sim então dê o melhor de si e não tenha medo de sonhar e realizar afinal você já está no caminho certo. Se você chegar à conclusão que não, faça o possível para mudar, procure o que realmente quer independente do que os outros achem ou pensem porque você está no caminho errado.

Simone Castilho

Educando a razão e emoção

Um poeta olha pela janela e observa a chuva, o frio, calor e todas as estações do ano e vê em cada novo dia novos versos se fazendo poesia. De igual modo, o professor deve ver seus alunos como um ser em constante transformação, valorizando suas especificidades.
Enquanto alguns têm facilidade para aprender, ver a beleza das letras e sua sonoridade, outros se debruçam com olhar atento para decodificar esse grande desafio que lhe é proposto. O aprendizado deve ser uma ação em que o professor lança as ferramentas e estimula, mas é o aluno quem deve edificar o conhecimento.

O socioconstrutivismo surge nesse contexto, ampliando a visão do professor para que ele fuja do ensino tradicional, no qual a criança é adestrada como um “bichinho” que não traz consigo conhecimentos anteriores à fase escolar. Propõe a construção do saber valorizando a realidade e a relação dos alunos com a família e em sociedade.

Rubem Alves diz que há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas. Refletir a prática e repensar a educação torna-se cada vez mais urgente e inquietante, afinal, o que queremos fazer com nossas crianças? Engaiolar ou dar-lhes asas para que voem e sejam críticas, com opiniões formadas sobre si mesmas, sobre a comunidade, sua escola, família e sobre o mundo? Não há limites para nossos alunos se eles percebem no professor coragem. Segundo Rubem Alves, a coragem para voar já nasce dentro do pássaro, não podendo ser ensinado, mas encorajado.

A educação traz emoção à medida que professor e aluno colocam-se em posição vertical em que as trocas de experiências vão criando significado a cada dia. Se formos professores apaixonados pela educação conseguiremos ver em cada rosto uma projeção do futuro sendo esculpida corajosamente no presente. A sala de aula não precisa ser um peso, mas uma experiência amorosa e gratificante.

Educar para sensibilidade é essencial e como educadora ouso escrever esse texto problematizando e levantando questões pertinentes sobre a prática educativa. Estamos no século XXI e muitos professores ainda tratam seus alunos como se nada soubessem, desvalorizando sua vivência. Educar é poesia, é ver no outro muito mais do que nossos olhos podem ver mergulhando na criança e fazendo com que perceba sua potencialidade.

Mergulhe no universo da educação para a sensibilidade e seja cúmplice do seu aluno revelando propostas para estreitar os laços onde ele perceba em você um incentivador. Vamos ser prudentes, pois não estamos em contato com máquinas e, sim, com crianças que choram, se emocionam e até se frustram mesmo que não saibam ainda definir o que sentem. O afeto pode revelar um caminho para o sucesso em sala de aula, mostrando-se eficiente e significativo.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

QUAL É O SEU DIFERENCIAL????

Volte um pouco ao passado e lembre-se do tempo em que os seguintes papeis eram invertidos: você sentado nos bancos escolares e o professor lá na frente, ensinando a matéria. Algumas aulas você aasisitia com intusiasmo. Já em outras sentia aquela vontade de dormir ou de ir embora. Ou então, o pensamento estava em outro lugar qualquer.Na faculdade não foi diferente. Alguns professores conseguiam manter as aulas cheias e o debate do dia fervilhava. A cada encontro os estudantes eram surpreendidos com novidades. Enquanto outros mal atraiam meia dúzia de alunos e, quando a sala estava cheia era porque o pessoal já estava enforcado com as faltas. Assistir aquela aula não era um prazer, mas, sim, uma obrigação para não reprovar.
Veja alguns exemplos de educadores que procuraram, cada um a sua maneira, ser diferentes e fazer uma aula atrativa.
José Fontes de Aquino é um daqueles entusiastas quando o assunto é ser diferente ou fazer uma aula atrativa.
Enquanto muitos professores pensam na aposentadoria, ele, aos 64 anos, gostaria de viver mais 64 para continuar lecionando- e inovando.
Professor da Universidade de Salvador e de outras, Aquino decidiu que não queria ser apenas mais um no meio do bando. Ele conta que a primeira providencia a tomar foi deixar os alunos felizes, alegres e descontraídos e que conseguiu contando alguns episódio engraçado, extraído do dia-a-dia, só começando a aula depois de 10 minutos.
A cada encontro ele leva algo diferente para deixar a aula mais atrativa, uma reportagem ,um filme que seja pertinente ao assunto ou pede que alguém relate algum caso ou experiência.
A estratégia para abrir um espaço no inicio da aula para os alunos descontraírem é sucesso, também no ensino fundamental.
Esse artigo que li recentemente fez lembrar de uma professora muito querida, Vânia, que faz exatamente isso! Ela introduziu o momento da novidade no inicio das aulas, onde cada aluno leva algo que mais ache interessante e daí surgem vários debates quentes. Ela sempre faz uma associação com o tema da aula. Realmente este método é muito eficaz!
Esse tipo de abordagem faz nascer um ela de amizade entre os alunos e seu mestre, criando também elo de cumplicidade que vai fazer com que aja troca de conhecimentos.
Faz com que os alunos reflitam, esbocem e exponham sentimentos, sensações e emoções.
Não há ensino e aprendizagem sem que exista a permissão de que os alunos, também sejam "boca" e que professores também sejam "ouvidos".
Vamos aproveitar que estamos no inicio de nossa carreira e ser um diferencial dos professores que existem por ai. Como aprendido, sejamos educadores!!!!!

sábado, 19 de dezembro de 2009

COMO POSSO SER FELIZ SENDO PROFESSOR?


O título deste artigo não é meu. É de inúmeros colegas professores que frequentemente manifestam através de suas angústias uma falta de entendimento do conceito de felicidade. Assim, refletindo e pesquisando sobre o tema, proponho algumas reflexões sobre o conceito – e também a prática.

É possível aprender a ser bem-sucedido e feliz. Fortemente embasado no pensamento humanista, estipulo uma trajetória pelo presente, mas também pelo passado e pelas possibilidades do futuro, visto que as questões aqui abordadas são antigas e intrigantes:

* O que é ter uma vida de sucesso?
* Como aprender a viver?
* Qual o sentido da vida?

Grandes pensadores de diferentes escolas filosóficas ao longo dos tempos indicam caminhos aos que se aventurarem a afrontar as mesmas interrogações. Mas cabe uma observação em relação ao modo de vida grego antigo. O que parece interessante nos gregos é a ideia que define o que é a “vida boa” em oposição ao sucesso social, em que o objetivo da filosofia é o de ajudar os humanos a superar os medos. Onde: “filo” mais “sofia” é “amar a sabedoria”, a procura da serenidade está no sentido de ser livre na sua mente e também aberto aos outros, ser capaz de amar e superar os medos que nos impedem de viver.

Pensemos sobre o homem contemporâneo e suas escolhas e novamente sobre o conceito de vida bem-sucedida que, parece, resume-se à satisfação material, ao sucesso social e à preocupação narcísea e ilimitada de poder.

Os humanos contemporâneos precisam aprender a superar seus medos, aperfeiçoar sua busca e desenvolvimento espiritual, uma nova sabedoria fundada no amor como um dos elementos capaz de reconciliar o presente e ampliar o horizonte e seu pensamento.

Então pulamos para o futuro e imaginamos que trocando de carro, casa, profissão, escola, parceiro (a), tudo vai ficar melhor. Em verdade, transportamos nossas preocupações e infelicidades conosco, e as coisas não se tornam melhores porque se trocou um Audi por um Mercedes.

À força de viver no passado ou no futuro, perde-se de viver o único momento real, ou seja o presente, quando e onde podemos nos realizar através da paixão, da qualidade, do comprometimento com o que fazemos.

Os medos se enraizam no passado e no futuro. Sábio é quem consegue, num mesmo movimento, viver no presente e viver com serenidade. No presente ele se desvencilha dos medos que habitam essas duas dimensões irreais do tempo, que são o passado e o futuro.

Para viver bem, é preciso superar os medos e isso se chama sabedoria. “A coisa mais fácil do mundo é encontrar diferenças. Difícil é harmonizá-las.” Palavras do Dalai Lama, de quem também acrescento mais duas assertivas para concluir: “É indispensável fazer com que cada dia de nossa vida tenha um sentido.” E que nosso trabalho tenha um propósito dignificante para cada um de nós. “É sempre possível mudar. Mas vencer emoções e pensamentos negativos requer disciplina e tempo. Comece agora.”


artigo revista profissão mestre

domingo, 6 de dezembro de 2009

Você "É" ou "Esta" professor??

Li uma matéria esta semana que me chamou atenção e que penso ser algo que sempre deve estar inserido em nossa mente, independente da profissão que se tenha. Eu "sou"ou "estou"????
A paixão, a necessidade, o status, o comodismo, a vocação, levam uma pessoa a seguir determinada carreira. Aqui será falado sobre a carreira de professor.
Algumas pessoas buscam por status e se acham apaixonados, outros buscam por paixão e encontram acomodação.
Heloísa Helena e Geraldo Alckmim, são casos de políticos que voltaram a lecionar por não conseguirem realizar seus sonhos como políticos. Saber se "São"ou "Estão" somente assistindo algumas aulas para saber.
Muitos adultos estão cursando a formação de professores atualmente, por acharem que nessa área não falta emprego. Outros por causa da carga horária e do salário ser em alguns casos, compatível, ou por buscarem estabilidade no emprego através de concurso.
Lendo essa matéria, havia o relato de uma diretora, Ana Tereza Spotolim, que dizia ter visto profissionais da educação que iniciaram suas vidas com base nessas motivações e que se tornaram `professores vocacionados'com brilho no olho. Segunda ela, em todos os ramos do trabalho há os que estão nele por conveniência ou circunstâncias e há os que "estão".
Para o filósofp José Roberto Neves aquele que "é professor"foi escolhido pela profissão e o que "esta professor"a escolheu, talvez pelo "status", pela fantasia do poder que a profissão sugere, ou pela possibilidade de ser uma uma mera complementação de renda. Ou seja, o "ser professor"é aquele que cativa naturalmente, que se empolga espontâneamente com a possibilidade de proporcionar aos alunos conteúdos que sejam apropriados às suas visualizações.
Exercer o "ser professor"é gratificante quando este contribui na formação pessoal e, por consequênte, na formação de outros.
O "ser professor"não deve tratar as várias turmas da mesma maneira, mesmo que a disciplina seja a mesma.
As turmas são formadas por diferentes alunos e têm interesses e características diferentes. O "ser professor"deve ter a sensibilidade para percebê-las e deve adaptar a disciplina às necessidades e perfil de cada turma, caso contrário, o professor não terá o respeito, a simpátia e a credibilidade perante a turma.
Por isso caro leitor pense bem na sua carreira, seja já estar atuando ou na que pretende seguir.

revista profissão mestre

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Não deixe a profissão acabar com a sua saúde

O início de um novo ano sempre remete ao costume de se traçar metas. Entre as mais cotadas, estão as relacionadas a estética e saúde: uns se comprometem a perder peso, outros juram largar maus hábitos ou vícios. E você, professor, como quer que seja seu ano de 2010? Para começar, sugerimos que identifique os pontos que necessitam de mais atenção na sua vida, que não devem ser poucos, se considerarmos a rotina desgastante de quem trabalha com educação, ainda mais no Brasil. Falar horas seguidas, trabalhar em pé e ter “jogo de cintura” para lidar com alunos problemáticos são desafios que exigem bastante do físico e do psicológico. E, cedo ou tarde, as más condições de trabalho resultam em problemas que comprometem a eficiência do profissional.

Só no Rio de Janeiro, mais de cinco mil professores ficaram doentes no primeiro trimestre de 2008, número que corresponde a 6,5% do total de servidores da educação. Em abril, foram computadas quase 17 mil faltas – 12.790 abonadas, já que foram decorrência de problemas de saúde. Entre as complicações mais comuns na classe profissional está a Síndrome de Burnout, caracterizada por excessiva exaustão física e emocional. Ela começa com um sentimento de desconforto que aumenta, enquanto a vontade de lecionar diminui.

Burnout pode ser traduzido como queimar, pifar. Imagine isso acontecendo com uma pessoa. É como se nada funcionasse como deveria; um estresse que chega e se aprofunda, não passa. Sintomaticamente, a síndrome é reconhecida pela ausência de energia, alegria, entusiasmo, satisfação, interesse, vontade, sonhos para a vida, idéias, concentração, autoconfiança e humor.

Principal causador da Síndrome de Burnout, o estresse é considerado um dos maiores inimigos dos trabalhadores, atingindo cerca de 70% das pessoas economicamente ativas no Brasil, de acordo com a ISMA (International Stress Management Association). Ficar atento aos sintomas é o primeiro passo para combatê-lo. Os mais comuns são fadiga, tensão, mal-estar, falhas de memória, dor no pescoço e cabeça, irritação, falta de sono e concentração, angústia e dificuldade de concentração e de visão. Identificado o problema, deve-se buscar meios para controlá-lo, incluindo atividades prazerosas durante o dia e aprendendo a lidar com as situações que causam esse estresse.

“Também é importante ter um dia-a-dia equilibrado, com prática de exercícios físicos, ingestão de alimentos saudáveis e vida social ativa”, reforça o psicólogo do Instituto Vitalis, Marco Aurélio Varassin Hernandes. Além disso, é importante também reduzir o uso de falsos redutores do estresse como o álcool, a cafeína e a nicotina.

Quando os problemas são físicos
É possível dar uma aula sem utilizar o quadro-negro. É possível fazê-lo sem livros. Dá para lecionar sentado ou em pé. E dar uma aula sem falar? Até nos dias de prova, o educador tem de soltar um aviso aqui e ali. Isso significa que, na maioria das vezes, começa a falar pela manhã e só pára à noite. Por conta desse uso excessivo, poucos são os que não sofrem de problemas vocais. Os mais comuns são a rouquidão e as perdas vocálicas, que podem ser causadas pelo uso inadequado e excessivo da voz ou podem indicar a presença de nódulos ou pólipos vocais. “A voz é o instrumento de trabalho dos professores. Por isso, sempre que perceberem alguma alteração devem procurar um especialista para identificar a causa do problema e indicar o melhor tratamento,” observa a fonoaudióloga do Hospital Iguaçu, em Curitiba, Ana Paula Kochen.

Entre as recomendações para manter uma voz saudável estão: evitar o cigarro, que irrita a mucosa e o trato vocal; não consumir bebidas alcoólicas, pois o álcool produz efeito anestésico que mascara a dor de garganta conseqüente do esforço, evitar ambientes com ar-condicionado, que podem causar ressecamento da mucosa vocal. “É fundamental também a ingestão de líquidos. Isso irá aumentar a hidratação laríngea, facilitando a expressão oral”, ressalta. Um estudo com 747 professoras do Estado da Bahia, com média de idade de 74 anos, constatou que 59,2% estavam com rouquidão. Pior: 25,6% tiveram perda temporária da voz, que, além do impacto sobre a saúde das profissionais, pode afetar o desempenho docente e prejudicar o processo de aprendizagem.

“Ainda que não seja uma doença ocupacional aguda, a rouquidão começa com sintomas de fraqueza de voz, que levam à dificuldade de modulação, e percorre um caminho que tem como destino nódulos e calos nas cordas vocais”, diz Eduardo Farias dos Reis, professor da Faculdade de Medicina da UFBA. O estudo apontou que 91,7% das professoras fazem uso intensivo da voz, sendo as duas alterações mais comuns o cansaço ao falar e a sensação de voz rouca ou fraca após um dia de trabalho. Quanto aos sintomas relacionados à saúde da garganta, os mais freqüentemente citados foram sensação de ressecamento (66,5%), coceira (51,5%), pigarro (49,7%) e dor (43,6%).

Novas pesquisas mostram ainda que uma parte importante do ato vocal é usada para controlar e disciplinar os alunos, e não apenas para transmitir conhecimento. E, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), é a “voz projetada”, utilizada para exercer influência sobre outras pessoas, seja para chamar atenção ou para tentar persuadir e ganhar a audiência, a mais propensa a causar danos aos órgãos vocais. Neste aspecto, medidas para adequação das salas de aula deveriam incluir a instalação de sistemas de amplificação sonora, com microfones e amplificadores. Outro importante dado levantado é a baixa procura por ajuda médica. “Por envolver um tratamento caro, demorado e que normalmente não é coberto pelos convênios, apenas 4,9% dos professores disseram ter consultado um fonoaudiólogo”, disse Reis.

A favor dos docentes, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou em novembro último o projeto de lei 1128/03, do deputado Carlos Abicalil (PT-MT), que cria o Programa Nacional de Saúde Vocal do Professor da Rede Pública de Ensino. O programa prevê a realização de exames preventivos para identificar indícios de problemas vocais. Detectada alguma alteração, o professor terá pleno acesso aos tratamentos fonoaudiológico e médico. Também será orientado por fonoaudiólogos quanto à importância dos princípios da saúde vocal e do uso adequado da voz.

publicado na revista Profissão Mestre e adaptado para o Jornal Virtual.
Nem especial, nem regular, nem pra "normais", nem pra "deficientes"...apenas educação, porque chegará o dia que educação será uma coisa só.

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