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Diante de tanta contradição da vida, aprendi que devo ter alto astral acima de qualquer coisa!Eu nunca imaginei que seria pedagoga. Não me preparei para isso. Ela chegou sem que eu preparasse o seu caminho e por isso fiquei tão apaixonada. Essa é para mim a profissão mais linda e digna que existe... Sem sonharmos e idealizarmos algo melhor, nunca poderemos alcançar um diferencial.Essa é minha ideologia e não posso deixar que apaguem por não acreditarem que existe solução para a educação do nosso país,"Não,podemos viver sem ideologias, ter sucesso sem acreditar em valores fortes, concretos,lutar por nossos objetivos sem acreditar que eles serão alcançados,almejar uma vida de realizações soterrando nossas verdadeiras crenças.Tenha suas ideologias muito bem definidas e paute sua vida sobre elas. Não tenha medo do que os outros vão pensar se você está realmente convicto no que acredita ser o certo,não tenha medo de fracassar embasado nelas, aprenda que neste mundo nada é absolutamente ruim ou bom e que sempre,terá que defender suas escolhas e pagar por elas." Eu estou consciente pela escolha que fiz na minha vida profissional,e você?

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Este espaço é algo criado por mim para dividir, com todos que, assim como eu, adoram de fato o que fazem dentro da educação, um pouco do que pesquiso na internet e também do que tenho de material voltado à esta área que de fato sou louca de paixão.

Peço desculpas pela demora em atualizar os conteúdos.

No mais, a todos que visitam este blog, espero que até o momento tudo que há de conteúdo esteja sendo agradável.

Com carinho,

Lu Moraes
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“Ninguém começa a ser educador numa certa terça-feira às quatro horas da tarde. Ninguém nasce educador ou marcado para ser educador. A gente se faz educador, a gente se forma, como educador, permanentemente, na prática e na reflexão sobre a prática”

(Paulo Freire, em “A educação na cidade”)

“Ser professor é um privilégio. Ser professor é semear em terreno sempre fértil e se encantar com a colheita. Ser professor é ser condutor de almas e de sonhos, é lapidar diamantes" Gabriel Chalita

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Eu fico com a pureza da resposta das crianças: a vida é bonita.
Viver e não ter a vergonha de ser feliz.
Cantar e... cantar e ...cantar a eterna beleza de ser aprendiz.
Eu sei que a vida devia ser bem melhor. E será.
Mas issoo impede que eu repita: é bonita, é bonita, é bonita!
(Gonzaguinha).
"Há os que adquirem conhecimento pelo valor do conhecimento - e isto é vaidade de baixo nível. Mas há os que desejam tê-lo para edificar outros - e isto é amor. E há outros que o desejam para que eles mesmos sejam edificados - e isto é sabedoria." - (Bernardo de Claraval)
"Todas as postagens que não são de minha autoria é dado o devido crédito e citado a fonte, até porque quando se copia algo de alguem a intenção não é fazer plágio, e sim divulgar as informações para um maior número de pessoas favorecendo assim o conhecimento."
Lucia Araújo/cc: Luciana Moraes

domingo, 20 de março de 2011

ESTRATÉGIAS PARA MELHORAR O RENDIMENTO ESCOLAR

Bom dia!

Tentando encontrar algo que me ajude a ajudar alguns alunos que tenho. Pesquisando me deparei com este artigo, confesso que ainda não o li por inteiro, mas até onde li gostei e me empolguei e por isso resolvi postar. Espero que gostem também.

Boa leitura!


Uma das características mais visíveis das crianças problemas é o seu fraco rendimento académico. Contudo, já existe um número crescente de investigadores para apoiar a abordagem de estratégias de aprendizagem de modo a ajudar os alunos a aprender como aprender nas áreas académicas ( Polloway 1989). Os princípios orientadores da abordagem de estratégias de aprendizagem são os mesmos que estão associados às melhores técnicas de ensino. Assim as estratégias de aprendizagem e as  de ensino reforçam-se mutuamente. Isto não quer dizer que o uso de estratégias vai resolver todos os problemas académicos que os alunos têm mas aparentemente  vão ajudar a melhorar o rendimento académico a muitos alunos.
 

Leitura e escrita

 
Em "Illiterate in America" (1986), Jonathan Kozol afirma que milhões de americanos adultos são incapazes de ler suficientemente bem para funcionar independentemente na sociedade de hoje. Muitos destes iletrados funcionais, que Kozol refere, foram, sem sombra de dúvida, alunos problemáticos na escola. Seja qual for a  explicação para isto, o ensino da leitura que receberam não resultou, pelo menos ao nível que lhes permitiria funcionar com sucesso no mundo dos adultos. Assim, o desafio aos educadores é criar uma nação de leitores efectivos e fluentes.
Antigamente aceitava-se, de um modo geral, que a leitura consistia essencialmente no reconhecimento de palavras e na aprendizagem de como descodificar palavras. Hoje em dia, a maior parte das autoridades no ensino da leitura concordam que a leitura é um processo mais complexo que envolve o leitor, o texto, a compreensão e a própria actividade de ler. Os alunos devem usar várias estratégias antes, durante e depois de lerem. Eles devem apreender o sentido geral do texto antes de ler, monitorar durante a leitura e reflectir depois de ler. Uma das mais conhecidas estratégias de leitura é o método SQ3R. Os professores usam esta estratégia com todos os alunos com ou sem problemas. Os passos para esta estratégia são os seguintes:
 
Survey: Prever a introdução de cada frase em cada parágrafo.
Question: Fazer perguntas sobre cada um dos parágrafos ou títulos principais.
Read: ler rapidamente para encontrar respostas às perguntas formuladas e acrescentar                                               
          outra informação.
Recite: responder com as suas próprias palavras.
Review: escrever ou responder oralmente sobre tudo o que se aprendeu.
 
A identificação da palavra e a compreensão da leitura são dois dos maiores problemas dos alunos que têm dificuldades na leitura. Lenz e os seus colegas (1984) na University of Kansas Institute for Research on Learning Disabilities desenvolveram uma estratégia para a identificação de palavras desconhecidas em materiais usando as pistas fornecidas pelo contexto, separando a palavra em partes e usando os recursos disponíveis. Conhecida pela mnemónica DISSECT , os passos nessa estratégia são os seguintes:
 
Discover the context  (descobrir o contexto)
Isolate the prefix  (isolar o prefixo)
Separate the sufix (separar o sufixo)
Examine the stem ( examinar a raiz)
Check with someone ( verificar com outro aluno)
Try the dictionary ( consultar o dicionário)
 
Um estudo envolvendo 12 alunos com problemas de leitura (Lenz and Hughes 1990) indicou que a estratégia resultava na redução de erros de leitura em todas as disciplinas. Contudo,  verificou-se  que era necessária uma atenção separada mas simultânea para lidar com os problemas de compreensão.
A essência do ensino da leitura é ajudar os alunos a compreender o que leram. Sendo a natureza da compreensão  complexa é necessária uma combinação de estratégias. O ensino recíproco (Palincsar and Brown  1984; Palincsar 1988) promove essa combinação lidando com o resumo, com a formulação de perguntas, com a clarificação e com a previsão. Com o ensino recíproco, o professor começa por debater a razão por que o texto é difícil de compreender  e como existem várias estratégias que podem ajudar no processo de compreensão. Os alunos, cada um na sua vez, fazem de professor lideram a discussão em grupo. Por exemplo, o aluno que está a liderar a discussão em grupo pode resumir as partes principais do que foi lido. Depois, os outros alunos são interrogados no sentido de responderem se acharam que aquelas eram as ideias principais ou  pormenores. Clarificando palavras desconhecidas e falta de compreensão pode levar os alunos a ler de novo ou a procurar ajuda no dicionário, enciclopédia ou a recorrer ao professor. Finalmente o grupo é encorajado a prever o conteúdo, dando-lhes assim uma razão para continuarem a ler.
Falta de destrezas de escrita pode também ser um dos maiores problemas académicos dos alunos problemáticos. É pelo menos o mais óbvio. Estudos indicam que pedir aos alunos que escrevam mais não faz com que escrevam melhor.
Duas estratégias para ajudar os alunos a melhorar a escrita são a estratégia para escrever uma frase (Sentence writing strategy) e a estratégia para escrever um parágrafo (Paragraph writing strategy). Ambas são parte do Modelo de Estratégia de Intervenção desenvolvida na Universidade do Kansas e exigem um treino formal para indivíduos que planeiam usá-las.
A estratégia para escrever uma frase guia o aluno na escrita de quatro tipos de frases: simples, compostas, complexas e compostas-complexas. Os alunos aprendem a usar uma fórmula para o tipo de frase que vão usar. Eventualmente aprendem a usar todos os tipos de frase num parágrafo. A estratégia para escrever um parágrafo é uma extensão natural da escrita de uma frase. Permite aos alunos expandir as suas criativas destrezas para a escrita. A um nível mais avançado.  Os alunos aprendem a escrever parágrafos descritivos, enumerativos, sequenciais, comparativos e de causa e efeito.
Ford (1990) usa a estratégia de resolução de problema para ensinar os componentes básicos de uma boa escrita. Num estádio de pré-escrita, o professor apresenta um problema para ser resolvido e pede aos alunos para desenvolver um problema semelhante. No exemplo dado por Ford, o problema tem a ver com encomendar (pedir) a partir de um menu num restaurante ou a partir de um catálogo para um armazém. Menus e catálogos são entregues aos alunos. Depois, eles usam o estádio da escrita para expor o seu problema, numa folha amarela para se lembrarem de que estão a fazer o primeiro rascunho. No estádio de conferência os alunos encontram-se em pares ou em grupos para partilhar o problema escrito e discutir o modo como pode ser melhorado, se é passível de resposta e se há erros de ortografia, gramática ou de pontuação. Os alunos, então, revêm e reescrevem o problema baseados nos comentários e sugestões feitas pelo grupo.  Finalmente, no estádio de publicação, os problemas são escritos cuidadosamente em cartões, com as respostas no verso e a assinatura do autor num canto. Assim é criado um ficheiro de problemas para todos os alunos . Se eles tiverem dificuldades com o problema, vão ter com o autor para pedir ajuda. Esta estratégia de escrita requer pouca intervenção por parte do professor, combina a escrita funcional com a criativa e serve como motivação para os alunos.
 

Ortografia

 
Muitos alunos têm problemas com a ortografia. É uma área curricular onde o facto de ser simpático e criativo não melhora a realização. Há basicamente duas maneiras de aprender ortografia: a memória repetitiva e a utilização de regras de ortografia. Recentemente tem havido um interesse renovado na avaliação de estratégias de aprendizagem que possam melhorar a ortografia (Dangel 1989; Graham and Voth 1990). Dangel incidiu a sua atenção em duas estratégias para a ortografia: Plano dirigido aos alunos e auto-instrução pelos alunos. Na primeira, os alunos terão de decidir quanto tempo planeiam levar para estudar a ortografia de determinadas palavras  e, depois, dividir as palavras em duas colunas: Palavras simples e palavras difíceis. O professor recomenda aos alunos que eles dediquem duas vezes o dobro do tempo para estudar as palavras difíceis, comparativamente com o tempo dedicado ao estudo das palavras fáceis. Depois de vários testes práticos os alunos deverão decidir mudar as palavras de uma das colunas para a outra. Na estratégia de auto-instrução os professores começam por ensinar aos alunos a usar a técnica de sublinhar-copiar-tapar-escrever para estudarem as palavras e para apontar os resultados positivos da sua prática. Nesta estratégia, eles também dividem as palavras difíceis e as simples em colunas. Em gera, estas duas técnicas provaram Ter resultado.
Outras estratégias para a aprendizagem da ortografia foram indicadas por Graham e Voth:
1.      Usar palavras muito frequentes (reflectindo o interesse e o ambiente dos alunos)
2.      Introduzir novas palavras gradualmente (duas ou três por dia depreferência a 12 ou 13 por semana.
3.      Encorajar a auto-correcção pelos alunos, guiados pelo professor ou pelos pais.
4.      Designar tempo específico para a prática da ortografia na escola e em casa.
5.      Fazer uso directo das novas palavras em fichas escritas formais .
6.      Fazer uso directo da ortografia das palavras nas tarefas escolares diariamente.
 
 

Matemática

 
A maioria dos alunos experimentam bloqueios na compreensão da matemática em algum ponto do seu percurso académico. Pode ser na adição, fracções, álgebra, geometria, trigonometria, cálculo ou estatística. Seja em que nível for que o bloqueio ocorra, gera ansiedade em relação à matemática.
Para os alunos problemáticos a ansiedade em matemática começa, muitas vezes, bastante cedo, quando lhes é pedido para usarem a matemática para a resolução de um problema. Demasiadas vezes a instrução dos alunos concentrou-se na aquisição de destrezas em computação; mas eles não são capazes de aplicá-las para resolver problemas matemáticos práticos, do seu quotidiano. O sucesso em matemática exige destrezas tanto em computação como na resolução de problemas. Elas devem ser integradas e ensinadas simultaneamente. Há várias estratégias para ajudar os alunos a integrá-las.
Kennedy (1985) descreve uma estratégia em matemática na qual os alunos escrevem cartas, guardam registos (logs) e desenvolvem problemas verbais e apresentam soluções em pequeno grupo. Cerca de 10 minutos antes da aula acabar, todos os alunos escrevem uma pequena carta sobre o que aprenderam, sobre o que não compreenderam, e sobre aquilo que gostariam de ver debatido no início da aula de matemática seguinte. O professor recolhe as cartas, revê-as e, na aula é seguinte, será capaz de esclarecer dúvidas sobre os problemas com uma curta explicação. Guardar exercícios  permite aos alunos Ter um    registo do seu progresso e tirar apontamentos sobre problemas de matemática. Trabalhar em pequeno grupo permite aos alunos aprender uns com os outros como discutir e partilhar soluções de problemas de matemática que eles próprios elaboraram. Mesmo quando as respostas estão erradas, os alunos são encorajados  a registar o modo como chegaram  à resposta. Muitas vezes os alunos aprendem mais com os seus erros do que com a apresentação da  solução correcta.
A crescente disponibilidade de computadores nas escolas permite outras estratégias para o ensino da matemática. Ross et al. (1988) descreve programas de micro-computadores que personalizam exercícios de aritmética. Pediu-se  aos alunos dos 5º e 6º anos que completassem um questionário com a data de nascimento, prato favorito, melhor amigo, etc.. Esta informação foi incorporada num programa de computador de maneira a que os valores numéricos usados nos problemas de matemática fossem os mesmos para todos, mas que as linhas históricas fossem personalizadas. Os resultados da pesquisa de Ross mostraram que os alunos que trabalhavam com materiais matemáticos personalizados em computador obtinham uma média de 27 pontos mais alta na realização de testes de avaliação  do que os que tinham trabalhado com problemas de matemática convencionais.
Recentemente foi publicado um programa intitulado "Strategies Math Series (Mercer and Miller 1992) que oferece uma sequência excelente de materiais matemáticos que vão desde as destrezas com o computador até aos problemas do quotidiano e, também, do nível concreto ao abstracto.
 

Áreas de conteúdo

 
Para além das estratégias para as áreas básicas, os educadores também estão a investigar como certas estratégias podem melhorar o aproveitamento dos alunos nas áreas de conteúdo, tais como: as Ciências, a História, os Estudos Sociais, etc.. Muitas vezes as estratégias de aprendizagem são ensinadas isoladamente com a expectativa de que serão generalizadas às áreas de conteúdo regulares. Infelizmente esta generalização nem sempre resulta. Davis(1990)descreve um projecto em que  a vinte dos alunos com maior problema de leitura, numa amostragem de 160 alunos do oitavo grau, havia sido ensinado a estudar destrezas usando materiais de áreas de conteúdo.  Todos estes alunos tinham estado em aulas de remediação de leitura; cinco deles foram identificados como tendo dificuldades de aprendizagem específicas. Durante a primeira parte do projecto, cada aluno completou um inquérito de 15 perguntas para avaliar o conhecimento e os hábitos enquanto estavam a ler o conteúdo de um livro de textos. Mais tarde isto foi usado pelos alunos e professores como base para medição da melhoria das destrezas de estudo. Os alunos também completaram um contrato de três partes baseado no seguinte:
 
1.      A turma e a disciplina que eles gostavam de melhorar;
2.      Um plano para atingir aquele objectivo ( alargar o tempo de estudo, fazer os trabalhos de casa, fazer perguntas) e
3.      Fazer um compromisso ( aluno, pais, professores da disciplina em causa assinariam o contrato).
 
Usando textos regulares de Ciências e de Estudos Sociais, o professor ensinou várias estratégias baseadas no resultado dos inquéritos feitos aos alunos. As estratégias incluíam muitas das atrás referidas.  Treze dos vinte alunos melhoraram o seu aproveitamento em estudos sociais e os vinte melhoraram em Ciências.
No seu artigo "Jamestown II: Building a New World", Sanchez (1987) apresenta uma única estratégia de simulação que dá aos alunos a capacidade de compreender e apreciar os perigos e incertezas  durante os primeiros tempos de colonização da América, tendo em vista a colonização no futuro. A simulação é um exemplo excelente para usar estratégias de aprendizagem cooperativas e promover destrezas de pensamento crítico. Os alunos podem trabalhar em pares ou em pequenos grupos. A premissa da simulação é a seguinte: devido ao excedente demográfico, à fome e à doença, os Estados Unidos estão a planear construir uma colónia espacial em Marte, tentando chamar-lhe "Jamestown II". Apresentam-se oito tarefas ou decisões aos alunos. As primeiras quatro terão de ser respondidas antes da viagem espacial, as outras quatro terão de ser enfrentadas quando os colonos já estiverem em Marte:
 
1.      Estimar o custo da colonização proposta;
2.      Identificar as profissões e os pré-requisitos necessários para os 500 colonos que irão para Marte;
3.      Decidir sobre o abastecimento necessário para ser levado nesta primeira viagem;
4.      Propor leis e regras que regularão a colónia;
5.      Preparar o discurso para os 200 colonos que se sentem infelizes e que desejam regressar à terra;
6.      Decidir sobre a acção que deve ser executada contra dois sabotadores;
7.      Convencer os Marcianos que os colonos não lhes farão mal;
8.      Escrever uma carta ao Presidente dos Estados Unidos sobre o sucesso ou fracasso da viagem assim como as recomendações para quaisquer futuras viagens.
 
As estratégias levadas a cabo durante esta simulação são um meio que entusiasma  para fazer com que as áreas de conteúdo se tornem vivas
   

Criação de um ambiente de suporte para as estratégias de aprendizagem.

 
A aprendizagem e o uso de estratégias produtivas requer um ambiente de suporte! Brozo (1990) descreve estudantes do ensino secundário em ambientes pouco convidativos que fingem doença, copiam ou têm um comportamento problemático ou usam de estratagemas para encobrir o seu mau aproveitamento na leitura, escrita ou matemática. Em contraposição o ambiente familiar forte  que Sally Osbourne tinha  forneceu-lhe estratégias de que ela necessitava para se licenciar em Harvard, apesar de Ter problemas de aprendizagem. Na sua infância a mãe lia-lhe, falava com ela sobre projectos da escola e lembrava-lhe constantemente que ela seria capaz (Levine and Osborne 1989).  Em todo o país, negócios e indústria também estão a reconhecer a importância de um ambiente de trabalho positivo para a produtividade.
 

Ambiente Familiar

 
Os pais são os primeiros professores de uma criança. Se o ambiente familiar que os pais criam é bom, mau ou indiferente, é, no entanto, um factor crítico no processo de ensino/aprendizagem (Strom 1984). Há muitas coisas que os pais podem fazer para tornar o ambiente familiar propício a usar as estratégias de aprendizagem atrás descritas. Algumas das coisas que os pais podem fazer são as seguintes:
1.      Marcar um lugar e tempo específicos para a criança estudar e fazer os trabalhos de casa. Também conversar com o professor sobre a quantidade de tempo razoável para estudar e fazer trabalhos de casa.
2.      Dar atenção ao tempo que a criança está a ver televisão e aos programas seleccionados.
3.      Mostrar todo o seu próprio gosto e entusiasmo por aprender. As crianças imitam os pais à medida que crescem.
4.      Fornecer os materiais para suporte da aprendizagem, tais como: os livros, dicionários, enciclopédias e computadores.
5.      Tornar a criança responsável por tarefas razoáveis. As tarefas razoáveis devem incluir uma decisão conjunta entre pais e filhos.
6.      Dar pistas à criança sobre quando deve utilizar estratégias que eles conhecem. Por exemplo, uma pista visual (pode ser em forma de marcador de livro) com a palavra "DISSECT" escrita, pode ajudar a criança quando confrontada com uma palavra desconhecida. Ou uma pista verbal " Lembra-te de SLANT" pode lembrar a criança como corresponder quando estiver a conversar com outra pessoa.
7.      Estratégias de modelação, por exemplo, "pensar em voz alta" quando tiver que resolver um problema.
8.      Escutar a criança quando ela estiver a falar ou a ler. Também tentar perceber o que não foi dito.
9.      Preparar um relatório para dar aos professores da criança para eles saberem dos progressos feitos em casa em áreas de interesse mútuo. Antes de o elaborarem, os pais devem discuti-lo com a criança e perguntar-lhe se concorda com ele.
10.  Iniciar e manter uma relação cooperante com os professores da criança e outro pessoal da escola em assuntos que digam respeito à aprendizagem da criança e outros assuntos afins.
Mary Seman, uma colega do autor da Universidade de West Virginia, desenvolveu uma estratégia para o trabalho de casa que usa a mnemónica "HOMEWORK" . Os passos da estratégia podem ser ensinados pelos pais ou pelos professores. São os seguintes:
 
H : Have a regular time and place to work everyday (tem um tempo e lugar marcados para  trabalhar diariamente)
O: Organize  a  monthly,  weekly  and  daily  calendar (organiza um  calendário mensal, semanal e diário)
M: Mark  each  assignment  in  a  separate  notebook  and/or personal calendar (marca o Trabalho de Casa num caderno separado e num calendário pessoal)
E: Elect to do the shortest assignment first (Faz, em primeiro lugar, o trabalho de casa mais curto)
W: Write the estimated time to complete each assignment( Regista o tempo aproximado  para a realização do trabalho)
O: on with it, get started on the assignment (Começa a fazer o trabalho)
R: Record with a check mark when items are completed (marca com um sinal os trabalhos que fores completando)
K: Keep homework in a designated place at home. (Guarda o trabalho num sítio certo em casa).
 
Há uma segunda mnemónica para a estratégia para trabalhos de casa (RATE). Os passos são os seguintes:
 
R:  Read the directions for the assignment ( Lê as instruções)
A:  Ask the teacher or the parent if you don't understand the assignment
     (pergunta aos professores ou aos pais se não entenderes qualquer coisa)
T:  Take all necessary materials home (Leva os materiais necessários para casa)
E:  Examine the calendar daily (examina o calendário diariamente)
 

Ambiente escolar

 
O ambiente instrucional das escolas e salas de aula podem ajudar ou impedir o uso de estratégias. Um ambiente de trabalho favorável é aquele em que o professor dá o modelo de estratégia com frequência - e não quando apenas as ensina formalmente. Os alunos devem observar os professores a pensar em voz alta de modo a perceber como é que a estratégia de aprendizagem funciona.
Os lugares na sala de aula são outro elemento importante para um ambiente de sala de aula importante. Devem ser flexíveis de maneira a proporcionar uma aprendizagem cooperativa, o apoio entre pares e a apresentação dos conteúdos a toda a aula.
Em algumas escolas, os alunos com problemas de aprendizagem saem da sala para trabalhar em centros de recursos ou outros ambientes especiais. É importante que todo o pessoal da escola, que trabalhe com estes alunos, comunique entre si e com os pais de modo a haver consistência nas estratégias que são ensinadas e usadas e consistência no ambiente.
 
Um elemento fundamental do ensino/aprendizagem de estratégias é incutir independência e responsabilidade. Os professores deverão levar os alunos a Ter as suas pastas e grelhas individuais de modo a  poderem verificar e registar o seu próprio progresso. Para lembrar os alunos das várias estratégias que podem usar, os professores poderão criar cartazes e colocá-las pela sala de aula.  Também podem ser letreiros, marcadores, grelhas, etc.
O director também tem o seu papel na criação de um ambiente de escola favorável, que maximize o tempo de aprendizagem dos alunos e o uso de estratégias. Seifert and Beck (1984) fazem as seguintes sugestões aos directores:
 
1.      Reduzir o uso de intercomunicadores para avisos que não são essenciais, que interrompem professores e alunos;
2.      Limitar o número de interrupções da aula por funcionários, elementos da secretaria e alunos;
3.      Limitar o número de assembleias, de programas de entretenimento e programas de interesse específico que cortem o ambiente de aprendizagem aos alunos;
4.      Reduzir o absentismo, contactando e trabalhando com os pais cujos filhos faltam com frequência.
 
Se a preocupação com o ambiente de aprendizagem prevalecer na sala de aula, na escola e em toda a comunidade escolar, então a instrução de estratégias de aprendizagem será maximizada para todos os estudantes. Alguns departamentos de educação, como por exemplo na Florida e em West Virginia, fizeram um compromisso para assegurar que todos os estudantes com necessidades especiais, que podem beneficiar com a instrução de estratégias de aprendizagem, receberão tal instrução.   

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BOA LEITURA!!!!!

Luciana Moraes



 

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Nem especial, nem regular, nem pra "normais", nem pra "deficientes"...apenas educação, porque chegará o dia que educação será uma coisa só.

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